<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099</id><updated>2012-01-06T12:26:34.883-02:00</updated><category term='Histórias da Pri Zorzi'/><category term='Tenha medo'/><category term='Vida de Adulto'/><category term='Estágios'/><category term='Enfermidades'/><category term='Pri Zorzi Recomenda Algo'/><category term='Trabalho'/><category term='Faculdade'/><category term='Posts Tristonhos'/><category term='Viagens'/><category term='Livros'/><category term='Relationshits'/><category term='Eu'/><category term='Nostalgia'/><category term='Artes'/><category term='Posts sem propósito'/><category term='Insanidade'/><category term='Guerra 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scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas pessoais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Datas comemorativas'/><title type='text'>Minhas promessas para 2012</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#CD5C5C;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;Minhas promessas para 2012&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O título correto desse post seria &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Minhas promessas para 2012, por quê eu sei que não irei cumpri-las e por que pretendo continuar tentando&lt;/span&gt;, mas ficava esteticamente desagradável. Mãos à obra, portanto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Regular meus horários de sono&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A promessa:&lt;/span&gt; nunca gostei de dormir cedo e depois de entrar na faculdade o hábito atingiu níveis alarmantes. Contudo, nesse último ano me superei. Faz algum tempo que estabilizei minhas horas diárias de sono em um número entre quatro e meia e seis e meia. Elevo esse número nos finais de semana, mas até uma foca com uma calculadora sabe que não chega a compensar. Por mais que eu me orgulhe de fazer isso sem perder minhas capacidades cognitivas, tenho plena consciência de que essa festa não vai durar muito mais e o elefante cor-de-rosa concorda comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por que eu sei que não irei cumpri-la:&lt;/span&gt; porque eu não gosto de dormir cedo. Me sinto melhor à noite, nunca faço tantas atividades de lazer quanto gostaria e gosto daquele momento da noite/madrugada aonde todo mundo vai dormir e eu posso &lt;s&gt;ver pornografia&lt;/s&gt; fazer minhas coisas sem ser interrompida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por que pretendo continuar tentando:&lt;/span&gt; porque eu preciso e se não fizer isso eu vou morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Incluir atividade física na minha rotina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A promessa: &lt;/span&gt;eu sou sedentária. Ponto. Com exceção de um breve período da minha vida aonde fiz musculação e yoga, nunca pratiquei atividade física regularmente e nunca me queixei muito disso. Só que eu tenho 23 anos e meu fôlego é o mesmo de uma senhora idosa asmática. Além disso (e, admitamos, em primeiro lugar), não tenho mais aquele corpitcho de alguns anos atrás e as gordurinhas e flacidez tão começando a me encher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por que eu sei que não irei cumpri-la: &lt;/span&gt;porque eu não tenho dinheiro pra uma academia nem disciplina pra praticar exercícios por conta própria. E até já vejo a coisa acontecer: no verão vai estar muito quente e eu não vou ter disposição pra sair de casa para me exercitar. Depois disso minha rotina com a faculdade volta a apertar e eu puxo a cartinha da falta de tempo em minha defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por que pretendo continuar tentando: &lt;/span&gt;porque é uma questão de saúde e de estética. As pessoas podem vir com o papinho de “ai, mas tu é magrinha”, mas elas não sabem que todo mundo parece mais magrinho do alto de 1.77m. Mas a balança e a fita métrica, essas vadias safadas, essas nunca mentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Usar menos a internet&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A promessa: &lt;/span&gt;eu gosto da internet, ela é minha amiga, ela é bonita e ela me ensina coisas legais. Mas ela me impede de fazer outras atividades também, me faz perder tempo com coisas desnecessárias e me mostra coisas creepy de vez em quando e isso não é legal. Eu gosto de usar a internet diariamente, tanto pra fins de trabalho quanto pra facilitar a comunicação e, diferente daqueles xiitas chatos, eu não acho que a internet afaste as pessoas (não das que importam, ao menos), ao contrário. Mas gostaria de cortar o excesso de baboseira e reduzir minhas horas diárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por que eu sei que não irei cumpri-la:&lt;/span&gt; HAhaHAHahHAHhahAHhahHAHahHAHahAHHHAHahHAHahHAHahHAHhahAHAHAhah AHhahHAHhahAHhahHAH hahAHHahHAHhahAHhahHA!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por que pretendo continuar tentando: &lt;/span&gt;porque algumas outras promessas dependem disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ler mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A promessa:&lt;/span&gt; eu gosto de ler, de verdade. Só que é preciso que eu esteja muito empolgada com uma leitura pra sair da frente do computador e me dedicar a ela. Às vezes eu sei que o livro é bom e apenas não chegou ainda na parte empolgante, mas acabo lendo a passo de formiga até chegar nela. Disso resulta que minha lista de livros lidos está menor do que eu gostaria e minha lista de livros pra ler está maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por que eu sei que não irei cumpri-la: &lt;/span&gt;Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por que pretendo continuar tentando:&lt;/span&gt; porque eu tenho livros realmente bons aqui em casa e não gostaria de deixar eles esperando por muito mais tempo. Plus, a gente só aprende a escrever lendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Desenhar mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A promessa:&lt;/span&gt; eu sou uma boa desenhista e costumava exercer essa habilidade durante as aulas mais chatas da faculdade. Com o fim da mesma, minhas habilidades de desenho foram relegadas ao ostracismo, algo que eu (e sei que tenho coro pra isso) considero um desperdício. Tem muita coisa ainda que eu gostaria de tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por que eu sei que não irei cumpri-la: &lt;/span&gt;Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por que pretendo continuar tentando:&lt;/span&gt; porque eu gosto, porque é mágico, porque é lindo, porque amplia meus horizontes e porque tem coisas nessa pequena cabecinha Zorzi que se recusam a sair a não que seja através de cores e formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Escrever mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A promessa: &lt;/span&gt;eu gosto pra cacete de escrever e não dá pra dizer que eu escrevo pouco. Mas tenho mania de nunca terminar meus textos, largar projetos pela metade e por aí vai. Quero botar um fim nessa bagunça e ser mais produtiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por que eu sei que não irei cumpri-la:&lt;/span&gt; Vocês viram quando foi a última vez que escrevi nesse blog? A coisa funciona através do belo casamento de Tempo e Inspiração. Tempo quase não liga pra família e se ocupa de faculdade, trabalho e outros estresses. Quando chega em casa cansado à noite e querendo coisinha, Inspiração diz que está com dor de cabeça, reclama que quando ela estava cheia de amor pra dar ele tinha que trabalhar e, por fim, manda ele ir pra internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por que pretendo continuar tentando:&lt;/span&gt; porque é uma das coisas mais legais do universo. De fato, é O universo. Eu sou uma escritora meio capenga, mas reconheço aí o dedo da Falta de Prática, essa senhora maligna que mora com vinte gatos numa casa de esquina e fica falando mal dos vizinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Parar de refazer o que eu faço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A promessa:&lt;/span&gt; vou ser injusta se disser que a falta de atualizações do blog é só porque eu escrevo pouco. Não é. Eu tenho pilhas e pilhas de textos inacabados, o problema é que eu não consigo acabá-los porque quando estou quase chegando no final, retorno lá pro começo e refaço 80% da estrutura. Assim também não há Tempo e Inspiração que resistam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por que eu sei que não irei cumpri-la:&lt;/span&gt; porque eu sou assim faz tempo o suficiente pra entender que old habits die hard. Sempre acho que posso melhorar o que está feito e persisto nisso até: a) ser obrigada a entregar; ou b) desistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por que pretendo continuar tentando: &lt;/span&gt;porque é um SACO ser assim, oras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Estudar mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A promessa:&lt;/span&gt; psicologia, sociologia, filosofia, educação, línguas estrangeiras, lingüística comparativa, política, economia, história, mitologia, cultura de diferentes locais do mundo, manufatura de armas brancas, técnica de armas brancas, técnica de artes marciais, dragões e dinossauros, impressionismo, arte renascentista, arte em geral, escultura, técnicas de pintura e desenho, programação HTML, fauna e flora, ecossistemas, música clássica, dança, história do rock, literatura. Esses são apenas alguns dos tópicos que me ocorreram agora que eu tenho interesse em estudar e por algum motivo gostaria de saber mais sobre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por que eu sei que não irei cumpri-la: &lt;/span&gt;Internet. Preguiça. Indisponibilidade de bibliografia confiável. Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por que pretendo continuar tentando:&lt;/span&gt; porque eu realmente gosto de estudar. E posso não virar uma expert em todos esses tópicos, mas alguma coisinhas eu sempre aprendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cozinhar mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A promessa:&lt;/span&gt; ano passado incrementei aos montes minhas habilidades culinárias, chegando ao ponto de – veja só – fazer panquecas! E boas panquecas! Mas ainda tenho um longo caminho para percorrer, passando pelo Vale dos Temperos, pelas Selvas de Carne e pela Vila dos Molhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por que eu sei que não irei cumpri-la:&lt;/span&gt; porque eu raramente tenho a oportunidade de cozinhar e quando isso acontece eu costumo estar com preguiça ou simplesmente preferir empregar meu precioso tempo com outra atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por que pretendo continuar tentando:&lt;/span&gt; porque acho que posso ficar boa com isso um dia e será realmente útil quando eu morar sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Atualizar o blog com mais freqüência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A promessa:&lt;/span&gt; sabe como é, não abandonar isso aqui às moscas nem fazer essa pouca vergonha que eu fiz no ano passado de deixar o blog quase seis meses parado. É um blog tosquinho e ninguém visita ele, mas é meu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por que eu sei que não irei cumpri-la:&lt;/span&gt; meritíssimo, sem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por que pretendo continuar tentando: &lt;/span&gt;porque blogueiro amador dizendo que vai atualizar mais é que nem político dizendo que não vai ser corrupto: todo mundo sabe que é mentira, mas acreditar faz parte do negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acho que ficamos por aqui. Eu poderia acrescentar um monte de outras coisas, como “aprender uma língua estrangeira” ou “arrumar meus roupeiros”, mas pensei em categorias mais abrangentes. Também fugi de promessas que não dependem só de mim, como “arranjar um emprego” ou “viajar mais”. No fim das contas, tentei me apegar a coisas realistas e à primeira vista simples. Chega a ser engraçado saber que vou falhar em todas elas, mas se que o caminho até lá for divertido, me considero no lucro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E feliz 2012!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Consegui escrever esse texto em uma sentada e sem reescrevê-lo nenhuma vez. Vou dar falta de alguma coisa em duas horas e odiar ele em uma semana, mas a tentativa é válida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#EE5C42;"&gt;Música: Belle &amp;amp; Sebastian - The Boy with the Arab Strap&lt;br /&gt;TV/PC: American Horror Story (1ª temporada)&lt;br /&gt;DVD/Cinema: O Gato de Botas (Puss in Boots, 2011)&lt;br /&gt;Livros/quadrinhos: Fullmetal Alchemist (seria injusto colocar QUALQUER outra coisa)&lt;br /&gt;Videogame: The Elder Scrolls V: Skyrim (algo me diz que eu vou morrer e isso não vai ter mudado, mas tudo bem...)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-2848783555822765217?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/2848783555822765217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=2848783555822765217&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/2848783555822765217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/2848783555822765217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2012/01/minhas-promessas-para-2012.html' title='Minhas promessas para 2012'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-4559413033481024328</id><published>2011-08-31T01:53:00.003-03:00</published><updated>2011-08-31T02:18:25.615-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Review'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Implicâncias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artes'/><title type='text'>Adaptação</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#32CD32;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;Adaptação&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gosto de escrever sobre filmes, livros e etc, mas percebo que às vezes me repito em algumas opiniões porque sinto que ainda não falei o quanto queria sobre determinado tema. O post de hoje é dedicado a eliminar a prolixidade relativa a um deles em posts futuros: adaptações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assumo como “adaptação” aquela obra que é baseada em um material de uma mídia diferente, independente de quais mídias forem a obra original ou a adaptada. Esse tema me é meio caro, ainda mais hoje em dia, aonde é bastante comum adaptar obras que estejam fazendo sucesso para outras mídias, em especial para o cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adaptar ¡pode dar certo ou não. Há trabalhos tão mais bem-sucedidos do que os originais que muita gente sequer sabe que foram adaptados. Em outros casos, ambos os materiais são aclamados em seus respectivos campos. Porém, há aqueles casos infelizes aonde a adaptação falha, dando a sensação de que foi feita só para gerar lucro, sem nenhuma preocupação real com o material em si. O que torna uma adaptação boa? E o fato de um material adaptado ser aclamado o torna bom também enquanto adaptação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo em que eu pensava que uma boa adaptação deveria transpor o mais exatamente o possível o material de origem. Por azar, foi a época do lançamento dos filmes de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/span&gt; e eu acho que deveria dedicar uma sessão da minha análise só para estudar os efeitos disso na minha formação psíquica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, fui percebendo que a troca de mídia implica também em uma troca de linguagem e essa troca sempre implica uma perda – e perda não no sentido de que uma obra vale menos do que a outra, mas no sentido de algo que se perde na tradução e é preciso saber contar aquilo de outra maneira. O bom escritor, diretor ou o que quer que seja é aquele que sabe tirar o máximo dos recursos que a mídia em que ele se encontra oferece. Nesse sentido, o bom adaptador é aquele que sabe fazer essa “tradução” de uma linguagem para a outra, sabendo aquilo que precisa ser tirado, acrescentado ou modificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível adaptar um material tal qual e a tentativa é mais ingrata quanto mais aclamado – por público ou crítica – for o material original, porque aí entram em cena interesses e expectativas maiores. Pra mim, o ponto é justamente tornar a adaptação interessante tanto para os fãs do original quanto para aqueles que nunca ouviram falar dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que quando uma pessoa cria um filme, livro, etc. que esteja adaptando uma outra obra, ela está antes de mais nada criando um filme, livro, etc. A adaptação precisa ser interessante enquanto obra independente e acessível para quem não conhece suas origens. O trabalho nunca deve ser feito “para fãs”, não importa quantos fãs a obra original possua. Claro, acho até bacana quando inserem piadinhas ou referências que apenas os fãs do original conseguem identificar – é quase uma recompensa pela sua fidelidade. O que não dá é pra acontecer isso em momentos-chave, que sacrifiquem a coerência e a compreensão que um novato pode ter daquele trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, acredito que os fãs também DEVEM ser respeitados. Até porque se eu vou no cinema ver o filme baseado no livro X, eu não quero ver um filme qualquer, eu quero ver um filme do X, oras! Além disso, em muitos casos a obra jamais seria adaptada se não existisse uma legião prévia de admiradores. E esses admiradores costumam ter várias expectativas a respeito da adaptação, que nunca vão ser totalmente correspondidas, mas é preciso cuidado com o material para evitar erros gritantes. O problema é que o conceito de “gritante” pode variar muito de fã para fã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes o material pode trazer diferenças marcantes em relação ao original e ser interessante mesmo assim, como um complemento ou visão alternativa daquele universo, ou mesmo como outra coisa bem diferente, mas interessante por méritos próprios. Contudo, alterações costumam dividir os fãs entre quem ama e quem odeia. Às vezes um mané consegue fazer algo que todo mundo odeie, mas aí tem que ser muito imbecil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas horas, não suporto fãs xiitas. Esse tipo de fã reclama de qualquer VÍRGULA que não esteja conforme o original (ou conforme o que ele imaginou para a adaptação), desvalorizando um trabalho que de outra forma teria seus méritos. Um exemplo que me tira do sério é quando escuto que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Constantine&lt;/span&gt; é uma péssima adaptação porque no quadrinho o personagem é loiro e londrino e no filme ele é moreno e americano. SERIOUSLY, PEOPLE? Esse foi o MELHOR argumento que vocês encontraram? Acho uma babaquice total rejeitar uma obra por um detalhe desses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tampouco gosto dos fãs estilo bobo-alegre, que te passam a impressão de que vão se satisfazer com qualquer merda que aparecer na adaptação só porque traz o nome do material original. Nem vou perder meu tempo comentando sobre esses bolhas. Se você quiser entender o conceito, vá a uma sessão de um filme &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Harry Potter&lt;/span&gt; e observe séquitos de menininhas de catorze anos se mijando nas calças a cada cena por MENOS emoção que ela tenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá para levar a sério a opinião de fãs xiitas, mas tampouco a dos bolhas. E nem sempre são tipos fáceis de identificar, é complicado saber se a pessoa só está implicando com a adaptação ou se tinha razão em se chatear com alguma coisa. Em última análise, a avaliação é bem subjetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a mim, sempre gosto de respeito ao material original, tendendo a ser ainda mais detalhista quando se trata de uma obra que gosto ou conheço muito. Acho que nunca cheguei a ser xiita e por isso mesmo me irrito com pessoas que acham que qualquer um que reclame de alterações numa adaptação é “fazóide” ou similar. Até porque considero que a pessoa não tenha propriedade alguma para avaliar o material enquanto adaptação se ela não conhece o original. Dessa forma fica fácil classificar o detalhismo alheio como frescura. Acredito que determinadas implicâncias só quem também é fã entende, mesmo que não concorde. Tenho espasmos só de lembrar da seqüência do Frodo em Osgiliath no filme &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Retorno no Rei&lt;/span&gt;. Se você não entende porque isso é incoerente e absurdo, você não leu os livros e não tem a menor noção da localização de Osgiliath num mapa da Terra Média e eu não vou perder meu tempo com você. E o primeiro que me disser “a Terra Média do Peter Jackson pode ter um mapa diferente” vai ter um bolo de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;lembas&lt;/span&gt; enfiado no traseiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que existe um limite para as alterações que podem ser feitas na hora de adaptar um material. Existem momentos em que tu percebes que uma alteração era necessária para tornar a história mais compacta ou compreensível. Em outros, porém, a alteração parece totalmente sem outro propósito além do de corresponder aos caprichos do seu adaptador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acréscimos são especialmente delicados. Às vezes funcionam, caso do personagem Wyborn, inexistente no livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Coraline&lt;/span&gt; e criado especialmente para que no desenho a protagonista não precisasse “falar sozinha” quando fosse necessário expressar seus pensamentos. Deu certo porque, além de o personagem ser perfeitamente adequado pro contexto da história, deu para perceber o cuidado da equipe na hora de fazer a trocar de mídia e linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acrescentar um elemento novo requer cuidado para que ele não se torne destoante ou incoerente e não é qualquer um que acerta nisso. Me irrita muito enxergar numa adaptação um acréscimo que pareça desnecessário, porque soa como um adaptador bancando o esperto e querendo fazer seu nome ao lado do autor do original, adicionando suas “idéias geniais” a uma idéia que nem ao menos é dele para que ele possa estragá-la. O roteirista das adaptações de Harry Potter será esquecido pela história muito antes de J. K. Rowling e há um bom motivo para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que o autor da adaptação é, antes de tudo, um AUTOR. Mesmo que esteja adaptando, ele está também colocando em jogo a SUA visão daquela história, o SEU estilo. Essa subjetividade é super importante e não deve ser desconsiderada. Se acho que o material adaptado não deve ser um anexo do original, também acho que o autor dele não deve ser uma mera marionete do autor do original. E se o original tem falhas, cabe ao adaptador tentar melhorá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que cabe também um pouco de humildade, de o cara saber que a idéia original não é dele e que então não é bem assim pra ele revolucioná-la como quiser. Existem obras aonde dá pra mudar um monte de coisas (ou alguém realmente SE IMPORTA que o filme &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Jurassic Park&lt;/span&gt; não tenha nada a ver com o livro?) e obras aonde não dá, cabe ao cara saber em que terreno ele está pisando. Adaptação NÃO É RELEITURA. Adaptação NÃO É REMAKE. Remake e releitura são duas coisas muito legais, mas que possuem um princípio bem diferente e dão um tipo de liberdade diferente ao autor. Adaptar uma obra não significa pegar o que te interessa nela e depois inventar o que tu quiseres. Eu vejo um valor enorme em coisas &lt;span style="font-style:italic;"&gt;loosely based&lt;/span&gt; (algo como “vagamente baseado”), mas elas devem se assumir como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;loosely based&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adaptar não significa necessariamente adaptar uma história, mas um universo. Acima dos detalhes, é preciso captar a essência da obra, os elementos centrais dela, aquilo que a caracteriza e a torna carismática. Uma adaptação pode ser fiel nas linhas gerais da trama, mas não ter carisma nenhum. Nesse caso, ela também falhou como adaptação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, é sempre uma tentativa de agradar gregos e troianos, conciliando interesses e visões diferentes. E a obra pode acabar sendo ótima por si só, mas lamentável enquanto adaptação. E não ser uma boa adaptação não invalida que o resultado final tenha sido interessante, assim como o resultado final interessante não obriga os fãs a acharem que foi bem adaptado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#9ACD32;"&gt;Música: Simon &amp;amp; Garfunkel - The Sound of Silence&lt;br /&gt;TV/PC: Os Normais (1ª Temporada)&lt;br /&gt;DVD/Cinema: Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes, 2011)&lt;br /&gt;Livros/quadrinhos: Insônia, de Stephen King&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(todas essas coisas deveriam ser ignoradas e substituídas por "Bioshock")&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-4559413033481024328?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/4559413033481024328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=4559413033481024328&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/4559413033481024328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/4559413033481024328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2011/08/adaptacao.html' title='Adaptação'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-257976855624410692</id><published>2011-08-24T19:39:00.004-03:00</published><updated>2011-08-24T20:14:42.144-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguagem e Comunicação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tenha medo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Nós somos os mortos</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#DA70D6;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;Nós somos os mortos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não tenho o hábito de ler jornal. Com isso me refiro não apenas ao folheto impresso que é deixado na minha caixa de correio todas as manhãs, cujo tamanho e tipo de papel me desagradam, mas a qualquer meio de comunicação que siga mais ou menos essa mesma linha de transmissão de notícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é propriamente um hábito do qual eu me orgulhe, mas noto que é um costume que incomoda bem menos a mim do que a meus familiares, que consideram que não ler jornal me torne uma espécie de alienada. Sim, é fato que muitas vezes eu não tenho MINORIDÉIA do que está acontecendo em relação a determinado tema, mas gosto de pensar que se eu não leio jornal não é porque alguma força superior me impeça: é simplesmente porque EU NÃO QUERO. Se eu realmente me interessasse por  certo assunto, eu iria atrás de informações. O Google é meu pastor e nada me faltará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se não leio jornal é porque acho que não vale meu tempo. Além disso, posso obter informações de outras formas: de atualizações no Facebook de amigos (e é incrível quantas páginas de Zero Hora ou Correio do Povo isso te poupa) a comentários feitos por alguém próximo que me fazem procurar saber o que está acontecendo. E se a informação não chegar até mim por nenhum desses meios, provavelmente não era nada muito relevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de vez em quando, afinal, eu leio jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é aqui que esse post começa. Já faz uma caralhada de tempo, mas numa dessas leituras aleatórias eu esbarrei em um artigo sobre a crise econômica na Europa. Como tenho planos de um dia migrar pro Velho Mundo, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;a href="http://images.uncyc.org/pt/6/61/Rica%C3%A7o_Jews.jpg"&gt;essa negócio m’interessa muita&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;. A reportagem falava basicamente sobre o quanto a crise mundial estava fodendo o bolso de todo mundo, inclusive dos brasileiros que foram pra Europa em busca de uma vida melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que umas poucas páginas depois tinha uma entrevista com um especialista dizendo que a economia brasileira “nunca esteve tão bem”. Peraí, então vamos ver se eu entendi... Quer dizer que o mundo tá na pindaíba e que países muito mais desenvolvidos do que o nosso tão comendo o pão que o FMI amassou, mas a gente tá na boa? Melhor que nunca? Poxa, então antes a gente devia estar BEM mal, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que não estávamos. Sou um ser humano com memória – fenômeno que me parece cada dia mais raro – e posso recorrer a ela na hora de pensar sobre a economia brasileira e a seqüência de crises dos últimos anos. Meu conhecimento prático de Brasil é mais ou menos limitado a Porto Alegre, mas gosto de pensar que muitos aspectos são semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não possuo uma visão tão acurada das mudanças no custo de vida porque, além de ser dependente financeiramente dos meus pais, faz pouco tempo que comecei a me interessar por cifras de coisas como “aluguel”, “conta de água” ou “gás”. Mesmo assim, fico um pouco surpresa com o quanto o custo de vida brasileiro é absurdo se posto lado a lado com o salário mínimo da gurizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, nem é o salário mínimo que me consterna: é o salário médio. Por que dificilmente alguém como eu terá que se haver com um emprego que pague apenas um salário mínimo, mas a média que estão pagando por uma profissional formada e qualificada é meio vergonhosa. E reparem que não tenho ambição de ficar rica, só não gostaria de um dia dividir apartamento com uma família de ratos ou ter que usar a internet da universidade porque não consigo pagar uma pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que assusta não é apenas o custo das coisas, mas o quanto ele está aumentando exponencialmente em intervalos de tempo razoavelmente curtos. Sou da época aonde a Coca-Cola era muito cara porque custava dois reais, preço que atualmente não se encaixa nem no refrigerante Mijo-Cola. Minha infância viveu o auge da era R$1,99 e minhas revistinhas da Mônica custavam um real. Cacete, o KINDER OVO custava um real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha coleção de mangás atesta o estado da economia brasileira: ao final de 2002, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Evangelion&lt;/span&gt; era o mangá mais caro do pedaço, com seus R$4,50 por edição, que eu achava que valiam a pena porque a revista tinha páginas coloridas e papel de boa qualidade. Ao final de 2010, data da edição mais recente, as páginas coloridas vieram numa impressão preta e branca cachorreira que quase esfaqueia o belíssimo trabalho do Sadamoto, o papel da capa é meia boca e a edição aumentou para absurdos R$7,90. Pra quem não é familiarizado com esse universo, um acréscimo: no Brasil, são poucas as obras publicadas no formato &lt;span style="font-style:italic;"&gt;tankobon&lt;/span&gt;, o volume original japonês, que nunca vi custar mais de R$10,90. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Evangelion&lt;/span&gt; é um dos muitos casos aonde o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;tankobon&lt;/span&gt; original foi dividido em duas edições brasileiras. Ou seja, estes valores indicam que acabo pagando por uma revista o que seria o preço de duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As passagens de ônibus merecem um capítulo à parte. Os aumentos são constantes e certeiros: a cada ano o valor unitário da passagem sobe pelo menos uns R$0,20. Pode parecer pouco, mas no bolso de quem usa transporte público quase todos os dias há dez anos certamente não é. E além de eu apanhar pra acompanhar essas mudanças, não consigo evitar de perceber um decréscimo na qualidade do serviço. Parte disso é culpa do medonho trânsito porto-alegrense, mas sejamos razoáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso o que mais me preocupa: a sensação de que os aumentos constantes de preço não estão se refletindo na qualidade dos produtos ou serviços adquiridos, sendo muitas vezes inversamente proporcionais. E posso ver isso de dois modos: ou eu me tornei uma pessoa muito crítica conforme cresci (também é verdade, mas não só) ou a MAIORIA dos produtos perdeu em qualidade. Nossa recompensa por preços maiores são embalagens mais vagabundas, comidas com menos sabor e tecidos mais frágeis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que algumas coisas estão mais acessíveis nos últimos anos, como passagens aéreas ou aparatos eletrônicos. Mas convenhamos que estes itens são supérfluos e não podem servir como verdadeiros indicativos de aumento de qualidade de vida. Afinal, de que adianta uma pessoa poder comprar um notebook parcelado se metade do salário dela é gasta em comida? Pra mim, o acesso facilitado aos supérfluos pesa menos do que o encarecimento de itens básicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo com toda essa constatação, reportagens como a que li no jornal não são um fenômeno isolado. Já vi várias pretensas estatísticas falando sobre o aumento na qualidade de vida do brasileiro, reportagens comemorando que cada vez menos pessoas são miseráveis ou especialistas alegando que a situação do país está melhorando cada vez mais. Só que não é isso o que eu percebo no dia-a-dia. Que mídia é essa, cujas informações traem os meus sentidos e raciocínio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando se alguém realmente compra essa idéia (com trocadilho, faz favor) de melhoria econômica. Aí me lembro do mote máximo do capitalismo: se tão vendendo, é porque tem alguém comprando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tem alguém que se consola com essa ilusão. Como o cara que acha que a vida melhorou muito só porque ele pode parcelar sua TV 42” nas Casas Bahia a juros absurdos. Soa praticamente como um upgrade do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;panem et circenses&lt;/span&gt; romano, aonde pequenos consolos e distrações são atirados pra população pra que ela se acalme um pouco e não se toque do que está acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A que(m) serve essa mídia que noticia falsas melhorias? Que veículos de comunicação são esses, que trabalham para que o presente soe melhor do que o passado, tentando nos passar uma noção equivocada a respeito de nossa qualidade de vida atual? Que espécie de mídia atua para que, na verdade, o povo ignore o que de fato acontece? E, principalmente: aonde eu já vi isso antes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Snl6IP1c25Q/TlWDD8bJXBI/AAAAAAAAATE/z1TzAyzkTeM/s1600/books.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 152px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Snl6IP1c25Q/TlWDD8bJXBI/AAAAAAAAATE/z1TzAyzkTeM/s200/books.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644561811761617938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O efeito é muito melhor se vier acompanhado &lt;a href="http://www.dramabutton.com/"&gt;desse&lt;/a&gt; som.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu escrevi um texto gigante só pra chegar nesse ponto: caralho, estamos diante de uma mídia orwelliana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem não leu os livros acima mostrados, nos dois a mídia tem um papel significativo e atua como um meio de contenção do povo, mostrando dados que não correspondem à realidade, mas que fazem a gurizada acreditar que tá levando uma vida boa ou, pelo menos, melhor do que antes. Sei que manipulação da história e da mídia não são exatamente novidades, mas a semelhança com as ficções do meu escritor favorito de distopias me assustou um bocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso estar errada ao não ler jornais, mas fico contente de não dar muito crédito a eles. Do jeito como a coisa anda, a próxima coisa que noticiarão será que entramos em guerra contra a Eurásia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todo mundo sabe que nós SEMPRE estivemos em guerra contra a Eurásia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#DDA0DD;"&gt;Música: Bob Dylan - Mr. Tambourine Man&lt;br /&gt;TV/PC: South Park (8ª temporada)&lt;br /&gt;DVD/Cinema: Constantine (Constantine, 2005)&lt;br /&gt;Livros/quadrinhos: Insônia, de Stephen King&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-257976855624410692?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/257976855624410692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=257976855624410692&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/257976855624410692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/257976855624410692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2011/08/nos-somos-os-mortos.html' title='Nós somos os mortos'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Snl6IP1c25Q/TlWDD8bJXBI/AAAAAAAAATE/z1TzAyzkTeM/s72-c/books.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-919558729755413973</id><published>2011-07-19T00:49:00.005-03:00</published><updated>2011-07-19T01:51:41.056-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internet'/><title type='text'>Manga com Leite</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#20B2AA;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;Manga com Leite&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então. Olhem como sou legal com meus hipotéticos leitores: perdi uma bela oportunidade de devorar o mangá de Fullmetal Alchemist só para vir aqui anunciar uma incrível novidade que vocês provavelmente já terão percebido sem que eu precise anunciá-la: dei uma bela recauchutada nessa pocilga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mudança mais dramática é o nome do blog. Há toda uma justificativa para isso, que darei a vocês no lugar de um post de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei da idéia de ter blogs, mas só resolvi levar a coisa a sério em dezembro de 2005. Na época eu tinha 17 anos, então bem se imagina que a brincadeira toda levou a alguns bons momentos, mas muitas postagens medíocres e uma irregularidade crescente na freqüência dos posts. Nem posso culpar a internet discada que eu utilizei durante boa parte desse período porque ironicamente passei a escrever menos depois do advento da banda larga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei dois anos remando com esse blog, até chegar a um hiato aonde o blog ficou abandonado sem a promessa de novas atualizações. A merda é que gosto de escrever, especialmente esses textinhos genéricos e descompromissados de blog, então retomei a brincadeira em março de 2008, vindo para o atual endereço e compondo este blog. Por algum motivo o nome acabou vindo junto, talvez por efeito da minha falta de criatividade com títulos. Ou também pra manter alguma continuidade entre as duas produções, já que o blog antigo foi deletado e o nome foi a única coisa que se manteve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ainda guardo as postagens velhas num arquivo de Word mal-formatado. Provavelmente elas jamais terão utilidade novamente, porque nem ao menos sinto vontade de relê-las, mas também não gosto da idéia de relegar ao esquecimento alguma coisa que bem ou mal me custou esforço e criatividade]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente não sinto necessidade de fugir de casa novamente e deletar o blog. Claro que tem bastante coisa trash por aqui, mas também tem muita coisa legal, e de alguma forma ambas fazem parte da minha evolução como pessoa e como escritora. E eu absolutamente não teria paciência de copiar os quase 150 textos publicados aqui para evitar que eles se perdessem no limbo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que faz algum tempo que olho pro nome desse blog e fico pensando que ele já caducou. Gostava da sonoridade, mas ele não me dizia nada em termos de conteúdo. Um fator em particular me incomoda: o nome nem sequer foi idéia minha, foi sugestão de uma amiga - que, pra vocês terem idéia, não é mais minha amiga faz quatro anos. Eu, sem jeito pra títulos, aceitei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo sem jeito pra títulos, mas resolvi que qualquer droga de título que eu inventasse ainda seria um título que eu inventei e ainda diria muito mais sobre mim agora do que as palavras de uma ex-amiga cinco anos e meio atrás. Apresento a vós, portanto, o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Manga com Leite&lt;/span&gt;, meu mais novo blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[acabo de me dar conta de que mudar só o título do blog e chamar ele de "novo" é o ápice da preguiça. Bom, vocês entenderam o princípio da coisa]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse título não significa nada em especial, além de fazer referência a uma das mais clássicas superstições passadas de uma geração a outra - e que provavelmente morre na minha, visto que ninguém mais acredita nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[mas tudo bem: um dia os arqueólogos virtuais hão de desenterrar meu blog e se questionarão acerca de tal saber arcaico]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que era justamente essa a minha idéia: um título que não fizesse muito sentido, mas que referenciasse um elemento da cultura pop ao qual as pessoas estão mais ou menos familiarizadas; que não falasse muito sobre meus gostos ou disposição de momento porque ambos podem variar bastante e eu buscava algo mais neutro, mas que também que falasse alguma coisa a meu respeito. Aí me lembrei da quantidade de vezes que adverti algum amigo usando algum elemento de sabedoria popular e recebi como resposta frases similares a "ah, isso é que nem manga com leite". Bom, tá aí um título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[registre-se que não gosto de manga, só o cheiro já me deixa enjoada. Mas a idéia de que manga com leite mata é assaz bizarra e divertida, e "bizarra" e "divertida" são duas características que valorizo muito]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que lógico que mudando o nome do blog eu me obrigaria a mudar o template, já que o nome estava escrito na figura de cabeçalho. Daria pra manter a mesma imagem e só mudar o nome, mas no fim das contas a trabalheira seria quase a mesma. E por mais que eu gostasse do template anterior, também não me sentia tão apegada assim a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí mais um momento revolucionário &lt;r&gt;ultra-jovem&lt;/r&gt; dessa nova etapa: esse é o primeiro template em quase seis anos que eu fiz inteiramente sozinha. Verdade que usei como base a estrutura que a Leli montou pra mim, mas adaptei tudo sem ajuda e com surpreendente facilidade. Então, esse é um momento de grandes conquistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o tema do template em si... Me orgulho muito das cores, porque queria algo clean, mas alegre e colorido. Acho que consegui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudei as descrições laterais simplesmente porque achei que deveria. Também atualizei a lista de links, que contém só blogs de amigos que eu visite com alguma freqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nenhum sentido particular para tantas imagens de dinossauros, além do fato de que eu gosto deles. Na verdade, eu estava simplesmente buscando imagens aleatórias de coisinhas bonitinhas e terminou que várias delas eram dinossauros. Antes que perguntem, não fui eu quem desenhou os dinossauros do cabeçalho, mas os da barra lateral sim. Fiz eles no Paint e ficou cachorreira ao extremo, mas eu gostei. Existe algo de muito divertido em desenhar dinossauros no Paint.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase que vem embaixo do título, e que resume muito bem o blog, dispensa referências. E se você não souber de onde vêm as frases acima das colunas de texto, você obviamente não foi uma criança nos anos 90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantive a frase do Marquês de Sade porque gosto dela e acho que ela resume bem o espírito da coisa por aqui. Mantive a letra de Soledad porque acho esse trecho genial. Troquei a frase antes dos links porque era o que faltava e eu tava com preguiça de pensar em algo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma hora dessas farei uma limpeza nas tags também, mas isso fica pra depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, sinto uma incrível necessidade de acrescentar que me surpreendeu a quantidade de vezes que o Google Imagens devolve imagens de "mangá" quando eu procuro por "manga" (razão pela qual desisti de usar a frutinha no meu template, aliás). E são mangás mal-desenhados ainda por cima, o que me faz ter muito orgulho dos meus dinossauros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é mais ou menos isso. Manga com Leite, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;live long and prosper&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#66CDAA;"&gt;Música: The Drifters - Under the Boardwalk&lt;br /&gt;TV/PC: Fullmetal Alchemist (não gosto de repetir, mas seria injusto escrever outra coisa)&lt;br /&gt;DVD/Cinema: Os Aventureiros do Bairro Proibido (Big Trouble in Little China, 1986)&lt;br /&gt;Livros/quadrinhos: Fairy Tail #7&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-919558729755413973?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/919558729755413973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=919558729755413973&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/919558729755413973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/919558729755413973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2011/07/manga-com-leite.html' title='Manga com Leite'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-1423891476585793405</id><published>2011-07-12T00:13:00.003-03:00</published><updated>2011-07-12T00:19:42.633-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hoje acordei meio...'/><title type='text'>Hoje acordei meio Anansi...</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;Hoje acordei meio Anansi...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"- Isso é só uma história folclórica. São histórias que as pessoas criaram.&lt;br /&gt;- E isso muda alguma coisa? — perguntou o velho. — Talvez Anansi seja só um velho numa história inventada na África, na infância da humanidade, por algum garoto com varejeiras na perna, metendo a muleta na terra e criando alguma história tola sobre um homem feito de piche. Isso muda alguma coisa? As pessoas respondem às histórias e as passam adiante, são mudadas por elas. Porque agora o pessoal que antes só pensava em correr dos leões e ficar longe dos crocodilos nos rios pode sonhar com um novo lugar para morar. O mundo pode ainda ser o mesmo, mas o papel de parede mudou. Certo? As pessoas ainda carregam a mesma história, uma em que nascem, crescem, fazem coisas e morrem, mas agora a história significa uma coisa nova a cada vez."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#736AFF;"&gt;Música: David Bowie - Starman&lt;br /&gt;TV/PC: Fullmetal Alchemist&lt;br /&gt;DVD/Cinema: Adventureland, 2009 (eu me recuso a colocar o nome traduzido)&lt;br /&gt;Livros/quadrinhos: O Cerco, Marvel Comics&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-1423891476585793405?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/1423891476585793405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=1423891476585793405&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/1423891476585793405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/1423891476585793405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2011/07/hoje-acordei-meio-anansi.html' title='Hoje acordei meio Anansi...'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-2175995734694838862</id><published>2011-07-01T00:34:00.004-03:00</published><updated>2011-07-01T00:47:19.722-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feelings'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que me aborrecem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eu'/><title type='text'>Os Imperativos do Amor</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;Os Imperativos do Amor&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aprendi na escola o modo verbal imperativo e tenho que confessar que nunca entendi porque ele se chamava imperativo. Afinal, ele não servia apenas para dar ordens, mas também para pedir e suplicar. Então, por que não se chamava modo verbal “suplicante” ou “pedinte”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não entendia porque enquadravam suplica, pedido e ordem num mesmo modo verbal, já que para mim pareciam ser coisas tão diferentes. Mas, quanto a isso, a vida me ensinou que às vezes se tratam de dois lados de uma mesma moeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa introdução é só pra dizer: não acredito nos imperativos do amor. Nem nos que ordenam, nem nos que suplicam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Eu poderia terminar o post por aqui porque na minha cabeça eu já disse tudo o que poderia, mas vou aceitar o desafio auto-imposto de desenvolver melhor a idéia]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falo de amor, entenda-se da forma mais genérica o possível. Casais, familiares, amigos, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;whatever&lt;/span&gt;. Sei que são tipos de amores diferentes, mas não vem ao caso: não acredito nos imperativos de nenhum deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou entrar naquela lengalenga de que o amor deve ser merecido, conquistado, cultivado. Esse não é um texto sobre o amor ou sobre suas origens. É um texto sobre liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, para muita gente, o amor seja o oposto de liberdade. Conheço essa história: às vezes gostamos de gente que não merece ou não conseguimos gostar de quem mereceria e esse sentimento (ou falta dele) parece que nos aprisiona. Mas é aí que reside a questão: não somos propriamente nós que somos livres, mas o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é livre porque é espontâneo. Não pede licença pra chegar, nem pra ir embora. Não pede nem ao menos licença pra voltar porque esqueceu uma coisinha. O amor não pode ser ignorado ou esquecido – já vi muitos tentarem e ninguém conseguiu. O amor não pode ser proibido, cortado ou podado. É possível podar os amantes, isso sim, mas jamais o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conseqüência, o amor não aceita imperativos. As pessoas a quem eles se dirigem talvez os queiram aceitar, porque não é fácil a gente se desviar de um imperativo. Mas o amor em si os recusa sempre. Não se pode ordenar ao amor que se manifeste. Nem ao menos se pode pedir com jeitinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso parece óbvio à primeira vista, mas custa pra entrar em algumas cabeças. Entendo que a resistência não é injustificada: faz parte do ser humano buscar ser amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que tem vezes que a busca dá resultado e vezes que ela é tão frutífera quanto buscar uma cópia com legenda sincronizada de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Penetras Bons de Bico&lt;/span&gt; na internet: simplesmente não rola. E ninguém escapa de experimentar esses dois resultados pelo menos uma vez na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo caso, acho que seremos mais felizes se soubermos aceitar a realidade. Me vem à cabeça aquelas garotas que simplesmente não se tocam que o cara não está afim delas e ficam atolando ele com mensagens de celular, ligações e outros contatos, numa tentativa desesperada de mostrar que existem. Não vou dar uma de moral de calcinha porque já fiz muito disso – eu e quase todas as mulheres que conheço, o que me faz pensar que passar dessa fase é uma espécie de ritual pra se tornar uma mulher de verdade – mas qualquer um pode ver que não dá resultado. Isso se não der justamente o resultado contrário: aí sim é que a pessoa não quer saber de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os imperativos do amor muitas vezes tem por conseqüência gerar justamente o inverso do amor. E não é por birra: é da natureza do amor preencher, mas o excesso dele preenche até demais. O excesso dele anula, sufoca. E os médicos que me corrijam, mas nunca vi um sufocamento resultar em qualquer coisa que não fosse um cadáver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente até pode usar algumas artimanhas que supostamente nos tornarão mais amáveis, mas nunca são elas que vão definir a situação. No balanço geral, não se pode pedir o amor de outra pessoa. Só que algumas pessoas se incomodam com isso e a lição que deveria ser simples se torna mais complicada. E o pedido não atendido – e tampouco esquecido – costuma evoluir para súplica ou para ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode suplicar por amor. Não adianta se humilhar, se botar pra baixo, se vitimizar, implorar, fazer drama. Esse tipo de atitude é pegajosa, é chata, é incômoda, e talvez até faça a gente se sentir culpado. Mas é essencialmente ignorável, pelo menos por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há o imperativo propriamente dito: o que ordena, que impõe, que força, que coage. É quando a pessoa acha que tu tens obrigação de amá-la. Como se o desejo dela fosse uma ordem. Esse pra mim é o tipo mais perigoso, mais sufocante. Talvez porque ele me passe a impressão de que a outra pessoa acha que é tão óbvio que tu tenhas o dever de amá-la que ela nem precisa pedir ou suplicar. Poh, se quer tanto, que pelo menos peça com jeitinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito nos imperativos do amor, porque não acredito que possamos ser obrigados a amar algo ou alguém. Mais ainda, não acredito em amor por obrigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito em ser obrigado a amar uma pessoa, não importa o quão legal ela seja ou o quanto ela pareça merecer. Ninguém é obrigado a seguir amando um cônjuge, não importa os bons momentos que já tiveram juntos e muito menos os votos matrimoniais. Ninguém é obrigado a amar um parente, não interessa o que a genética diga. E por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laços de sangue, laços matrimoniais, laços afetivos: nenhum deles torna o amor obrigatório em qualquer momento do percurso. Nenhum deles garante o amor por si só. Mesmo porque laços podem ser desfeitos, se não na prática, ao menos simbolicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, todo mundo tem o direito de amar, mas não amar também é um direito. Cabe a nós exercê-lo e aceitar quando os outros o exercem também. Forçar a barra só piora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito nos imperativos do amor. Aliás, no fim das contas, me corrijo quanto ao título e ao texto: os imperativos não são do amor. O amor de verdade jamais faria uma coisa dessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#736AFF;"&gt;Música: Neil Young - Heart of Gold&lt;br /&gt;TV/PC: Cowboy Bebop&lt;br /&gt;DVD/Cinema: O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chainsaw Massacre, 1974)&lt;br /&gt;Livros/quadrinhos: Insônia, do Stephen King (porque eu já terminei de reler Os Filhos de Anansi, yeah!)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-2175995734694838862?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/2175995734694838862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=2175995734694838862&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/2175995734694838862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/2175995734694838862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2011/07/os-imperativos-do-amor.html' title='Os Imperativos do Amor'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-3115290312428914433</id><published>2011-06-23T21:54:00.003-03:00</published><updated>2011-06-23T22:19:35.571-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Review'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nerdismos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Selo de Qualidade Pri Zorzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Projeto Review 2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Projeto Review 2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Projeto Review 2010/2011: Livros</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;Projeto Review 2010/2011: Livros&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pra variar o final de semestre fez eu me passar por mentirosa naqueles papos de que atualizaria o blog com mais freqüência. Como eu disse um tempão atrás, pretendo continuar atualizando o blog com breves resenhas sobre livros, filmes e similares que eu esteja acompanhando. Então dessa vez resolvi fazer um compêndio com os livros que sobraram do ano passado e os que li no começo desse, já que não eram muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloquei junto à resenha uma frase ou pequena passagem de cada livro, seja um trecho que tenha marcado ou um que eu considere que exprime bem o estilo da história. Não coloquei notas porque &lt;s&gt;não tava com paciência&lt;/s&gt; acho que as descrições já estão falando por si só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Torre Negra vol. I – O Pistoleiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;The Dark Tower vol. I – The Gunslinger&lt;br /&gt;Stephen King, 1982, revisado em 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi praticamente por insistência do Thiago que resolvi começar a série &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Dark Tower&lt;/span&gt;, conhecida como a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;magnum opus&lt;/span&gt; de Stephen King. Esse foi recém o segundo livro do cara que eu li, sendo que ainda não conheço as obras de terror que o tornaram famoso, como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Carrie, It&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Iluminado&lt;/span&gt;. Portanto, realmente não sei dizer se esse projeto é a obra prima dele. Mas é certamente a obra mais ambiciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso nem pelo tamanho, mas pela proposta do universo criado por King. Como ele próprio coloca na introdução, ele quis criar o seu próprio &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/span&gt; – e fãs do Tolkien como eu hão de perceber referências à obra aqui e ali. Nesse primeiro volume da série, temos uma amostrinha do universo criado por King, um cenário rico que mistura fantasia com modernidade, com fortes elementos de cultura pop e western.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só tenho que confessar que o livro às vezes soou confuso demais. Não tanto pela forma como foi escrito, porque nisso o King se segura bem, mas pelo excesso de nomes de personagens e locais, muitos dos quais não explicados em nenhuma parte desse volume. E como a história não contada de forma muito linear, é comum aquela sensação de “peraí, aonde foi que eu ouvi esse nome antes...?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;King não te dá nada muito mastigado e ainda deixa muitos ganchos pros livros seguintes. Em termos de continuidade isso é bacana, mas dificulta pro leitor novato que ficou sem entender muita coisa. A obsessão de Roland pela Torre Negra simplesmente não me toca, até porque nem entendi direito o que é a Torre Negra! Não sei como Roland ficou sabendo dela, nem o que ele acha que pode fazer e muito menos o que o Homem de Preto tem a ver com essa zona toda. Tentando não estragar a história mais pra frente, King acaba estragando um pouco dela agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, dou o desconto porque o livro apresenta um universo com um potencial muito bacana, o que foi suficiente para que eu quisesse ler a continuação. De fato, ele atua como uma longa introdução ao restante da série, aonde a recompensa pela leitura está mais nos detalhes, como algumas seqüências muito boas e personagens sempre interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os Filhos de Húrin&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;The Children of Húrin&lt;br /&gt;J. R. R. Tolkien, organização de Christopher Tolkien, 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“- Thurin Adanedhel, por que ocultaste teu nome de mim? Se eu soubesse quem és não teria te honrado menos, e sim compreendido melhor teu pesar.&lt;br /&gt;- O que queres dizer? – disse ele – Por quem me tomas?&lt;br /&gt;- Por Túrin, filho de Húrin, capitão do Norte.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das pessoas só conhece Tolkien por &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/span&gt; ou seu precedente direto, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Hobbit&lt;/span&gt;, mas o autor tem uma série de manuscritos e obras incompletas organizadas e publicadas posteriormente por seu filho Christopher. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Silmarillion&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Contos Inacabados&lt;/span&gt; são as mais expressivas dentre elas, narrando as histórias dos Dias Antigos, fundamentais para quem quiser ter uma idéia da extensão da mitologia criada pelo cara. É um universo tão rico e detalhado que não se parece com nada que eu tenha visto antes, exceto talvez a Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Conto dos Filhos de Hurin é uma das diversas histórias inclusas nos enormes compêndios que são o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Contos&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Silmarillion&lt;/span&gt; e a primeira - e até eu sei, única a ganhar um livro próprio, aonde os rascunhos espalhados são organizados e complementados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, contudo, o lado ruim de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os Filhos de Hurin&lt;/span&gt; é que ele não apresenta muita novidade para quem já leu a história antes nos outros dois livros. O lado bom, por outro lado, é que a nova organização tornou a leitura bem mais fluida, fazendo jus a um conto tão bacana. Ler essa obra depois de ter lido &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Silmarillion&lt;/span&gt; e o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Contos Inacabados&lt;/span&gt; facilita muito para ter uma noção melhor do contexto aonde ela se desenrola, mas acredito que tal leitura prévia não seja obrigatória: Christopher foi bem parceiro e colocou uma introdução bacana que te diz praticamente tudo o que tu precisas saber. Se os outros dois livros padecem pelo excesso de nomes e personagens, aqui os Dias Antigos sofrem uma certa enxugada e só aquilo que importa para essa história é revelado. Além do mais, há um glossário bem completo no final do livro que ajuda bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história em si eu considero sensacional, haja visto que o protagonista, Túrin Turambar, é o meu personagem favorito da mitologia Tolkeniana. Esqueçam os heróis costumeiramente perfeitos dos épicos: Túrin é cheio de falhas e defeitos, e freqüentemente as merdas que acontecem com ele são fruto da sua teimosia ou arrogância. É um dos personagens mais humanos de Tolkien e um dos mais fodões também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o mundo antigo em pé de guerra, Húrin Thalion, um dos grandes capitães dos homens, mesmo capturado e derrotado resolve peitar Morgoth, o Mal encarnado que faz o Sauron de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/span&gt; parecer um valentão de colégio. Com o orgulho ferido, Morgoth amaldiçoa os filhos de Húrin, fazendo com que eles SÓ SE FODAM o tempo todo, só aconteça DESGRAÇA e todos os personagens legais que cruzam o caminho deles MORRAM HORRIVELMENTE. E ainda assim é uma puta história! Graças ao Túrin, porque a vida dele obedece os seguintes passos: 1) Ele chega num lugar novo; 2) Ele mostra que é FODÃO ESCALPELADOR DE ORCS e sai DETONANDO ROQUENROU contra os servos do Morgoth; 3) Dá alguma merda braba, alguém morre, uma grande injustiça é cometida, ou raio que parta que faz com que o Túrin precise procurar um outro canto; 4) Volte ao passo 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, apesar de o cara se foder o tempo todo, ele é autor de grandes feitos, mostrando que o destino escolheu o sujeito errado pra sacanear. A história é trágica, épica e empolgante ao mesmo tempo. Em tempo, gosto tanto de Túrin que adoraria que fosse verdade o destino pós-morte que Tolkien escreveu para ele, que jamais foi publicado por conta do excesso de contradições envolvendo o acontecimento no qual ele se desenrola. De qualquer forma, a história é sensacional. E que alguém nos traga Beren e Lúthien!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O flâneur: um passeio pelos paradoxos de Paris&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;The flâneur: a stroll through the paradoxes of Paris&lt;br /&gt;Edmund White, 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Para o perfeito&lt;/span&gt; flâneur, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;para o observador apaixonado, é um imenso prazer fixar residência na multiplicidade, em tudo que se agita e que se move, evanescente e infinito: você não está em casa, mas se sente em casa em toda parte; você vê todo mundo, está no centro de tudo, mas permanece escondido de todos – e esses são apenas alguns dos pequenos prazeres dessas mentes independentes, apaixonadas e imparciais que a linguagem mal pode definir.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do meu grande interesse em conhecer diferentes lugares do mundo, não costumo ler muitos livros sobre eles (vou assumir que “Terra Média” ainda não foi considerado um lugar do mundo). Por conta disso, não sei exatamente o que busco – e o que avalio – quando leio uma obra que se propõe a dissertar sobre uma cidade existente, quanto mais uma que eu conheço e adoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu livro, White fala sobre o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;flâneur&lt;/span&gt;, um caminhante urbano cuja arte consiste mais ou menos em se deixar levar pela cidade. Não é o caminhar dos turistas, pipocando de um ponto turístico a outro, e sim o caminhar de alguém que tem o mundo por casa. Um andar que não estabelece um trajeto ou um tempo limite, e sim um que se deleita em encarar cada pequeno detalhe da cidade como sendo igualmente digno de atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevendo, o autor passeia por Paris exatamente como um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;flâneur&lt;/span&gt;: saboreando cada aspecto da cidade, deixando-se levar por ela. O livro tem poucas divisões de capítulos e mesmo assim aborda aspectos muito diversos da cidade. Não da Paris turística, nem mesmo da Paris idealizada, mas de uma Paris palpável e real. E faz isso dissertando sobre os aspectos que ajudaram a compor uma cidade tão ímpar: as etnias, as personalidades, os eventos, os pequenos locais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho sensacional como ele consegue passar de um assunto a outro sem que o leitor se dê conta de que está lendo sobre algo diferente: uma hora está falando dos museus, outra hora sobre a Segunda Guerra, e aí sobre a história dos judeus em Paris, tudo isso razoavelmente distante e razoavelmente interligado. Só que a quebra de assunto, que é algo que às vezes me incomoda, aqui funciona bem: sinto na leitura como se eu tivesse dobrado numa esquina e ido parar em uma parte distinta da cidade, com mais fatos interessantes a descobrir. Só posso concluir que, apesar de a escrita parecer ter sido feita por associação livre (e em certa medida acredito que tenha sido), White tem domínio total sobre o passeio, sabendo bem por onde e como conduzir seus leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li esse livro a conta-gotas, porque ele não exige uma continuidade imediata para que a leitura seja agradável. No final das contas, nessa caminhada despretensiosa por Paris aprendi uma porção de fatos interessantes sobre uma cidade da qual gosto bastante e ampliei minha visão sobre ela, sobre turismo em geral, sobre caminhadas e sobre cidades. Recomendo muito para quem esteja interessado em fazer isso também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Livro do Cemitério&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;The Graveyard Book&lt;br /&gt;Neil Gaiman, 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“O céu era vermelho, mas não o vermelho quente de um pôr do sol. Era um vermelho colérico e carrancudo, a cor de uma ferida infeccionada. O sol era pequeno e parecia velho e distante. O ar era frio e eles desciam uma parede. Lápides e estátuas se projetavam da lateral da parede, como se um cemitério imenso estivesse de pernas para o ar e, como três chimpanzés murchos com roupas pretas esfarrapadas que subiam nas costas, o Duque de Westminster, o Bispo de Bath e Wells e o Honorável Archibald Fitzhugh balançavam de estátua a lápide, Nin pendurado entre eles enquanto prosseguiam.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este senhor Neil Gaiman atraiu meu olhar com &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Coraline&lt;/span&gt;, me deixou perdidamente apaixonada com &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os Filhos de Anansi&lt;/span&gt; e retornou com &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Livro do Cemitério&lt;/span&gt; só para que eu reafirmasse meu amor por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou confessar que no começo eu tinha medo de que o livro fosse muito infantil, até porque ele acompanha os primeiros quinze anos de vida de um garotinho. Contudo, apesar de sua escrita e temática serem acessíveis até para uma criança, nem por isso a obra é menos interessante para um adulto. Ao contrário, me parece que ele toca em temas pertinentes a qualquer fase da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bebê escapa por um triz de ser assassinado como o resto de sua família. Encontrando abrigo em um cemitério, ele é adotado por um casal de fantasmas e batizado de Ninguém – porque ele não se parece com ninguém. O restante do livro acompanha a infância de Nin no mundo do cemitério, aonde apesar de ainda estar vivo, acaba adquirindo habilidades e trejeitos dos mortos, se misturando entre eles. E, em meio a isso, o assassino de sua família não desistiu ainda de encontrá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consigo ver aqui alguns elementos típicos da literatura de Neil Gaiman que tanto me impressionam no cara: a construção de uma mitologia fantástica (nos dois sentidos da palavra); a criação de personagens com os quais o leitor consegue se identificar, aonde mesmo o coadjuvante é desenvolvido com cuidado; a escrita simples, mas extremamente envolvente; e, por fim, uma narrativa que se desenvolve num ritmo sensacional, lenta e fluida ao mesmo tempo. Nesse ponto, me senti da mesma forma como em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os Filhos de Anansi&lt;/span&gt;: durante um longo período, eu não tinha a menor idéia de onde o livro estava querendo me levar, mas ele me conduzia de uma forma tão deliciosa que eu tinha certeza de que valia a pena chegar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história cresce muito com o conflito interno do personagem entre o vasto e quase assustador mundo dos vivos e o mundo dos mortos – que, exalando carisma, parece extremamente “vivo” e encantador – ao qual ele não pertence realmente. Apesar de eu não ter curtido tanto a explicação para o homem chamado Jack – não foi exatamente ruim, mas podia ter sido melhor desenvolvida – o clímax é sensacional. Um elemento em particular me fez ter uma pena absurda de Nin, e a resolução final do livro é o que posso chamar sem dúvidas de “agridoce”. Talvez eu tenha chorado ao final da leitura, talvez não, deixo pra vocês decidirem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, Gaiman, seu maroto! Você conseguiu de novo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Revolução dos Bichos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Animal Farm&lt;br /&gt;George Orwell, 1945&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falar em escritores fodas, cada dia que passava &lt;span style="font-style:italic;"&gt;1984&lt;/span&gt; crescia no meu conceito. Assim, resolvi descobrir se &lt;s&gt;Orson Welles&lt;/s&gt; George Orwell era um cantor de um hit só ou se entendia mesmo do riscado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É complicado falar do livro porque pra mim ele exala o mesmo tipo de genialidade indescritível que Orwell demonstrou possuir em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;1984&lt;/span&gt;. O cara é extremamente habilidoso em fazer uma crítica política e histórica de forma clara e contundente, sem deixar de lado uma história interessantíssima do ponto de vista literário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Revolução dos Bichos&lt;/span&gt; é uma das metáforas mais ácidas que a literatura já conheceu. Orwell cria uma fábula, imitando o estilo de uma história infantil, para recontar a Revolução Russa e o Socialismo Realmente Existente (abraço, Saviani). Só que de infantil a fábula dele não tem nada: através do enamoramento pelo poder, das manipulações da mídia e da crueldade com o povão iludido, mais uma vez o cara vem denunciar a face podre da história humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Orwell se declara socialista, mas reconhece que o que o mundo testemunhou na União Soviética nem de longe pode ser chamado de socialismo. E isso ele demonstra através dessa obra, que ilustra a situação de maneira mais eficaz que qualquer livro de história que tenha passado pelas minhas mãos. O final da obra é sensacional e a última frase (que eu queria ter postado ali no começo, mas achei que iria estragar o efeito caso alguém resolvesse ler) é um tapa na cara de muitos que se consideram “socialistas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sendo livros totalmente diferentes, vejo ligações muito fortes entre as temáticas de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Revolução dos Bichos&lt;/span&gt; e de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;1984&lt;/span&gt;, de forma que o primeiro funciona quase como um prequel para o segundo. Não tenho dúvidas de que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;1984&lt;/span&gt; ainda é o meu favorito, mas os dois são dupliplusgeniais. Quem me dera tivessem me feito ler isso no colégio ao invés daquelas marmeladas de história e geopolítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Torre Negra vol. II – A Escolha dos Três&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;The Dark Tower vol. II – The Drawing of the Three&lt;br /&gt;Stephen King, 1987&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“- Será que alguém faria a gentileza de me explicar onde estou e como vim parar aqui? – perguntou a mulher na cadeira de rodas... quase num tom de súplica.&lt;br /&gt;- Bem, vou lhe dizer uma coisa, Dorothy – disse Eddie. – Você não está mais no Kansas”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de eu agrupar ambos no mesmo post, uns seis meses separaram minha leitura de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Pistoleiro&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Escolha dos Três&lt;/span&gt;, segundo volume da série. Se o primeiro livro serviu de gatilho para eu ler o seguinte, o segundo teria a obrigação de ser melhor do que ele, o que determinaria se eu investiria meu precioso tempo nessa série quilométrica ou se deixaria de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Escolha dos Três&lt;/span&gt; é um livro bem mais agradável. Aliás, é um livro muito bom. De fato, é um ótimo livro. É um livro sensacional, cujas quatrocentas páginas passam voando em meio a seqüências e personagens totalmente magnéticos que quase puseram a perder várias das minhas aulas na Faced (eu e meu péssimo hábito de ocupar os intervalos com leituras que vão ocupar minha cabeça por horas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro dá continuidade a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Pistoleiro&lt;/span&gt; exatamente no ponto aonde este havia parado mas, apesar de tratar do mesmo universo e (quase) dos mesmos personagens, é um livro bem diferente. Pra começar, explora pouco a mitologia do mundo de Roland, se concentrando mais em explorar os personagens novos, que irão compor o grupo de companheiros do pistoleiro no decorrer de sua jornada. A narrativa é bem linear e os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;flashbacks&lt;/span&gt; servem puramente para contextualizar esses personagens, o que também contribui para que o leitor os conheça e se apegue a eles. Postos esses dois elementos, a leitura é muito mais simples e flui muito melhor do que a do volume anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, tenho que frisar que o livro é totalmente vitorioso quando decide se focar no desenvolvimento dos personagens, seguramente o maior mérito da história. Roland, que pra mim não fedia nem cheirava (aliás, considerando o que ele faz com um dos meus personagens favoritos, mais fedia do que cheirava), cresce bastante nesse segundo livro, a partir do momento em que começa a interagir com outras pessoas. Suas visitas – e seu conseqüente estranhamento – ao nosso mundo compõem os momentos mais divertidos da série até então. Odetta consegue ser doce e totalmente adorável sem ser insossa em momento algum. Em contrapartida, Detta é absolutamente odiosa, eu quase queria que a personagem morresse, mas considerando que ela é a antagonista principal desse volume, acho que o autor fez um bom trabalho de novo. Não tenho muito a declarar sobre Susanna ainda, mas acho que ela tem um bom potencial. Mas nenhum deles se compara com Eddie. Tem algo de super carismático nele e no senso de humor dele que eu não consigo descrever direito. Quem diria que um viciado em heroína viraria meu personagem favorito de algum livro, hein? Mas virou, e a seqüência inteira envolvendo a porta do Prisioneiro é a melhor passagem da série até o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pra não dizer que eu não reclamei nem um pouquinho, achei o final – bem o finalzinho – um pouco morto. O livro é muito movimentado e recheado de momentos de tensão, que encontram seu ápice na saída da porta do Empurrador. Só que depois disso a história meio que dá uma esmaecida, parando num ponto meio genérico, que não deixa tanto gancho para a seqüência. Mesmo assim, a seqüência está na minha lista de leituras futuras, porque se for metade do que é esse aqui já está valendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo, parei todas as minhas leituras do mundo - mangás, livros, quadrinhos, whatevers - porque ganhei minha própria edição de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os Filhos de Anansi&lt;/span&gt; e resolvi "dar uma folhadinha nas primeiras páginas só pra me lembrar como era" que se converteu em ler as primeiras 50 páginas, que se converteram nas primeiras duzentas e sessenta páginas ao cabo de uns quatro dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aaah, o amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo vocês no próximo post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#736AFF;"&gt;Música: The Rolling Stones - Good Times&lt;br /&gt;TV/PC: Os Normais (1ª Temporada)&lt;br /&gt;DVD/Cinema: A Nova Onda do Imperador&lt;br /&gt;Livros/quadrinhos: Os Filhos de Anansi, Neil Gaiman&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-3115290312428914433?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/3115290312428914433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=3115290312428914433&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/3115290312428914433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/3115290312428914433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2011/06/projeto-review-20102011-livros.html' title='Projeto Review 2010/2011: Livros'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-1748860628735483674</id><published>2011-05-26T00:38:00.003-03:00</published><updated>2011-05-26T01:32:10.367-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nerdismos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Datas comemorativas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que me aborrecem'/><title type='text'>I wanna be the minority</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;I wanna be the minority&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"I pledge allegiance to the underworld &lt;br /&gt;One nation under dog &lt;br /&gt;There of which I stand alone &lt;br /&gt;A face in the crowd &lt;br /&gt;Unsung, against the mold &lt;br /&gt;Without a doubt &lt;br /&gt;Singled out &lt;br /&gt;The only way I know"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei me questionando se deveria escrever ou não sobre esse assunto, porque não gosto de comentar tópico muito falados. Mas achei que a questão dessa vez me toca bastante e eu poderia falar do tema com mais propriedade do que muita gente por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então lá vai: sou nerd. Ponto. Sou nerd há muito tempo, antes mesmo de saber que era nerd. Porque ser nerd foi mais ou menos como aqueles relacionamentos aonde as pessoas obviamente estão namorando, mas não se chamam de namorados. Eu era nerd e não me chamava assim, porque não via necessidade de me chamar de qualquer coisa que fosse. E não vejo até hoje, na verdade. Mas, pelo jeito, eu sou alguma coisa e é sobre isso que quero falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi na faculdade que encontrei mais pessoas como eu e fiquei sabendo que tínhamos um nome próprio. Pessoas que gostam de informática, RPG, Star Wars, quadrinhos, videogames, Senhor dos Anéis, anime e mangá, ciências e sei lá mais o quê. Pessoas que gostam de ler e estudar, especialmente sobre elementos obscuros como mitologia nórdica ou física de partículas. Pessoas que são inteligentes, mas socialmente desajustadas. Pessoas assim sempre existiram, mas em algum momento na história da humanidade, se convencionou chamar isso tudo aí de nerd.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E escrevo tudo isso porque hoje é o Dia do Orgulho Nerd. A data foi escolhida por ser a mesma da estréia do primeiro filme da série Star Wars, que é provavelmente o ícone geek supremo. Também é o Dia da Toalha, cujo nome só faz sentido para quem conhece a série &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Guia do Mochileiro das Galáxias&lt;/span&gt;, também um marco nerd. A data gerou muita coluna chulé internet afora falando sobre ser nerd e isso me gerou algum incômodo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detesto reportagens que se dedicam a analisar o “fenômeno social” do nerdismo, mas já vi várias desse estilo e todas dizem mais ou menos a mesma coisa. Segundo elas, no passado ser nerd era coisa de gente esquisita e perdedora, quase motivo pra &lt;span style="font-style:italic;"&gt;bullying&lt;/span&gt;. Atualmente, com a cultura nerd fortemente disseminada e geeks como Bill Gates e Mark Zuckerberg fazendo rios de dinheiro, ser nerd virou "legal". Agora as pessoas &lt;span style="font-style:italic;"&gt;querem&lt;/span&gt; ser nerds. Vou além das revistas e digo que ser nerd virou status cultural, como se ser assim te fizesse uma pessoa melhor, mais inteligente e mais culta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começar, não entendo a necessidade de uma denominação pra essa classe, porque nem ao menos sinto ela como uma classe. Já senti um dia, mas hoje vejo que não passam de hábitos ou gostos em comum e que eles não significam necessariamente pessoas parecidas em qualquer outro aspecto. Cada um é como é, e querer enquadrar tudo num mesmo grupo parece coisa de adolescente querendo se enturmar. Ou, pior ainda, coisa de auto-nomeado cientista tentando lançar gíria acadêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu tivesse que fazer uma lista com as pessoas mais retardadas e irritantes que conheço, arrisco dizer que a maioria delas estaria classificada como nerd. Se eu tivesse que listar os comportamentos que julgo mais abjetos em um ser humano, muitos deles seriam hábitos típicos de nerds. Boa parte das pessoas de que não gosto são nerds. Então é muito difícil eu aceitar que essas pessoas e eu pertencemos ao mesmo grupo social “da moda” só porque temos um punhado de filmes ou livros em comum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[e é nesse ponto que eu gostaria de acrescentar que ler/ver/ter contato com determinado trabalho nem por um segundo significa que tu tens capacidade de compreendê-lo. Gostar de algo tampouco significa captar a profundidade desse algo]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha história nerd começou faz mais de dez anos, meio sem querer. Naquela época, o nerdismo era uma subcultura, algo bem alternativo, e os nerds e seus hábitos eram vistos como excêntricos. Ser nerd naquela época não era coisa pra maricas, até porque era bem difícil ter acesso a esses conteúdos alternativos. Pra obter revistas importadas ou livros de RPG mais raros, só na Planeta Proibido. Pra assistir animes, pede um VHS pra um distro ou fansub. Pra ouvir música, em um dia de sorte dá pra baixar a 4kbps. Pra fazer cosplay, só mesmo conhecendo uma costureira muito boa (ou sendo uma). Ser nerd era para aqueles que realmente se dedicavam a isso, e mesmo sem os comentários maldosos alheios já não era muito fácil. YOU HAD TO EARN IT, BITCH!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia o lance está bem diferente, não só pelas facilidades garantidas pela internet, mas porque não demorou muito pra notarem que essa subcultura tinha um grande número de adeptos. Por um lado, acho super bacana ver que os esforços de um monte de gente (meus inclusive) em trazer pra perto uma cultura alternativa deram resultado. Por outro, noto que muita coisa lixo começou a ser produzida simplesmente com o intuito de tirar proveito dessa popularização dos produtos nerds, particularmente livros de fantasia e elementos da cultura japonesa. Aquela BÓUSTA a qual Maurício de Souza chama de Turma da Mônica Jovem nada mais é do que uma resposta à modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra mim, o fenômeno é análogo ao que aconteceu com o All Star, que na minha época era tênis de roqueirinho, chinelão e alternativo. Meu primeiro All Star foi comprado faz uns dez anos por cerca de trinta pilas. Hoje em dia, ele custa o quádruplo desse preço porque virou tênis da moda. Não porque as pessoas tenham reconhecido o valor dele (pra mim ainda é o tênis mais bonito de todos), mas porque alguém resolveu que queria fazer pose de moda rock. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou daquele tipo de gente chata que deixa de gostar de uma coisa só porque ela se torna popular, mas acho um saco quando algo legal banaliza. Parece que a coisa perde algo da sua essência. Acho particularmente ridículo que hoje em dia todo mundo quer ser alternativo, como se precisasse disso pra mostrar que tem “personalidade”. E aí o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;underground&lt;/span&gt; virou o novo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mainstream&lt;/span&gt;, só que é um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;undeground&lt;/span&gt; tão falso quanto aqueles cortes de cabelo arrumados para parecerem bagunçados. Tu percebes de cara que o negócio é mais pose do que uma característica genuína da pessoa, se refere mais à imagem que ela quer passar do que ao que ela é. Tenho espasmos toda a vez que vejo um colega da Psicologia colocando no Facebook uma foto com jeito de drogado erótico ou de um par de tênis. Porra, é a merda de um par de tênis e o cara fica se achando o Cartier-Bresson. Mas não, aparentemente fotos com foco fazem de ti uma pessoa corrompida pelo sistema ou whatever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que ser nerd e ser alternativo são coisas diferentes, mas além de elas se encontrarem aqui e ali, acho que ambas padeceram do mesmo problema. Funcionavam bem como subculturas, quando eram a representação de algo genuíno e muito próprio de um certo grupo de pessoas. Mas a popularização desenfreada desses elementos acabou massificando justamente o que era pra ser uma expressão de individualidade. Hoje em dia parece que as pessoas seguem essa moda simplesmente porque agora ela é moda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de elementos da cultura nerd, mas por todas essas constatações é que eu não gosto de ser chamada de nerd. Acho que esse estereótipo carrega consigo toda uma generalização que eu gostaria de evitar. Não faço questão de pertencer a esse grupo, simplesmente porque não faço questão de pertencer a nenhum grupo. Como animal social, preciso de interações com outros seres humanos. Mas nenhuma delas requer realmente que eu me rotule só pra me sentir participante de alguma coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso só pra dizer o seguinte: eu gosto de ser esquisita. Gosto de ser alternativa, mas tão alternativa que chego a ser alternativa aos alternativos. Gosto de gostar daquilo que ninguém mais gosta. Gosto de possuir conhecimentos obscuros sobre assuntos que parecem não interessar a mais ninguém além de mim. Gosto de passar trabalho pra perseguir meus hobbies e interesses. Gosto de ser entrangeira em uma terra conhecida. Não que eu não me pareça com as outras pessoas, lógico que pareço. Mas gosto de saber que, por trás dessa semelhança, ainda reside algo de inclassificável, que deveria residir em todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então fica assim: que nunca deixemos de nos sentir deslocados. É o que eu mais gosto, de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#736AFF;"&gt;Música: Green Day - Minority&lt;br /&gt;TV/PC: The Office (5ª Temporada)&lt;br /&gt;DVD/Cinema: O Enigma do Outro Mundo&lt;br /&gt;Livros/quadrinhos: O Invencível Homem de Ferro nº 5, Marvel Comics&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-1748860628735483674?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/1748860628735483674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=1748860628735483674&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/1748860628735483674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/1748860628735483674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2011/05/i-wanna-be-minority.html' title='I wanna be the minority'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-7845898713923654853</id><published>2011-05-09T13:23:00.003-03:00</published><updated>2011-05-09T14:04:01.142-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguagem e Comunicação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rapidinhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diálogos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Mickey Rourke e as especiarias</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;Mickey Rourke e as especiarias&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dois diálogos que marcaram meu final de semana, como me lembro deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grupo reunido alegremente, não me lembro como Spice Girls entrou na conversa:&lt;br /&gt;- Quando eu era mais novo, achava que era "Space Girls". De espaço.&lt;br /&gt;- Hahahaha, eu também achava! Até que vi escrito e vi que não era.&lt;br /&gt;- É, mas eu achava que tava escrito errado.&lt;br /&gt;- É que o primeiro clipe delas era no espaço, o "Spice up your life".&lt;br /&gt;- Aquele que do nada elas dizem "Flamenco! Lambada!"?&lt;br /&gt;- Hahahaha, esse mesmo! But hip-hop is harder!&lt;br /&gt;- Hahahaha!&lt;br /&gt;- Perai, mas não é "Space Girls", de espaço mesmo? Eu sempre achei que fosse!&lt;br /&gt;- Hahahahaha, não!&lt;br /&gt;- Todo mundo achou que fosse.&lt;br /&gt;- Mas não é "Space", é "Spice", que significa "especiaria".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim as Garotas Especiarias revolucionaram a música pop nos anos 90 e impulsionaram as grandes navegações no século XV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e Thiago decidimos rever Homem de Ferro 2, quando resolvo dar sinais do meu mau hábito de confundir nomes foneticamente semelhantes como "Lars von Trier" e "Gus van Saint":&lt;br /&gt;- E ator que faz o vilão... eu nunca me lembro o nome dele.&lt;br /&gt;- O Mickey Rourke?&lt;br /&gt;- É, esse aí.&lt;br /&gt;- Sempre lembra de Mickey Mouse.&lt;br /&gt;- Boa! Mas não é nem que eu não saiba o nome dele, eu lembro que um nome começa com M e outro com R. Só que eu sempre confundo ele com outra pessoa, tipo o George Orwell e o George Orson Welles. Não que eu confunda os dois, eu sei bem quem eles são, mas eu confundo o nome, sabe. Aí antes de falar eu tenho que pensar bem de qual to falando, hahaha! Aí eu sempre confundo o Mickey Rourke com algum outro, que agora não me lembro qual é. O Mickey Rourke é o de "9 1/2 Semanas de Amor", né?&lt;br /&gt;- Isso!&lt;br /&gt;- Aaah! E quem é "O Lutador"?&lt;br /&gt;- Quem?&lt;br /&gt;- O cara do filme "O Lutador".&lt;br /&gt;- Ah! É o Mickey Rourke.&lt;br /&gt;- Hahahaha! Tá, então dessa vez era ele mesmo. Deixa eu pensar... Já sei! Quem faz o Marv de Sin City? É com ele que eu sempre confundo!&lt;br /&gt;- É o Mickey Rourke também, hahahaha!&lt;br /&gt;- Hahahahaha! Então eu não sei. Acho que eu confundo o Mickey Rourke com ele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então minha vida mudou quando descobri que Mickey Rourke e Mickey Rourke são aparentemente a mesma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sem falar no &lt;a href="http://images.uncyc.org/pt/6/61/Rica%C3%A7o_Jews.jpg"&gt;Ricaço Jews&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então até o próximo post, e se alguém souber de um cara que não é o Mickey Rourke, mas que lembra o Mickey Rourke, me avisem. Ainda não desisti de provar que eles não são a mesma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#736AFF;"&gt;Música: Michael Jackson - Thriller&lt;br /&gt;TV/PC: Os Simpsons (1ª Temporada)&lt;br /&gt;DVD/Cinema: Hot Rod&lt;br /&gt;Livros/quadrinhos: Insônia, do Stephen King&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-7845898713923654853?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/7845898713923654853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=7845898713923654853&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/7845898713923654853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/7845898713923654853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2011/05/mickey-rourke-e-as-especiarias.html' title='Mickey Rourke e as especiarias'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-3156292802349435831</id><published>2011-05-04T14:04:00.004-03:00</published><updated>2011-05-04T14:42:03.283-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Negação da realidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='The World According to Pri Zorzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rapidinhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Histórias da Pri Zorzi'/><title type='text'>O incrível mês da banheira molhada</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;O incrível mês da banheira molhada&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei que fica chato eu me ausentar do blog justamente depois de vir com aquela "promessa de político" de que vou escrever mais. Mas tive um mês muito especial e postar no blog se tornou secundário. Contudo, lhes brindarei com uma amostra desse período mágico antes de retornar com a programação normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem não sabe, meus pais foram viajar pra Europa durante 35 dias para ver a tese de doutorado do meu irmão e eu assumi o posto para o qual sempre estive destinada: o de rainha do lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trago-lhes algumas considerações sobre esse período:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Não sei quanto a vocês, mas na época da escola eu volta e meia ouvia aquela lenga-lenga de que se tu não gostas de uma matéria é porque não conseguiu entendê-la, porque se entendesse acabaria gostando. Sempre supus que essa teoria fosse falaciosa, mas a prova derradeira veio através do meu nêmesis no trajeto rumo à independência doméstica: a culinária. Descobri que não é que eu não saiba cozinhar, eu NÃO GOSTO de cozinhar. Ok, ainda tenho muito o que aprimorar: às vezes erro o tempo da massa, não sou muito afeita às carnes e tinha que aprender algo sobre molhos. Mas minha mexida de ovos leva a platéia ao delírio, minhas panquecas ficaram gostosas e meu purê de batatas, apesar de ter levado duas horas pra ter ficado pronto, ficou uma delícia. Ainda que não goze do excesso de talento, tampouco padeço por falta dele. Mesmo assim, meu interesse no ofício é mínimo, uma vez que não tenho paciência pra ficar na frente do fogão enquanto poderia estar fazendo outra coisa mais interessante. Então, não, às vezes, a gente não sabe algo porque não gosta e não o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Tu não sabes realmente cozinhar até que tenhas que cozinhar para uma pessoa doente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O legal de ficar sozinha em casa é que sempre vai rolar um imprevisto, alguma bagunça totalmente inesperada (até porque se ela fosse minimamente esperada já não seria um imprevisto). O meu caso veio na forma de um cano de cobre estourando e inundando parte da residência Zorzi. Foi uma aventura tensa, mas hoje eu acho graça. E, afinal, tu não te tornas realmente dono de uma casa sem que possas destruir uma pequena parte dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Ainda na linha dos imprevistos, a segunda grande surpresa do mês foi o envenenamento do meu namorado. Antes que alguém pense em piadinhas, foi obra de uma lacraia e o negócio foi surreal porque aconteceu no meio da madrugada e o Thiago ficou levemente desesperado (se bem que eu também ficaria se estivesse dormindo e subitamente minha mão começasse a arder e ficasse paralisada). Mas ele ficou bem logo, a lacraia foi pisada por mim e fico contente que os insetos da vida real não são como os insetos radioativos das histórias da Marvel, do contrário a picada faria o Thiago virar o Homem Lacraia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[porque todos sabemos que radiação dá super poderes e não câncer]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Não leio jornal. Não me orgulho disso, mas tampouco me envergonho. Não sou toscona de deixar a correspondência acumular na entrada da casa porque isso equivale a dizer "me roubem", mas fiz pouco mais do que trazer o jornal pro pátio interno. O resultado é que depois de uns dias havia uma pilha de jornais velhos fechados ocupando o corredor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Não gosto de dobrar roupas e essa ação não me faz falta, especialmente quando três moradores da casa estão ausentes e suas camas podem ser ocupadas com as roupas que acabei de tirar do arame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Noto que algumas comidas se tornaram clichês meus durante esse período. São eles: steak de frango (tu não me convence, Jamie Oliver), nescau, mexida de ovos, chá de frutas vermelhas ou limão e hamburguinho especial. Esse último foi o triunfo da gula sobre a sensatez, porque eu passava mal quase todas as vezes que comia e sempre continuava comendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. As pessoas não entendem que às vezes eu não dou notícias minhas porque eu não tenho nada pra contar e não vejo sentido em ligar se não tenho assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Cara, como são bons esses docinhos do Willy Wonka!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. A parte mais interessante de morar "sozinha" é que eu pude perceber alguns pequenos hábitos meus na hora de administrar uma casa. Peculiaridades que não sei de onde eu tirei, mas que são a minha maneira de fazer as coisas. É bem gostoso perceber isso. No sentido oposto, eu tive o banho de realidade de que meus pais finalmente chegaram em casa quando minha mãe me mandou secar o banheiro. Pra quem nunca viu meu box, ele é no meio de uma banheira cujas bordas ficam molhadas depois que se toma banho. Minha mãe tem uma regra chata de que o último a tomar banho precisa secar as bordas. Até faz algum sentido, mas eu continuo preferindo a banheira molhada do que a encheção de saco de limpar ela. O que me leva à conclusão final:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bonus Track: Cara, eu preciso realmente sair de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos semana que vem com nossa programação (ir)regular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#736AFF;"&gt;E resolvi que a partir de agora vou dar uma amostrinha do que ando fazendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música: Don McLean - American Pie&lt;br /&gt;TV/PC: True Blood (primeira temporada)&lt;br /&gt;DVD/Cinema: Thor 3D&lt;br /&gt;Livros/quadrinhos: Coisas Frágeis, Neil Gaiman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-3156292802349435831?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/3156292802349435831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=3156292802349435831&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/3156292802349435831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/3156292802349435831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2011/05/o-incrivel-mes-da-banheira-molhada.html' title='O incrível mês da banheira molhada'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-1750154847551149384</id><published>2011-03-31T01:55:00.003-03:00</published><updated>2011-03-31T02:15:29.427-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feelings'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Posts Sensíveis'/><title type='text'>Le Mort: o Empurrador</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;Le Mort: o Empurrador&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos que se perguntam sobre a total ausência de atualizações desse sítio no ano corrente: não, eu não morri. Ou melhor, eu morri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não uma morte física, porque se fosse esse o caso eu seria um prodígio do espiritismo na era digital. Foi uma daquelas tantas mortes metafóricas pelas quais a gente passa ao longo da nossa existência, quer goste ou não da idéia. Eu, pra ser sincera, inicialmente me assustei, mas agora estou mais calma e até que estou curtindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem entrar muito no mérito do que me aconteceu nos últimos meses, desde o final do ano passado, vale citar que foi um dos períodos mais cretinos da minha vida. Graças a Deus, não sobrevivi a ele. E não deixei de sobreviver por algo que tenha feito ou deixado de fazer, mas simplesmente porque determinados momentos da vida não permitem que tu sobrevivas a eles. Várias vezes na vida a gente se encontra com a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(que bom que ao menos no caso das mortes metafóricas nos é possível renascer depois. A morte física não possui essa enorme vantagem, ao menos não que se tenha comprovado. Em contrapartida, desconfio que ela traga sua própria vantagem acima da morte metafórica: a morte física é a única que não nos gera luto. Afinal, estamos mortos mesmo, não faz muita diferença. O luto é, portanto, uma afirmação da continuidade da vida. Todas as mortes metafóricas geram luto, e talvez um dos mais dolorosos: o luto por si mesmo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi a minha primeira morte metafórica, o que a tornou marcante talvez tenha sido a percepção tão aguda dela. É nessas horas que a gente se dá conta do quanto morre em vida o tempo todo e do quanto isso é um processo natural. Como diriam as pichações dos banheiros da Faced, “insanidade é fazer a mesma coisa e esperar um resultado diferente”. Também é insano ser a mesma pessoa e esperar um destino diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me recordo de uma situação ano passado, aonde descobri uns mantras bacanas para meditação. Um dos que mais gostei é justamente um dos mais conhecidos do hinduísmo: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=npXhH9E4UAg"&gt;Ohm Namaya Shivaya&lt;/a&gt;, o mantra de adoração a Shiva. Acontece que fui descobrir que Shiva é o deus hindu da destruição, o que na hora me assustou um pouco. Imagina, tô eu fazendo minha meditação numa boa e sem saber tô reverenciando o deus da destruição? E aí fui descobrir que Shiva é muito reverenciado porque ele é aquele que destrói para dar caminho para algo novo (e melhor, suponho). Fiquei sabendo assim que a yoga, prática que eu tanto aprecio, é intimamente ligada a Shiva, justamente por se propor a transformar o corpo e a mente. Toda a transformação é uma morte, da forma óbvia como a borboleta é a morte da lagarta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível viver sem nunca morrer. Como diria Mr. Nancy, “a gente tem que morrer de vez em quando, senão não te valorizam”. Não dá pra passar a existência sem nunca se deparar com um obstáculo ou situação que nos exija que deixemos de ser aquilo que somos ou que nos livremos de algo que era nosso. E esse processo dói, ainda mais que toda a morte é irreversível. Só que têm casos em que a negação da morte seria a negação da própria vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou entrar naquele blá-blá-blá de “olha como sou uma nova pessoa”, porque acho que esse tipo de coisa não precisa ser anunciada. Tem gente que vai perceber de imediato e tem gente que não perceberia nem se eu fosse substituída por um Sim Planta. Além disso, às vezes nem que a gente queira consegue anunciar a transformação. As verdadeiras revoluções se dão no silêncio. Não no silêncio da inércia, mas no silêncio que precede a tempestade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tampouco acho que eu seja uma pessoa inteiramente nova (as referências nerds, por exemplo, não morreram comigo. Consigo ver pelo menos três, e a do título eu dou um ovo de Páscoa pra quem souber de onde veio sem precisar olhar no Google. Menos tu, Thiago). É ingenuidade achar que a gente pode mudar totalmente de uma hora pra outra. Na verdade, é ingenuidade achar que a gente pode mudar totalmente, não importando quantas horas se passem. A gente muda um pouco a cada dia, alguns objetarão, e não lhes tiro a razão. Mas a morte metafórica sempre nos leva algo de peso. Ainda assim, muita coisa eu conservo comigo, coisas boas e ruins, que podem sobreviver ou não a novas mortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então espero que isso tenha feito algum sentido pra vocês. Foi assim que aconteceu, dessa vez eu morri de verdade, e a morte me serviu de empurrão pra uma nova vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa nova vida, diga-se de passagem, pretendo atualizar o blog com mais freqüência (apesar de que acharia difícil atualizar ele com &lt;span style="font-style:italic;"&gt;menos&lt;/span&gt; freqüência). Também tenho a intenção de retomar o Projeto Review 2010 porque gostei dele e ele acabou ficando pela metade, mas decidi que não vou falar de tudo e sim apenas daquilo que me der vontade (mote que também adotarei no Projeto Review 2011). E vou ver se dou uma variada no conteúdo dos posts também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-1750154847551149384?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/1750154847551149384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=1750154847551149384&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/1750154847551149384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/1750154847551149384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2011/03/le-mort-o-empurrador.html' title='Le Mort: o Empurrador'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-8858800147752863453</id><published>2010-12-30T14:42:00.005-02:00</published><updated>2010-12-30T15:29:23.150-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que eu não entendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Final de ano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ano Novo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Datas comemorativas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que me aborrecem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reminiscencias'/><title type='text'>Feliz Semana Anual da Depressão</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;Feliz Semana Anual da Depressão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não ia fazer um post de final de ano porque tenho a sensação de que não possuo mais nada a acrescentar sobre esse tópico. Também tenho andado numa ressaca intelectual que me impede de escrever quase todo o tipo de texto sem vomitar algum drama pessoal nele, e final de ano já é por si só um tópico que desperta dramas pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que mesmo com todo o discursinho de "eu não ligo pro final do ano", tenho também minhas tradições e manias das quais dificilmente me desfaço e uma delas é querer encerrar o ano do blog com um post mais pessoal. Gosto muito do &lt;a href="http://pri-zorzi.blogspot.com/search/label/Projeto%20Review%202010"&gt;Projeto Review&lt;/a&gt; e pretendo inclusive postar o que falta em breve, mas queria encerrar o ano com um post mais pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um ano conturbado, mas não vou tirar o blog pra divã, ainda mais numa semana aonde todo mundo para pra pensar no que fez da vida e no que pretende fazer agora. E, coincidência ou não, quase todo mundo que eu conheço se desanima nesse processo. Eu podia fazer um longo e inflamado discurso contra a mídia por propagar a idéia de um final de ano que é sempre mais mágico e cheio de amigos e festas do que os da vida real, mas acho que a questão nem é essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta-feira o pessoal do meu setor desenvolveu a teoria de que Natal só tem cara de Natal quando tem criança junto, por todo o efeito da correria, dos presentes e do Papai Noel. Sou obrigada a concordar, e acrescento que Natal vai deixando de ter a mesma magia conforme vamos deixando de ser crianças. Minha memória pode ter me traído, não seria a primeira vez, mas tenho lembranças de um Natal com muito mais cara de Natal. Quando eu era menor, nessa época do ano a cidade costumava estar toda decorada, era quase uma competição pra ver quem tinha comprado mais luzinhas. Esse ano, se vi dez casas decoradas foi lucro, só os shoppings que permanecem sendo decorados a partir de outubro. Lembro que o Natal sempre reunia muita gente da família, que eventualmente acabou brigando ao longo dos anos e hoje em dia só se felicita com uma ligação burocrática. E lembro também de aguardar ansiosamente pelos presentes, que hoje em dia são mais sem-graças e menos freqüentes. E fora a morte de um dos maiores mitos infantis: o Papai Noel, um ser abençoado que vive com o objetivo único de te fazer feliz uma vez por ano. Aliás, a gente sabe que cresceu quando olha as crianças sentando no colo do Papai Noel no shopping e a primeira coisa que te ocorre é a quantidade assustadora de casos de pedofilia que existem por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que meus Natais nos últimos anos não tenham sido bons, eles apenas não tiveram cara de Natal. Cada vez mais se pareciam com uma data comum aonde minha mãe fazia lombo coroado. Se mudassem o nome do Natal pra Dia do Lombo Coroado eu nem notaria a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se isso era pra ser um protesto contra a falta de magia da vida ou a perda progressiva dela porque comecei a escrever meio sem propósito, mas acabou tomando esse rumo (ao menos na minha cabeça). Não falei muito da virada do ano, mas ela segue a mesma linha, meus últimos finais de ano tem sido meio depressivos. Me obrigo a ficar empolgada com a passagem de ano, mas isso não acontece, é uma data qualquer. Nada similar aos reveillons de infância, com praia, foguetes, crianças correndo e minhas promessas de ano novo que eu nunca cumpria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaba que me deprimo nem pelo que o momento é, mas pelo que ele não é. Ou pelo que ele não é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mais&lt;/span&gt;, mas talvez ele nunca tenha sido e eu que via diferente. O engraçado é que teria muito mais possibilidades agora de fazer coisas legais e diferentes, mas mesmo assim não consigo suprir essa ausência da magia que os finais de ano um dia tiveram. Talvez um dia eu chegue lá, ou descubra uma magia diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pelo menos esse ano passei o Natal incólume: não ouvi nenhuma vez a música da Simone!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-8858800147752863453?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/8858800147752863453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=8858800147752863453&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/8858800147752863453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/8858800147752863453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/12/feliz-semana-anual-da-depressao.html' title='Feliz Semana Anual da Depressão'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-7414848891215275164</id><published>2010-12-20T18:58:00.003-02:00</published><updated>2010-12-20T19:31:05.947-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Review'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Harry Potter'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Projeto Review 2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que me aborrecem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Big Lipped Aligator Moment'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Projeto Review 2010: Especial Harry Potter</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;Projeto Review 2010: Especial Harry Potter&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os leitores já devem conhecer meu &lt;a href="http://pri-zorzi.blogspot.com/search/label/Projeto%20Review%202010"&gt;Projeto Review 2010&lt;/a&gt; e portanto sabem que o costume é eu resenhar apenas material inédito pra mim. Contudo, na esteira da adaptação cinematográfica do último livro da série Harry Potter, decidi rever todas as adaptações anteriores. Como eu nunca havia escrito um texto sobre elas, pensei em fazer isso agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, há uma pequena resenha de cada filme e antes dela um breve resumo das minhas impressões do livro correspondente. Resolvi acrescentar esse detalhe porque meu interesse nos filmes é puramente por ser fã dos livros, então é difícil assistir sem ser contaminada por esse viés. E vale lembrar que não soltei nenhum spoiler dos livros, mas dos filmes sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Harry Potter e a Pedra Filosofal&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Harry Potter and the Sorcerer's Stone, 2001&lt;br /&gt;Chris Columbus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Livro:&lt;/span&gt; É uma obra bacana, carismática e com uma narrativa que flui bem. Contudo, é o livro mais infantil da série, com a história mais sem-graça e o clímax menos empolgante. Se sai bem na função introdutória, lançando as bases para os demais livros, e o interessante é que, assim como nós, Harry não conhece nada do mundo mágico, permitindo que leitor e personagem descubram tudo juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Filme:&lt;/span&gt; Assisti esse filme pela primeira vez antes de ter lido qualquer um dos livros e depois de ter visto o segundo filme. Achei-o bastante divertido, apesar de considerar o embate entre Harry e Voldemort meio mal-explicado. Contudo, ao ler descobri que isso é mais culpa do livro do que do filme, pois o filme é extremamente fiel à história do livro. Esse pra mim é o grande elemento de destaque do filme e seu maior mérito: a despeito das mudanças ocasionadas pela troca da linguagem literária pela cinematográfica, o filme consegue transpor totalmente o livro, sua história e seu universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os personagens também estão bastante fiéis, o que considero um elemento muito importante. Algumas características físicas salientadas no livro não foram representadas na adaptação, mas nada que faça diferença realmente. As atuações estão bacanas e todo mundo me pareceu convincente como o personagem que representa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção do filme é bastante convencional, sem ousar nos planos nem movimentos de câmera. O ponto negativo disso é que o potencial estético dos cenários de Hogwarts seria imenso, ainda mais para o filme inicial da série, e isso parece não ter sido aproveitado. Mas também não culpo: basta olhar os efeitos especiais utilizados e perceber que a chance de dar cachorrice era grande. É o filme mais debilitado nesse sentido, e CGs como as da partida de quadribol ou o cão de três cabeças me fazem sentir vergonha alheia. Tá certo que o filme é velho, mas eles podiam ter feito melhor que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, é um bom filme, faz jus ao livro que ele adapta e qualquer ponto sem-graça da história é culpa do original. E apesar de qualquer cachorrice visual, não é menos gostoso de assistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Harry Potter e a Câmera Secreta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Harry Potter and the Chamber of Secrets, 2002&lt;br /&gt;Chris Columbus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Livro:&lt;/span&gt; O segundo livro segue bastante os moldes do primeiro, só que é mais interessante. Ainda é bastante infantil, mais pela forma como é apresentado do que pela história em si, que dessa vez é bem mais instigante. Livre da tarefa de introduzir personagens e situações, o livro pode desenvolvê-los e aprofundá-los, tarefa que executa de forma firme e discreta. Introduz mais um punhado de personagens importantes no futuro, mas permitindo que nos acostumemos com eles aos poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Filme:&lt;/span&gt; Esse filme foi o meu primeiro contato com a série, antes de ter lido ou visto qualquer outra coisa. Naquela época, mesmo sem ter noção de como Harry se inseriu no mundo da magia, não achei o filme difícil de acompanhar nem o universo da série difícil de se inserir, o que é um ponto muito positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui mais uma vez a narrativa flui super bem, é uma história gostosa de acompanhar. É semelhante ao primeiro filme em muitos aspectos, da direção convencional à adaptação fiel. Dessa vez noto os cortes na história, mas tudo muito discreto, apenas detalhes. Nada de importante ficou de fora ou deixou de ser bem desenvolvido. Como a história segue basicamente o livro, acredito que, se tu lestes, gostas do filme na medida em que gostas da história daquele livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visualmente ele dá uma melhorada em relação ao anterior, com CGs menos bagaceiras – ainda assim ruins, mas uma ruindade menos gritante. Os cenários ficaram bacanas, apesar de a aparência do basilisco e do centauro serem bem diferentes do que eu imaginava (até porque no livro o centauro era descrito como bonito). Mas isso é uma percepção pessoal, e certamente nada que diminua o resultado final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somando o fato de a história ser mais interessante e os efeitos visuais melhores, os fãs que exigirem adaptações mais fiéis se agruparão em torno dessa película aqui, que é pra mim a que melhor transpõe a série pras telas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Harry Potter and the Prisoner of Azkaban, 2004&lt;br /&gt;Alfonso Cuarón&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Livro:&lt;/span&gt; Aqui é aonde a série dá a sua maior virada, no sentido de que o tom amadurece muito em relação aos livros anteriores. É um tom mais sombrio, mais adolescente e menos criança (como os próprios personagens), mas ainda assim bastante lúdico e gostoso de acompanhar. A história é uma das mais interessantes e saindo um pouco daquele clímax na linha “Harry versus Voldemort” e introduzindo dois dos personagens mais legais da série, Lupin e Sirius. O livro é uma delícia do início ao fim e pra mim compete com &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Ordem da Fênix&lt;/span&gt; pelo posto de melhor livro da série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Filme:&lt;/span&gt; Assisti esse filme pela primeira vez no cinema, antes de ter lido qualquer livro da série, e foi o que mais gostei até então. Contudo, quando li o livro notei uma diferença espantosa. Traduzindo: o filme é legal, mas o livro é esmagadoramente melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse filme dá pra sentir com muito mais força os cortes na história original. Isso se dá de dois modos: pequenos cortes, aonde uma seqüência grande é encurtada ou uma situação é deslocada do seu lugar original, e grandes cortes, aonde blocos inteiros de acontecimentos são deixados de fora. Pra quem leu o livro, esses grandes cortes são os que machucam mais, mas quem não conhece o material original não vai dar falta de nada, porque a narrativa flui muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cito aqui os três grandes cortes que mais se destacaram pra mim. O primeiro é o campeonato de quadribol, que a certa altura do filme é totalmente esquecido, enquanto no livro segue tendo peso até o final. O segundo é a vassoura nova de Harry, aquela que ele recebe na última cena do filme, mas que no livro aparece lá pelo meio e gera alguma confusão. Tenho que assumir, contudo, que apesar de estas cenas serem divertidas no contexto do livro, não deixam de ser tramas paralelas, que não influenciam tanto na história principal. Eu as teria dado algum espaço, mas também não achei tão problemático o que fizeram visto que algo teria que ficar de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que teve “algo” que ficou de fora e eu não gostei disso, e é o que diminui o filme aos meus olhos. É o que considero o terceiro grande corte, a explicação sobre os Marotos. Eles são mencionados brevemente como os criadores do mapa que Harry usa, mas depois não se explica mais nada sobre os personagens e é preciso um poder de dedução muito grande pra entender quem eles realmente são. Digo por experiência que quem apenas viu o filme não dá falta de explicação nenhuma, mas no livro esses personagens dão um novo sentido pra história, uma vez que a história deles permeia toda a história do terceiro livro. Apesar disso, não seria nada longo ou complexo de explicar, o que me faz questionar porque o filme não podia ter 5 minutos a mais e ter acrescentado esse elemento, tão característico dessa obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha única queixa é essa, de resto o filme manda muito bem. O visual dá um banho nos filmes anteriores. Aliás, quando considero o tom sombrio, os planos bonitos e a fotografia excelente, que explora os diferentes ângulos de Hogwarts, o filme está superior até aos que vieram depois. A CG vai melhorando, agora atingindo o nível de “aceitável”. Apenas o visual do lobisomem ficou meio tosco, uma versão careca e magrela do que pra mim seria um lobisomem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de eu lamentar muito o corte dos marotos, tenho que admitir que o filme é bacana e gostoso de assistir. Especialmente pra quem não leu o livro, porque não sofre com a comparação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Harry Potter e o Cálice de Fogo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Harry Potter and the Goblet of Fire, 2005&lt;br /&gt;Mike Newell&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Livro: &lt;/span&gt;É um dos melhores livros da série, mantendo o tom certeiro do anterior. Introduz alguns novos coadjuvantes e conceitos que futuramente serão retomados, desenvolve os personagens já existentes, e acrescenta uma sutil dose de romance, ainda muito platônico. A narrativa flui de forma muito gostosa, alternando momentos importantes para o eixo principal da série com momentos dedicados apenas ao desenvolvimento dos personagens. Minha única crítica é que parece quase preguiça da parte da autora argumentar que colocar Harry no torneio era necessário para ocasionar o encontro dele com Voldemort. Se a taça era uma mera Chave de Portal, então era mais fácil transformar em Chave de Portal qualquer merda de objeto que Harry tocasse, poupando 500 páginas de livro. Contudo, isso gerou uma história agradável de ler e um clímax importante para a série, então consigo perdoar J. K. Rowling por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Filme:&lt;/span&gt; Quando assisti esse filme, eu já havia lido tudo o que tinha sido publicado até então. Na época o considerei o melhor da série, depois disso ele caiu um pouco no meu conceito, e hoje está num meio-termo. Não o considero um filme particularmente bem adaptado, mas enquanto filme ele sabe ser divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É complicado delinear o que me incomoda nele, mas a primeira coisa que me ocorre é que o filme está simplesmente &lt;span style="font-style:italic;"&gt;corrido&lt;/span&gt; demais. Tem momentos em que 100 páginas de livro correspondem a quinze minutos de filme! Felizmente, poucos cortes são realmente relevantes, permitindo que mesmo os fãs do livro consigam curtir o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto fã do livro, senti falta de alguns elementos que gostaria de ter visto na tela, mas que não prejudicaram (muito) a história do livro. Gostaria que tivessem sido mostrados a partida do Mundial de Quadribol e os obstáculos da tarefa final de Harry, duas cenas com um potencial cinematográfico enorme. Em relação à história, dei falta de um desfecho decente à presença da jornalista, que simplesmente some. Em se tratando de personagens, me incomoda muito a ausência do Dobby, particularmente pelo papel dele no decorrer da série, e também acho que poderiam ter dado algum espaço para personagens como Percy, Bagman e Crouch (que aparece no filme, mas muito pouco) e mostrado a origem de Hagrid.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí já se nota uma tendência dos filmes a priorizar o desenvolvimento do Harry e do trio principal em detrimento dos coadjuvantes. Não chega a ser uma decisão errada, mas é uma pena, porque a meu ver a força maior de Harry Potter são seus personagens, incluindo aí muitos coadjuvantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nenhum desses elementos que foram excluídos prejudica o andamento da série se as pontas soltas deixadas por eles forem concertadas mais adiante. Só um dos cortes me pareceu muito acertado: a exclusão da Frente de Apoio à Liberação dos Elfos. No livro, essa sub-trama era responsável pelos momentos mais enfadonhos da história, além de influenciar pouco no eixo principal da história. Deixá-la de fora não apenas tornou o filme mais dinâmico, como deu espaço a outros elementos mais interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, geralmente, me incomodo menos com cortes do que com acréscimos, e dessa vez não foi diferente. Me dá nos nervos a forma como Bartô Crouch Jr. foi inserido na história. No livro, tu conheces a história dele lá pelo meio, e apenas como complemento à personalidade do pai. Há dúvidas de que o guri seja realmente criminoso, de forma que nem te ocorre desconfiar dele, menos ainda pensar que ele seja o Moody disfarçado. Só que o filme CAGA nesse suspense, mostrando: a) ele ao lado de Voldemort na cena inicial, fazendo todo mundo se perguntar quem é o vilão novo; b) ele conjurando a Marca Negra na Copa, com ênfase num tique estranho e desnecessário que ele tem com a língua; c) lá pelo meio do filme, o Moody faz o mesmo tique com a língua e o Bartô Crouch pai estranha pra caramba; d) o jeitão psicopata dele, particularmente na cena do julgamento, deixa ÓBVIO que ele é um criminoso. Poh, galera, precisava de tudo isso? Tenho pavor de filmes que insultam a inteligência do espectador, achando que precisam dar tudo mastigadinho ou ele não entenderá nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora essas queixas, o filme está bem decente. O visual não está tão artístico quanto o do terceiro filme, mas ele faz um bom trabalho explorando a fotografia e os diferentes ângulos de Hogwarts. Os efeitos visuais finalmente atingem um nível considerável, o que sempre ajuda, especialmente na hora de compor as cenas de ação, que estão bem interessantes. Em termos de atuações, ninguém decepciona e os atores novos encarnam bem os seus personagens. E é o último filme aonde a gente pode se iludir que Daniel Radcliffe vai ser bonito quando crescer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O saldo final é um filme divertido, gostoso de assistir e com uma história bacana. Sai perdendo pro livro, que desenvolve de maneira bem mais empolgante todas as situações, mas faz um trabalho decente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Harry Potter e a Ordem da Fênix&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Harry Potter and the Order of the Phoenix, 2007&lt;br /&gt;David Yates&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Livro:&lt;/span&gt; Com exceção do último livro, esse é o mais sombrio da série e aquele em que Harry mais se fode. Ele sofre o livro INTEIRO, mas a postura dele é o que impede o livro de ser EMO, lhe conferindo um caráter mais revoltado. É meu livro favorito, levando ligeira vantagem sobre o terceiro. Aqui a série atinge o seu ponto alto, o momento mais foda. O livro é enorme, entrelaçando diversas tramas paralelas, mas todas muito interessantes. Só lamento, obviamente, a morte do Sirius, que apesar de eu achar bem idiota conseguiu me fazer chorar. #emo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Filme:&lt;/span&gt; Pqp, que lixão. Não sei se sou mais sensível por se tratar da adaptação do meu livro favorito da série ou se o filme é terrível mesmo. Eu tinha altas expectativas quando o vi no cinema pela primeira vez, mas foi só passar a cena inicial para eu começar a sessão de “whatafuck...? O que...? Ah, meu Deus, que merda” ou “putz, como esse momento era genial no livro”, que durou o filme todo. Revê-lo agora só me fez perceber que ele era horrível mesmo, não era frescura minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os defeitos são muitos, vamos ver se consigo priorizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme simplesmente trucida a história do livro. Compreendo a dificuldade de adaptá-lo: são 700 páginas aonde quase nada pode ser cortado sem prejudicar algum outro elemento. Só que a solução que Yates encontrou pra isso foi passar a tesoura em praticamente TODAS as cenas, tornando o filme quase um trailer do livro. O resultado é uma história picotada, confusa, aonde nada é bem desenvolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o filme que pior explora os personagens. Os coadjuvantes, sejam os novos ou os antigos, praticamente não existem, com exceção de Luna (sempre divertida) e a Umbridge (que apesar de estar bem diferente do que eu imagino, a atuação da Imelda Staunton ficou sensacional). O resto, tu mal sabes o nome, é o filme do Harry com participações especiais de Rony e Hermione. Aliás, Harry está uma chatice! As explosões de raiva que ele têm durante o livro são mostradas de um jeito afetado demais, meio contido e meio teatral ao mesmo tempo. Pior atuação do Radcliffe até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somando tudo isso, o filme não tem emoção NENHUMA. É tudo inexpressivo, um monte de coisas acontecem e parece que isso não faz diferença pra ninguém. O relacionamento entre Harry e Cho, o primeiro que vemos na série, resume-se a um beijo aonde eles parecem ter nojo de se tocar. A morte do Sirius é totalmente desprovida de emoção, além de foder a dúvida que o livro te deixa sobre a possibilidade de ele voltar um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, diversos cortes prejudicam a história e os personagens. A função de Umbridge na escola é mostrada quase que em flashes, prejudicando o entendimento do gradual ganho de poder dela e das conseqüências reais disso pra alunos e professores. Nada da entrevista de Harry é mostrado, porque nada da jornalista nem d’O Pasquim é mostrado. Nada do conflito de Percy com os Weasley é mostrado. O momento tocante com os pais de Neville não é mostrado, porque a cena do ataque ao Sr. Weasley é tão reduzida que quando eu percebi que ela estava acontecendo já tinha terminado tudo. Nada da missão de Hagrid é mostrado, a função dele no filme é basicamente introduzir o Grope para umas duas cenas. Quase nada da sede da Ordem da Fênix é mostrado. Nada de quadribol é mostrado. CARALHO, o que esse cara tem contra o quadribol? Simplesmente deixa de existir na série, acho que nem ao menos é mencionado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se tudo isso ainda não serviu pra perceber, a direção de David Yates é uma MERDA. Ele não consegue te transmitir nada com uma história tão picotada e personagens tão escanteados, e então recorre ao odioso hábito de obrigar os personagens a explicar o tempo todo o que está acontecendo e o que estão sentido. “Oh, Dumbledore não falou comigo o verão todo, agora estou furioso”. Poxa, se a gente não percebe sozinho esse tipo de coisa, o cara não é um bom diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra completar, Yates faz umas lambanças visuais que me dão nos nervos. Não me refiro à fotografia ou aos planos, que estão bem bonitos, nem aos efeitos especiais, que ficam muito bons, mas à mania dele de mostrar coisas em FLASHES. Porra, QUAL O PROPÓSITO DISSO?! Daí tá o Harry na rua e ele vê um flash do Voldemort. Porque? Esquizofrenia, provavelmente. E outra hora aparece um flash do Voldemort nas nuvens a troco de nada. Me lembrou aqueles desenhos antigos que pra trocar de cena mostravam a cara do personagem ou coisa assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma como ele mostra os sonhos de Harry e as lembranças de Snape é terrível, epilética e confusa. O cara simplesmente mostra uma sucessão rápida de imagens como se isso fosse mais legal do que ver algo que fizesse sentido. Sem falar da ação final, que é completamente falha e... sem ação. A briga entre os bons e os maus é muito confusa, revelando que Yates não sabe dirigir batalhas. Não existe coreografia, tu não entendes o que eles fazem além de disparar luzes, e os bruxos ficam dançando na forma de fumaça durante a maior parte do tempo. O que DIABOS é pra ser essa fumaça? Lost encontra Harry Potter?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. Posso ter minhas críticas quanto aos filmes anteriores, mas todos eles bem ou mal acabam passando no teste e produzindo materiais minimamente interessantes. Esse não. O filme é ruim que dois e nenhum aspecto se salva. Epilético, inexpressivo, arrastado, e outros tantos adjetivos podem definir esse estupro à mitologia da série Harry Potter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de servir como prova de que, como diretor, David Yates é um ótimo vendedor de cachorro quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Harry Potter e o Enigma do Príncipe&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Harry Potter and the Half-blood Prince, 2009&lt;br /&gt;David Yates&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro: Meus sentimentos em relação a esse livro são bem ambíguos. Ele é divertido, mantém o carisma dos anteriores e é o que mais se dedica a desenvolver os personagens, tanto heróis quanto vilões. O problema é que ele faz SÓ isso, não acontece mais nada! Ao invés de distribuir melhor a ação, J. K. Rowling preferiu deixar todas as tarefas possíveis para o último livro e passar o tempo todo brincando de Malhação. Assim, a história tem dois eixos: de um lado, as desventuras amorosas de Harry e trupe, de outro, Harry e Dumbledore estudando a história de Voldemort até descobrir o caminho para derrotá-lo. Estes últimos são os momentos mais interessantes do livro, ainda que culminem em um clímax mal-aproveitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme: Assisti no cinema ano passado e odiei. Com a revisão, se revelou menos pior do que eu lembrava – talvez por eu ter o quinto pra usar como comparação – mas continua sendo sofrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único lado bom é que David Yates parece estar menos David Yates aqui. O filme é menos epilético, sem flashes toscos, o roteiro é menos picotado. O visual está mais contido, com uma estética bonita e planos interessantes, mas que também não são nada de mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o livro tem dois eixos, a história de Voldemort e o Momento Malhação, o filme faz uma escolha duvidosa e centra 80% de sua história nos rolos amorosos da gurizadinha mágica. Às vezes o faz com competência, às vezes não. Rony namora uma garota gorda e miguxa e Hermione sofre por isso. Harry descobre que do nada está apaixonado pela irmã de Rony, pois mesmo que ele a conhecesse há seis anos, só agora ela ganhou personalidade nos filmes. O namoro apaixonado dos dois é substituído por um selinho sem sentido que nunca mais é comentado (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=WJRBPlnBg24"&gt;Big Lipped Aligator Moment?&lt;/a&gt;). David Yates prova que é uma fera na cama ao, mais uma vez, retratar um casal de namorados com receio de se tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eixo Voldemort é bastante desfigurado. Pra começar, as diversas lembranças existentes viram apenas duas: uma de Dumbledore e a lembrança alterada de Slughorn. Ambas são feitas com um visual tão extravagante que quase grita “ATENÇÃO, ISSO NÃO É A REALIDADE”, como se alguém não tivesse entendido. Isso prejudica um pouco a fluidez das lembranças e me lembra do velho Yates de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Harry Potter e a Ordem da Fênix&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema na exclusão das demais lembranças é que elas guiam os passos de Harry no livro/filme seguinte. Eram a única pista do moleque sobre quais os objetos que podem conter uma parcela da alma de Voldemort e, portanto, precisam ser encontrados e destruídos. Sem essa informação, malz ae Harry, mas qualquer casca de banana no chão vira uma horcrux em potencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A missão de Draco é mostrada de forma confusa e desinteressante. Apenas vemos ele com cara de emo sofredor visivelmente tentando matar o Dumbledore. A outra parte da tarefa, permitir a entrada dos Comensais da Morte em Hogwarts, fica totalmente sem sentido uma vez que os Comensais entram em Hogwarts pra não fazer NADA. Ah, perdão, Helena Bonham Carter gira e grita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao menos ficou de fora a ladainha irritante de Harry tentando convencer a todos de que Draco estava tentando matar Dumbledore. No livro, essas partes me davam nos nervos, ponto para o Yates em cortar uma parcela disso fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto dos cortes, contudo, se dá de forma bem deselegante. Ele encurta diálogos e seqüências com a mesma habilidade de quem tenta talhar o David de Michelangelo em um tronco de madeira podre. O resultado é algo tosco e mal-lapidado, que dá a sensação de que ele não tem domínio sobre o seu material e não soube o que tirar ou deixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo entender o propósito da cena do ataque à casa dos Weasley. De qualquer ângulo que eu olhe, a cena não acrescenta em nada além de nos mostrar mais uma vez que Yates não sabe conduzir batalhas. De resto, é um acréscimo que fica até sem sentido, uma vez que se fosse tão fácil “vir aqui pra matar o Harry”, acho que o Voldemort teria tentado isso antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clímax é bastante sofrível, o que é em parte culpa do livro, mas em parte falta de habilidade de Yates. Os Comensais da Morte, que deveriam provocar uma pequena batalha ali, apenas observam e acompanham Draco e Snape. O lado bom é que essa é uma batalha que David Yates NÃO estragou... A morte de Dumbledore teve mais emoção que a de Sirius, o que significa que foi tão tocante quanto uma novela da Globo. E talvez valha acrescentar que no livro Harry é paralisado por um feitiço e por isso não reage quando matam Dumbledore. Sabe como é, alguém que tenha visto o filme poderia pensar que o moleque é um CAGÃO que vê o motivo de ele estar vivo sendo assassinado e não faz nada. Mas Yates gosta de tomar decisões que façam sentido, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não vou nem comentar que o filme ARRUINA o suspense em torno da lealdade de Snape. Se nos livros esse permanece até os momentos finais como um dos maiores mistérios, nos filmes tu tens que ser um bocado paranóico pra achar que ele tem alguma chance de ser mau. Diálogos que não deveriam estar lá, hesitações, expressões faciais denunciadores... Só faltou alguém gritar “o Snape é bom, gentem!” pra não deixar dúvida. Afinal, dúvida é uma coisa ruim e o bom mesmo é agir como se todos os espectadores tivessem 8 anos ou menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pena, porque Alan Rickman é o ator que mais se destaca na produção, passando perfeitamente o ar de Severo Snape. Pena que outros atores não se inspiraram nele. Helena Bonham Carter, por exemplo, parece esquecer que é uma boa atriz. Ao invés de nos dar uma Belatrix psicopata e fria, ela exagera nos trejeitos e passa o tempo todo girando e gritando, de um jeito que não assusta ninguém. Nenhum dos dois Voldemort jovem me pareceu convincente no papel. Sobrou inexpressividade e frieza e faltou o carisma e charme sempre associados à pessoa de Tom Riddle. Jim Broadbent, apesar de parecer um pouco mais “vovô simpático” do que imagino para Slughorn, faz um papel bacana como o novo professor de Poções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente o quadribol sumiu, me levando a questionar o porquê de Yates odiar tanto o esporte mais idolatrado do mundo bruxo. Os elfos domésticos também sumiram, não é como se no próximo livro/filme eles fossem ser importantes e precisassem de um espaço já consolidado para despertar alguma emoção, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme pode ser menos pior que o anterior, mas nem por isso deixa de ser uma produção medíocre. Oferece bons momentos e um visual legal, mas fica só nisso. É bem pior do que o livro, e olha que o livro é o que menos gosto. Tá certo que Harry Potter não é uma literatura muito profunda, mas tem carisma de sobra e é bastante divertida. Pena que Yates não saiba nada sobre como cativar pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proponho que David Yates seja queimado em praça pública, mas julgarei melhor quando assistir a primeira parte do último filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-7414848891215275164?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/7414848891215275164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=7414848891215275164&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/7414848891215275164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/7414848891215275164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/12/projeto-review-2010-especial-harry.html' title='Projeto Review 2010: Especial Harry Potter'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-2339622213073584381</id><published>2010-11-18T16:18:00.010-02:00</published><updated>2010-11-18T16:55:07.970-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Review'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Selo de Qualidade Pri Zorzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pri Zorzi Recomenda Algo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Projeto Review 2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Projeto Review 2010: Filmes no Cinema II</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;Projeto Review 2010: Filmes no Cinema II&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Decidi escrever os posts do Projeto Review 2010 em momentos aleatórios quando tenho vontade, e não necessariamente todos juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não sabe o que é o Projeto Review 2010 e o título não é auto-explicativo o suficiente, clique &lt;a href="http://pri-zorzi.blogspot.com/search/label/Projeto%20Review%202010"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje falarei sobre os filmes vistos no cinema de julho até agora. São surpreendentemente poucos, também pela ausência de filmes interessantes, mas principalmente pelo tratamento horrível dispensado a alguns filmes, que ficaram pouco tempo em cartaz ou em horários ruins. Isso os que tiveram a sorte de estrear, né, Scott Pilgrim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, com uma única exceção, todos foram bons filmes. Decidi cortar as cotações, não sou muito boa com esse lance de dar notas, além de que acho que as descrições falam por si só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TOVzomjCh9I/AAAAAAAAARE/-xZZdvLPQcE/s1600/Toy%2BStory%2B3%2B01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TOVzomjCh9I/AAAAAAAAARE/-xZZdvLPQcE/s200/Toy%2BStory%2B3%2B01.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540962057928738770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Toy Story 3 (3D)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Toy Story 3, 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente sou cética com continuações, mas considerando que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Toy Story 2&lt;/span&gt; foi um bom filme, me senti razoavelmente tranqüila com esse aqui. Afinal de contas, a Pixar mais uma vez sabe o que faz e não tocaria em uma de suas obras mais queridas se não fosse pra fazer um filme totalmente épico. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Toy Story 3&lt;/span&gt; é competente ao dar continuidade de forma natural aos filmes anteriores, fazendo com que a história flua muito bem. Agora que estamos íntimos dos personagens e mais do que apegados a eles, a Pixar se dá ao luxo de fazer uma montanha-russa emocional com o espectador, não dando folga em momento algum. Ora estamos felizes, ora tristes, ora tensos, ora empolgados, sempre variando sem aviso. Além disso o ar de nostalgia que permeia o filme inteiro nos deixa o tempo todo com um aperto no peito, provando que a Disney quer matar as pessoas de depressão. O filme é sensacional, amarra de forma impecável a saga de Woody, Buzz e cia. É o desfecho digno e necessário aos nossos heróis tão queridos, que nos faz sair do cinema nos perguntando o que fizemos dos nossos velhos brinquedos... Recomendo exaustivamente para fãs de animação e fãs de cinema em geral como uma das melhores trilogias ever. Aprovado com pulinhos e gritinhos pelo Selo de Qualidade Pri Zorzi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TOVz2dNEkJI/AAAAAAAAARM/Inwy0WJnmvQ/s1600/Death%2BProof.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 123px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TOVz2dNEkJI/AAAAAAAAARM/Inwy0WJnmvQ/s200/Death%2BProof.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540962295938846866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;À Prova de Morte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Death Proof, 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um caso à parte, porque como o filme é de 2007, eu assisti ele baixado da internet na época em que DEVERIA ter sido lançado. Ele é parte de um projeto dos diretores Quentin Tarantino e Robert Rodriguez intitulado &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Grindhouse&lt;/span&gt;, cuja proposta é satirizar filmes de terror B antigos. O projeto é divido em duas partes, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Planeta Terror &lt;/span&gt;– dirigida pelo Rodriguez, que estreou aqui na época do lançamento – e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;À Prova de Morte&lt;/span&gt;, que sabe-se lá por qual marketing FAIL só chegou nos cinemas esse ano. Aí eu fui assistir, e é por isso que ele está nessa lista. Não mudou muito minha antiga opinião, confirmando o quanto gostei do filme. É um Tarantino menor se comparado com &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pulp Fiction&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bastardos Inglórios&lt;/span&gt;, mas ainda assim é um baita filme. Tem todos os elementos tipicamente tarantinescos, como personagens bacanas, aspecto visual impecável, trilha sonora bem selecionada e diálogos estilosos sem propósito algum. Adoro a “virada” na segunda metade do filme, é bem o tipo de coisa que gosto de ver em filmes de “terror”, tornando tudo ainda mais divertido. As referências à &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Planeta Terror&lt;/span&gt; a meu ver tornam indispensável que os dois filmes fossem lançados juntos ou no mínimo próximos. Mas é mais um daqueles casos em que os distribuidores de filmes parecem não ligar a mínima pra determinados segmentos de público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TOV0boT308I/AAAAAAAAARU/4DULSqwBDUI/s1600/Inception.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TOV0boT308I/AAAAAAAAARU/4DULSqwBDUI/s200/Inception.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540962934575322050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Origem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Inception, 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são poucos os filmes que estragam tudo mesmo tendo nas mãos uma puta idéia e um elenco afiadíssimo, mas felizmente não é o caso de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Origem&lt;/span&gt;. Com uma trama original e instigante, o filme te prende do começo ao fim e fica marcado pra mim como um dos melhores do ano. Apesar da complexidade das teorias que o filme cria para sustentar a sua história, ele é surpreendentemente coerente e sem furos. E olha que ficaria muito fácil se perder ali no meio, mas a condução é impecável, contribuindo para manter o espectador tenso. Achei burrice exagero quem disse que não entendeu nada, porque ele é até bem mastigadinho. Mas, claro, é preciso prestar atenção, um detalhe que se perca e a graça pode ir por água abaixo. O elenco está maravilhoso, nem tenho como destacar ninguém porque cada um fez um trabalho excelente com seu papel. O aspecto visual está simplesmente de babar, com efeitos especiais excelentes. Minha única ressalva aqui é que, tendo como cenário o mundo dos sonhos, aonde as possibilidades são infinitas, os sonhos retratados em A Origem são “quadradinhos” demais, muito organizados e coerentes, diferente do caos e abstração que os sonhos geralmente são. Também não curto a cena final, que me parece uma tentativa manjada de deixar um final em aberto e suscitar polêmica nas conversas da galera. O filme não precisava disso, já estava ótimo sem ter que apelar pra um recurso que se vê em um enorme número de filmes que querem soar intelectuais. Mas nada que estrague, ainda é um filme sensacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TOV04l8eHyI/AAAAAAAAARc/jz7qqeggs7A/s1600/Tropa%2Bde%2BElite%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 136px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TOV04l8eHyI/AAAAAAAAARc/jz7qqeggs7A/s200/Tropa%2Bde%2BElite%2B2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540963432156503842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tropa de Elite II: o inimigo agora é outro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tropa de Elite II: o inimigo agora é outro, 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou me alongar muito porque já falei desse filme &lt;a href="http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/10/pede-pra-sair.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Não desmerece nem um pouco a primeira parte, ao contrário, só amplia a discussão iniciada lá. É um passo seguinte natural e muito bem dado, um filme super pertinente sobre a realidade brasileira. E é um filmão, não perde em nada pros bons filmes que se fazem no exterior, tornando-se ama das melhores produções brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TOV1S2u3BzI/AAAAAAAAARk/qAfvGTvbWgA/s1600/due-date-poster.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TOV1S2u3BzI/AAAAAAAAARk/qAfvGTvbWgA/s200/due-date-poster.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540963883339417394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Um Parto de Viagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Due Date, 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou chutar que 90% das pessoas que assistem esse filme o fazem pensando em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Hangover&lt;/span&gt;, uma das melhores comédias de 2009. Não é pra menos: o diretor é o mesmo, um dos atores é o mesmo e o pôster pra mim também parece ser o mesmo. Só que as semelhanças param por aí, porque ao passo que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Hangover&lt;/span&gt; é uma comédia engraçada que consegue tornar críveis situações bizarras através de uma trama bem bolada e personagens carismáticos, esse filme aqui é um saco. A premissa de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Um Parto de Viagem&lt;/span&gt; – um cara certinho que vai ser pai de primeira viagem e acaba se vendo forçado a atravessar o país com um maluco sem noção – é manjada, mas com um bom desenvolvimento poderia resultar num filme bacana. Mas o desenvolvimento da história é sofrível, o filme é um amontoado de clichês e situações recicladas de outras produções, colocadas de forma desleixada e sem carisma algum. A palavra que melhor resume o filme é “forçado”, aonde muita coisa é totalmente inverossímil, a história não flui direito e o roteiro tem mais furos do que queijo suíço. Por conta disso, a dupla de protagonistas simplesmente não tem química e não consegue compor personagens carismáticos. Robert Downey Jr. está adequado no papel, mas bem abaixo do seu carisma cômico. Zach Galifianakis (pronuncia-se melhor com a boca cheia de comida) até aqui me parece o novo Jack Black, o cara gordo e sem-noção que faz o mesmo papel exagerado em todos os filmes. E me irrita profundamente esse senso de humor primitivo que parece ter dominado a comédia nos últimos anos, aonde as piadas sempre apelam pro humor fácil e repulsivo, seja através de piadas sexuais, nojeiras ou violência gratuita. Ou o maior feijão com arroz do gênero, que é deixar os personagens chapados e ver no que isso vai dar. Ponham isso na cabeça: pessoas chapadas não são engraçadas. Não sei porque alguns filmes pensam que ter cérebro é incoerente com ter senso de humor, mas isso é uma grande mentira. Em suma, o filme até te deixa rir aqui e ali, mas fatalmente o produto final é tedioso e forçado. E, pra completar, me consta que é uma cópia mal-feita de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Planes, Trains &amp;amp; Automobiles&lt;/span&gt;, que eu não vi, mas dizem ser muito melhor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso é tudo, outra hora publico mais das outras categorias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-2339622213073584381?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/2339622213073584381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=2339622213073584381&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/2339622213073584381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/2339622213073584381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/11/projeto-review-2010-filmes-no-cinema-ii.html' title='Projeto Review 2010: Filmes no Cinema II'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TOVzomjCh9I/AAAAAAAAARE/-xZZdvLPQcE/s72-c/Toy%2BStory%2B3%2B01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-3046620788931609372</id><published>2010-11-02T16:06:00.004-02:00</published><updated>2010-11-02T16:20:44.445-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Negação da realidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que eu não entendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Insanidade'/><title type='text'>If you’re wondering if I want you to, I want you to</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;If you’re wondering if I want you to, I want you to&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A notícia é de verdade, ou ao menos assim parece: fãs &lt;s&gt;retardados&lt;/s&gt; descontentes pedem pelo fim da banda Weezer. &lt;a href="http://www.kissfm.com.br/noticias/fas-fazem-campanha-pelo-fim-do-weezer/"&gt;Leia mais em O Sul&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tava pra escrever sobre isso faz um tempo, mas é que é uma coisa tão ilógica que eu nem sei exatamente como falar. Só sei que acho isso um absurdo, problemático e um reflexo da sociedade nos dias de hoje. Vamos ver se explico bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fã descontente organizou uma campanha para que a banda Weezer encerre suas atividades. Segundo ele, desde o álbum &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pinkerton&lt;/span&gt; a galerinha só tem feito porcarias e ele está cansado desse &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“relacionamento abusivo”&lt;/span&gt;. A idéia do cara, portanto, é que cada uma das pessoas que compraram uma cópia do Pinkerton contribua com US$12, de forma a somar 10 milhões de dólares, que ele ofereceria para os músicos encerrarem suas atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Weezer é uma banda que descobri recentemente e da qual gosto bastante. Não tenho ainda um conhecimento muito extenso sobre a discografia deles, mas gosto de trabalhos mais recentes também. Felizmente a campanha freak arrecadou só US$12 até o momento, portanto não é com o fim da banda que eu me preocupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me preocupo com esse tipo de freak, que de alguma forma me parece cada vez mais comum. Como disse a amiga que me passou essa notícia: não era mais fácil escolher outra banda pra gostar? Não só é mais fácil, como acredito que seja assim que a maioria das pessoas age. Todo mundo – ou quase, ao menos – tem alguma banda de quem só aprecia trabalhos de uma certa época. Uma de minhas bandas favoritas, o Smashing Pumpkins, parou de fazer discos que meu cérebro reconheça desde o ano 2000. Nunca pedi pelo fim da banda, nem ao menos deixei de gostar deles, só ignoro os trabalhos mais recentes. Talvez eles diminuam meu carinho pela banda em algum momento, mas isso também não é nada grave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São várias coisas que me chocam nesse moleque. Uma delas foi citada pela notícia que eu linkei: o direito dos fãs de interferir no trabalho dos músicos. É uma questão polêmica, porque sem fãs ninguém tem sucesso, portanto respeito aos fãs cai bem. Por outro lado, ser fã significa que tu gostas do trabalho do artista em questão, e não que tu tenhas algum direito de opinar nesse trabalho. Até porque Stephen King já nos provou que ser fã demais pode ser &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Misery_(novel)"&gt;bem doentio&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artista é quem tem que se tocar se seus novos trabalhos desagradam fãs antigos e o quanto ele se importa com isso. E, caso ele perca fãs em massa, também é ele quem precisa se ligar no fato. Só acho exagero demais querer mandar na vida do artista e querer que ele faça o que eu acho legal e não o que ele quer. Aí é quase assumir que eu tenho idéias melhores que as dele, sendo que eu é quem sou fã dele e não o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também acho uma bobagem esse moleque assumir que mais de 800mil pessoas (o número de compradores do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pinkerton&lt;/span&gt;) concordam com ele. Todo artista tem uma obra que é considerada a melhor, mas nem sempre as pessoas entram em consenso sobre qual é essa obra. Tampouco isso diminui o valor das outras obras, anteriores ou posteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E deixo por último a cereja do bolo, que é o que mais me chocou na história toda: como deve ser a estrutura psíquica desse moleque, que não suporta o fato de a banda ter mudado (pra pior, segundo ele) e precisa que essa banda termine? Isso é o que mais me surpreende. Não quero fazer uma análise da criatura nem nada assim, mas como disse ali em cima, é normal uma banda mudar o seu estilo e é normal os fãs deixarem de gostar dela. O que não me parece normal é o cara não conseguir suportar essa pequena eventualidade da vida. Olhem a mobilização gigantesca que ele precisa fazer só porque não consegue seguir adiante, não consegue lidar com a frustração nem com a quebra da imagem que ele tinha da banda. E percebam que ele define isso tudo como um “relacionamento abusivo”, acentuando o mal enorme que a banda está fazendo a ele só por não corresponder às suas expectativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, esse é só mais um freak e sua bizarrice é objeto de curiosidade. Mas quando falei lá em cima que isso é também um reflexo da sociedade moderna foi pensando que a intolerância por trás dessa atitude é uma coisa cada diz menos incomum. Vejo pessoas menos e menos aptas a lidarem com frustrações e com a realidade desmentindo as imagens que elas criaram para si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que as relações humanas são muito baseadas em imagens. Fazemos uma imagem dos nossos pais, dos nossos amigos, dos nossos pretendentes, dos nossos ídolos... E é bastante ilusório acreditar que essa imagem nunca vai se desfazer. Os pais começam como ídolos de uma criança e na adolescência já se tornam pessoas cheias de defeitos que não entendem nada do que acontece com essa nova geração. Todo marido ou mulher um dia foi o par perfeito, até que vamos descobrindo pequenas coisas que a gente não suporta na pessoa. E assim vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vezes, esse rompimento de imagem é suficiente para causar um rompimento na relação: achávamos que a pessoa era uma coisa que ela não é, e essa coisa que ela é não nos interessa. Mas mesmo nesses casos, a existência do nosso antigo objeto de amor não pode ser ofensiva pra nós, como é para o pequeno freak do Weezer. É preciso lidar com esse rompimento de alguma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo porque nem sempre um rompimento é desejado ou possível, e aí sim precisamos saber lidar com essa frustração. As velhas imagens se desfazem, mas alguma coisa sempre toma seu lugar. Com sorte, é uma imagem menos infantil, mais realista e mais apta a acomodar elementos que não nos agradam, mas que não necessariamente estragam o conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em tempo: é impressão minha ou é cada vez mais difícil lidar com essas imagens não-correspondidas? Um relacionamento com alguém ou algo que não é exatamente o que a gente espera leva a um término, ou então a tentar mudar a pessoa ou o elemento a todo o custo, pra que se adapte às nossas necessidades. De qualquer forma, é infantil e narcisista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se bobear, é esse o mundo e a sociedade que estamos criando por aí. Uma realidade aonde a realidade é cada vez menos suportável. Por quê, eu não sei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-3046620788931609372?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/3046620788931609372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=3046620788931609372&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/3046620788931609372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/3046620788931609372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/11/if-youre-wondering-if-i-want-you-to-i.html' title='If you’re wondering if I want you to, I want you to'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-1106645626019761439</id><published>2010-10-28T22:17:00.002-02:00</published><updated>2010-10-28T22:20:26.813-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Review'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que eu não entendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confusão mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que me aborrecem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Pede pra sair</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Pede pra sair&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou em falta com o blog e sei bem disso, mas pretendo aos poucos remediar essa situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dificilmente dedico um post inteiro a uma &lt;span style="font-style:italic;"&gt;review&lt;/span&gt; de filme, como às vezes faço com livros. Gosto de escrever resenhas e vejo filmes bons aos montes por aí, mas nem todo o bom filme gera uma discussão interessante. Às vezes, por mais legal que ele seja, não me permite falar sobre nada além dele próprio, não me colocando pra pensar sobre nenhum tema, não me acrescentando nada e não mexendo com as minhas sensações ou idéias. Falar de um filme simplesmente pela sua qualidade cinematográfica é válido também, mas é algo que eu procuro com menos freqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se dedico um post inteiro a alguma obra em particular é para enfatizar o quanto ela me marcou, seja pela expectativa que eu depositava nela, seja por ter me desacomodado de alguma forma. A função básica da arte, afinal de contas, é desacomodar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez pontos pro leitor que, após essa introdução, tiver adivinhado que o filme que eu vou resenhar é Tropa de Elite 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu disse antes, meu objetivo aqui não é falar das qualidades cinematográficas da película. Fica difícil, contudo, não comentar alguns aspectos técnicos da produção, que nada deixam a desejar para os bons filmes de ação americanos. Fico satisfeita em receber mais essa prova de que o Brasil tem perfeitas condições de criar cinema inteligente e de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção e o roteiro estavam bastante afiados, e certamente concorreríamos ao Oscar se americanos soubessem ler legendas. A câmera chacoalha demais em alguns momentos, mas no geral as cenas de ação estão excelentes, com destaque para a continuação da cena inicial. A fotografia ficou ótima também, ajudando a criar o clima desejado em cada momento, mas o que mais me surpreendeu foram alguns planos. Por exemplo, a cena da invasão do Bope à favela, sobre o campo de futebol, ficou simplesmente de babar. Aí já se vê que a coisa é outro nível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atuações também estão excelentes, e quem não se destaca no mínimo não atrapalha. Os personagens mais relevantes estão todos bastante convincentes, com destaque óbvio para o Wagner Moura. O Capitão Nascimento é um personagem fantástico, é ogro, controverso, radical, mas absolutamente carismático, e por mais que se possa discordar dele, em maior ou menor medida ele acaba servindo de eco para os pensamentos da platéia. É seguramente um dos personagens mais antológicos do cinema brasileiro, e o ator está absolutamente à vontade no papel. &lt;s&gt;E eu pegava o Wagner Moura.&lt;/s&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu único senão é a cena final do filme, que a meu ver tira um pouco da fluidez da película. Melhor sem ela, mas também não chegou a estragar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo confessar ainda que eu morria de medo dessa continuação. Tropa de Elite é um dos meus filmes nacionais preferidos e pelo qual tenho um grande carinho. Dado o sucesso que ele fez, contudo, a lógica hollywoodiana o obrigaria a ter uma continuação cuja qualidade seria irrelevante, o importante mesmo é gerar lucro em cima do nome da franquia. Bem, se eu pensava que esse seria o caso – e por MUITO tempo eu pensei – estava bastante enganada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tempos em tempos surgem continuações que realmente se preocupam em acrescentar algo de novo, em lugar de requentar a história antiga. Aqui não é diferente: ficam alguns elementos de sucesso do primeiro filme – atuações e personagens bacanas, ambientação e contexto da história, o modo como a história é contada – mas a história em si e a discussão que o filme propõe recebem um upgrade. Na verdade, ele consegue o que poucas seqüências fazem, mas todas deveriam: amadurecer a história e os personagens do filme anterior de forma fluida, sem descaracterizar a série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto seu antecessor é um filme mais FANFARRÃO, em Tropa de Elite 2 a coisa fica mais séria. Saem de cena muitas piadinhas sarcásticas, sacadinhas bem-humoradas e bordões. Também diminui o número de torturas e sangue espirrando em cena para dar lugar a algo bem mais político. Quem já ouviu algo sobre a história sabe que agora o Capitão Nascimento não está mais no BOPE, e sim na Secretaria de Segurança. Fiquei com medo de que esse movimento descaracterizasse o personagem, mas na verdade foi uma sacada genial: ele continua sendo o mesmo cara de sempre, só que agora tem acesso a outro ângulo das questões de segurança do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso notar que, apesar de jogar com os mesmos personagens e o mesmo cenário, o filme tem um foco bem diverso do anterior. Se no primeiro vimos a questão do tráfico de drogas, da classe alta consumidora e da polícia corrupta, no segundo filme apenas o último elemento se mantém, os dois primeiros ficam mais de canto e abrem espaço para a corrupção na política. Li esses tempos um texto do Juremir Machado criticando o filme justamente pela ausência dos consumidores de classe alta, o que ao ver dele era uma boa sacada do primeiro filme porque responsabiliza também o espectador pela bagunça toda. Olha, considero essa questão super pertinente mesmo, só que, diferente do tio Jurê, não acho que a ausência dela signifique que o filme se vendeu “ao sistema”. O filme enfraqueceria se tentasse abordar todos os eixos com a mesma intensidade, acredito que ele fez a escolha certa e conseguiu ser extremamente pungente no eixo que escolheu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, portanto, um filme com um cunho político muito forte. Ele foca bastante a questão da corrupção, numa lógica triste, porém realista, aonde os honestos se fodem o tempo todo e os corruptos saem numa boa. Não quero estragar a história, mas num certo momento senti que o filme tinha se colocado numa situação complicada, porque minha indignação com a política era tamanha que eu só não sairia do cinema deprimida caso alguém entrasse no Congresso de metralhadora em punho. Contudo, um filme tão cru e realista não se renderia a um final feliz e pouco plausível. Aí tenho que admirar o modo como eles finalizam a história, deixando o espectador satisfeito, mas ainda assim alerta, ciente de que o sistema continua lá e que apesar de todos os esforços só mudam os personagens, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um dos aspectos mais geniais da película, que não se rende a soluções fáceis. Durante o filme todo tu tens uma radiografia do problema, mas também percebes que todas as soluções tentadas são pequenas ou temporárias. Nesse sentido, ele serve de cutucão e interrogação ao espectador muito mais do que o primeiro filme. Em época de eleições, então, isso é um presente para a população. Um daqueles pequenos lembretes de que, se não formos conscientes, alguém será por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, não tem muito o que dissertar sem cair no risco de estragar a história do filme. Assistam e preparem-se para um soco no estômago em termos de realidade brasileira – e internacional também, mas digo “brasileira” porque se tu és brasileiro, assiste ao filme e ele não te incomoda, tu seguramente vives numa bolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que muita gente critica o personagem do Capitão Nascimento. Que o cara é fascista, radical, que tá cagando pros direitos humanos, etc. Eu seguramente não concordo com tudo o que ele faz, mas acho um personagem simplesmente genial. Não só pelo tipo de senso de humor, sacadinhas e carisma, mas também porque com todos os seus radicalismos, o personagem é honesto e luta muito por aquilo que acredita. Penso eu que se ele fosse simplesmente um monstro insensível ninguém torceria por ele no primeiro filme e essa continuação nem existiria, mas o personagem é muito humanizado. Mesmo suas ações radicais são uma resposta – não a única, mas uma das possibilidades – aos problemas que a sociedade lhe coloca, e se esse personagem é tão interessante é porque mesmo com esses extremismos ele ainda parece pensar em um bem maior do que apenas o seu próprio. Não acredito que os fins justifiquem os meios, mas acho que o modo de agir dele é também uma projeção da porção mais radical de cada um de nós. Todo mundo já se indignou um dia com o sistema e já sonhou em combater isso de alguma forma, nem que essa forma fosse ligar o “foda-se” e DETONAR ROQUENROU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um acerto interessante desse filme foi o personagem do Fraga, que serve como contraponto ao Capitão Nascimento – algo que não existia no primeiro filme. Se o Nascimento é o sujeito violento, radical e faca na bota, Fraga é o estereótipo de muitos professores de humanas das universidades, tão preocupado com os direitos humanos que chega a ser condescendente com os criminosos em alguns momentos. O legal é que o filme mostra que ambos os pontos de vista possuem seus prós e contras, não há um caminho certo. Não concordo totalmente com o modo de pensar de nenhum dos dois personagens, e ao mesmo tempo concordo com ambos, porque cada um deles é muito coerente com sua própria lógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos os personagens começam como rivais, cada um encerrado em sua própria forma de ver os acontecimentos – que, por ser diametralmente oposta à forma do outro, automaticamente a desqualifica. Mas aí a sacada genial da produção é que, de uma forma muito coerente, ambos acabam jogando pelo mesmo time. Fica aquela lição bacana de que em se tratando de política não existe lá um modo certo ou errado de se fazer as coisas, apenas fazê-las na honestidade e pensando no benefício geral já é o negócio. É aquilo, o filme tenta passar a idéia de que não existem personagens “bonzinhos”, mas os mocinhos são bem evidentes. Só que são mocinhos humanizados, que cometem erros como qualquer ser humano comum. Fica a sensação de que, no fim das contas, é só questão de escolher qual o tipo de erro que a gente vai preferir cometer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me surpreende muito é que, para um filme que fala tanto sobre política, Tropa de Elite 2 consegue se manter bastante neutro em relação a isso. A única coisa dada como certa é a luta contra o sistema corrupto, porque os modos de se fazer isso são variados. Não existe uma resposta certa, só essa pergunta enlouquecedora que não pára de aparecer na nossa frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, não tem como não sair do cinema abatido pelo pessimismo. É tudo uma merda, a podridão é maior do que a gente pensava, sempre tem um bonzinho pagando um preço que não é seu, um salafrário se dando bem, a corrupção rolando solta. O sistema sobreviverá a todos nós e aos nossos esforços. Mas ainda assim, são questões que nos concernem e temos que fazer algo com elas, sob pena de elas fazerem algo com a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, posso tentar discursar vagamente aqui à vontade, mas o melhor mesmo a fazer é recomendar que vocês assistam o filme. Não só por ser um puta filme do ponto de vista técnico, mas porque do ponto de vista emocional ele dá uma chacoalhada daquele tipo que todos nós precisamos de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-1106645626019761439?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/1106645626019761439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=1106645626019761439&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/1106645626019761439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/1106645626019761439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/10/pede-pra-sair.html' title='Pede pra sair'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-2107818902372529577</id><published>2010-10-03T20:34:00.003-03:00</published><updated>2010-10-03T20:38:10.553-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Posts sem propósito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Negação da realidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que eu não entendo'/><title type='text'>Meu comentário definitivo sobre as eleições de hoje</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Meu comentário definitivo sobre as eleições de hoje&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca tinha reparado que quando meu pai faz churrasco a minha mãe usa tantas ervas pra temperar os corações de galinha. O pior é que fica gostoso, mas é um saco de catar depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-2107818902372529577?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/2107818902372529577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=2107818902372529577&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/2107818902372529577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/2107818902372529577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/10/meu-comentario-definitivo-sobre-as.html' title='Meu comentário definitivo sobre as eleições de hoje'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-7025261139064345846</id><published>2010-09-21T15:45:00.004-03:00</published><updated>2010-09-21T16:28:58.891-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogs'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguagem e Comunicação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Analytics'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internet'/><title type='text'>Analytics IV</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Analytics IV&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Constatei, com alguma surpresa, que desde dezembro passado não fazia aqui no blog um levantamento das estatísticas do meu Google Analytics. Creio que seja uma boa hora, mas em virtude do volume de informações pincei só aquilo que parecia mais &lt;s&gt;idiota&lt;/s&gt; interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De dezembro pra cá, o blog angariou visitantes de 25 países diferentes. Tenho amigos no Brasil, na Espanha e no Canadá, mas além deles recebi visitas expressivas da Argentina e de Portugal, além de uma galera meio perdida da França, da Alemanha, do Reino Unido, da Russia, da Polônia, dos Estados Unidos, da Suíça, da Bélgica, da Hungria, de Angola, de Taiwan, da Holanda, da Turquia, da Eslováquia, de Israel, do Japão e da Áustria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As visitas vieram de uma quantidade enorme de sites, mas o que mais me surpreende é que verifiquei vários deles e eles NÃO CONTÉM o endereço do meu blog. Como tu podes receber uma visita de algum local que não contém o teu link? Mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas boa parte das visitas são os gatos pingados que vêm pra cá digitando &lt;span style="font-style:italic;"&gt;keywords&lt;/span&gt; no Google. Essa é sempre a minha parte favorita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas vieram para cá sabendo o que estavam procurando, porque encontrei muitas tags com o meu nome ou o nome do blog, em todas as variantes possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas buscas se repetem bastante, ainda que variando o conteúdo digitado. Minha ex-colega Débora e o Gerard Butler pelado (porque ninguém procura pelo Gerard Butler, simplesmente) continuam sendo tópicos de pesquisa freqüentes, e o engraçado é que cada vez que comento isso aumento a probabilidade de alguém vir parar no meu blog digitando o nome deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente chega aqui através das minhas citações de livros ou procurando livros sobre os quais escrevi, o que é algo que me agrada. Em particular porque às vezes é xarope de achar determinada citação, espero te ajudado. É bem freqüente também algum visitante procurando pelo "Quarto em Arles", do Van Gogh, mas apesar de essa ser uma das minhas telas favoritas do mestre, eu só usei o título dela como título de um post e mais nada. A randomicidade das informações do Google me surpreende às vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é muito comum gente querendo saber o significado ou a grafia de "psycho". Mas me surpreendi com outras buscas gramaticais, particularmente pela quantidade de pessoas buscando o significado de "oligão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se foi pela Copa do Mundo, mas uma grande quantidade de gente passou aqui procurando por estereótipos de nacionalidades. Os campeões foram os paraguaios (6 buscas), seguidos pelos norte-americanos (5), argentinos (4), e aí um grande empate entre brasileiros, indianos, japoneses e ingleses (3) e aí os gregos (2) e outros (1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E internet não seria internet se não contivesse pornografia, não é mesmo? Como se pode imaginar, mesmo meu blog sendo casto e de família, ele atrai punheteiros e curiosos de todas as regiões. Uma quantidade surpreendente de pessoas chegou aqui buscando o significado de “paudurescência”. Gente, SÉRIO que isso não é auto-explicativo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estupros" e "filmes de estupros" continuam sendo altamente procurados, jamais em grafia correta. O que me leva a pensar que algumas pessoas são tão tosconas que só conseguiriam sexo à força, mesmo. E aí tivemos também buscas por “exercício de poder bdsm”, “assistir filmes sadomasoquismo com estrupos”, “bdsm antigos lesbicas”, “bdsm buenos Aires”, “bdsm tentáculos”, “estrupadas por tentáculos”, “estrupador em buenos aires pe”, “estrupos moças de 17 cabasas” (nossa, difícil pensar em um termo mais chulo do que “cabaça”. E ainda escrito errado, que nojeira), “festa sadomasoquismo buenos Aires”, “fotods de nores peladas fasendo uma espanhola”, “girls and girls fudendo com pinto de borracha” (essa foi a melhor... Me pergunto qual a utilidade de escrever metade da frase em cada língua), “lesbicas bdsm Portugal”, “massagistas eroticas em porto alegre”, “putaria animais selvagens”, “site pedofilia do holandês” e umas quantas variantes de lamber pés. Sério, o que há de errado com Buenos Aires?! E porque essa preferência freqüente por menores de idade? E ninguém percebe que tentáculos são nojentos? Muitas perguntas, pouca vontade de me aproximar dessas pessoas para conseguir as respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí também tiveram algumas &lt;span style="font-style:italic;"&gt;keywords&lt;/span&gt; aleatórias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Gique jogos&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;u comigo mais gique&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Isso pra mim é particularmente engraçado porque Gique é o apelido do meu irmão, mas não tenho a menor idéia do que mais possa significar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;fazem v japonês foto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Você quis dizer: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;retardados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;moda nas ruas de Paris&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Personalidade própria FAIL?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;5 bons motivo pra vc ler um livro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cara, se tu precisas que alguém te dê motivos pra ler um livro, tens sérios problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;acer 5738z aquecimento o que fazer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bem, só te garanto por experiência que água no teclado não é legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;agradecimento individual formatura UFRGS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Procurar discursos no Google? Bem, essa entrada deve ter sido da Cleci [/piada interna]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;calças rh priscila bbb&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu consigo associar “Priscila”, “BBB” e “Calças” (ou a falta delas), mas aonde diabos entra o RH?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;cliche de queijo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O que raios seria um CLICHÊ DE QUEIJO? Foi procurado com mais de uma grafia diferente, e ainda tivemos “clichê de morango” também. Espero que essas pessoas não estejam querendo dizer “quiche”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;como exterminar pererecas e lagartixas de residências&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Conheço homens muito habilidosos em exterminar qualquer perereca de suas casas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;como se define uma pessoa comunicativa?&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;descrever uma pessoa comunicativa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que tal começar por uma pessoa que tem suas idéias não-extraídas do Google?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;convite para festa de reencontro da turma de faculdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não irei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;estou me sentindo confusa mental que é isso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Emprego para boa parte dos meus colegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;eu acho embaraçoso comprar camisinha no balcão da farmácia porem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;...Porém acho mais embaraçoso contar pro papai e pra mamãe que estou grávida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;eva mendes filme nu frontal&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;videos eva mendes nu frontal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A sessão dos filmes de terror é à esquerda, sim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;evidencias de que a menina nao está afim de você&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Olha, cara, ela geralmente NÃO PARECE estar afim de você. Mas muitos homens ainda confundem "não" com "sim". Ainda faço um post sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;feitiço para ser uma pessoa comunicativa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Chama-se “ler muito”. Aumenta teu vocabulário, tua eloqüência e a gama de assuntos interessantes da qual tu dispões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;gril sendo estrupadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sei que a grafia deve estar errada, mas tive uma súbita imagem mental de um gordinho atentando contra um George Foremann.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;herpes zorzi&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;que é herpes de zorzi&lt;/span&gt; – Cara, estou começando a acreditar que realmente existe uma Herpes de Zorzi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o melhor dançarino de psycho do mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma parceria entre Judas Dançarino e Notes of a Psycho Girl?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o q sao personagens com caracteristicas superficiais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Superficial” é o tipo da pessoa que encontra informações subjetivas no Google e faz suas análises a partir disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o que une os homens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Futebol?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;para pessoa comunicativa que faculdade deve fazer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Orientação profissional FAIL. Acho engraçado que a pessoa acha que tem que escolher uma formação aproveitando-se de um traço bastante subjetivo, como se não houvesse critério mais razoável. Ainda faço um post sobre isso (x2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;pequenas coisas irresistíveis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Você quis dizer: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;trufas da Cacau Show&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;pornografias com desenhos da disnei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Regra 34, deixe minha infância em paz!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;qual a teoria da lig. escrita para zorzi &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre sonhei com o momento em que as pessoas me procurariam para saber minhas teorias sobre as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;quando eu era pequeno, achava a vida chata e desinteressant&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com a maioria das pessoas isso acontece quando a gente cresce...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;que valores vc tiraria do filme mamma mia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Money, Money, Money”? “Gimme gimme gimme a man after midnight”? “The winner takes it all”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;resumo do livro de zorzi aprender a escrever&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Hahahaha, que genial isso aparecer justamente pra uma Grammar Nazi como eu! TA AÍ o primeiro livro que vou publicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;smechin pumpkins&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Lamento, agora to num momento mais Pinque Flóide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"notes of a psycho girl" filme&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Com Glória Pires, Tony Ramos e grande elenco".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso é tudo por enquanto, pessoal. Quando acumularem mais bizarrices retorno com outro post. E quando tiver mais informações do Analytics, também!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-7025261139064345846?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/7025261139064345846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=7025261139064345846&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/7025261139064345846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/7025261139064345846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/09/analytics-iv.html' title='Analytics IV'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-8504620947523156944</id><published>2010-09-16T12:19:00.006-03:00</published><updated>2010-09-16T13:17:20.908-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Listas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Top 5 bons livros que por algum motivo eu não terminei de ler</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É um fenômeno relativamente freqüente, mas nem por isso me desagrada menos: ando com vontade de escrever, não obstante sinto que não estou conseguindo escrever nada direito. Começo os textos e deixo pela metade, sinto que levo séculos para expressar uma idéia simples, não consigo deixar o texto com o meu estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engraçado é que um processo semelhante tem acontecido com a atividade complementar da escrita, a leitura. Desde que acabei o último livro que estava lendo, venho procurando uma leitura nova, mas não consigo engatar nada. Nenhum estilo me agrada muito, minha concentração anda baixa, não termino nada do que começo... E não é por falta de livros bons! Muitas vezes um livro bom permanece interminado por motivos diversos. E é por isso que lhes trago aqui hoje o...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#6633FF;"&gt;Top 5 bons livros que por algum motivo eu não terminei de ler&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Assim Falou Zaratustra - Friedrich Nietzche, 1883 - 1885&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez dê pra resumir o motivo de eu não ter terminado esse livro em uma frase: eu gosto do Nietzche, eu só não entendo o que ele fala. Tá, antes que me achem uma ignorante eu explico: geralmente gosto de ler antes de dormir, quando meu cérebro já está mais lento e a leitura serve para relaxar. Só que não dá pra fazer isso com o livro do Nietzche, que parece mais algo que eu leria na faculdade e não que eu escolheria para as horas de lazer. O livro é bacana, mas é denso e filosófico e isso acaba me cansando. Tentei ler uma ou duas vezes e não sai muito do começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Meu Nome é Vermelho - Orhan Pamuk, 1998&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse livro possui uma das contruções narrativas mais interessantes que já vi, pois cada capítulo é narrado em primeira pessoa por um personagem diferente. Como se essa idéia já não fosse legal, tudo vira personagem: o protagonista, o assassino, o cadáver, um cachorro, e até a cor vermelha, dando título ao livro. A história se passa na Istambul do Império Otomano e gira em torno do mistério envolvendo o assassinato de um miniaturista. É bem interessante, mas já comecei a ler duas vezes e sempre parei mais ou menos na mesma parte, geralmente por conta do final de semestre apertado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Lobo da Estepe - Hermann Hesse, 1927&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é fodão e poderia se tornar um dos meus favoritos. E ele nem ao menos é longo, contando com menos de 200 páginas. Mesmo assim, já comecei a ler duas vezes e parei um pouco antes da metade. Esse larguei mais pelo conteúdo do livro, que é bastante cru e te cutuca legal com seu protagonista intelectual e misântropo. Ainda assim, está na lista dos próximos a ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Cristo Recrucificado - Nikos Kazantzakis, 1948&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma história que se passa durante o Império Otomano, dessa vez num vilarejo na Grécia. A história é bem interessante: é tradição na aldeia encenar, a cada sete anos, uma peça da paixão de Cristo. Então o povo escala, entre seus habitantes, os que parecem mais adequados para cada papel, dando-lhes uma boa antecedência para se prepararem. O que acontece gradualmente é que eles assumem características dos personagens que representam. É bem bacana, só que a narrativa é bastante lenta e o livro é gigantesco. Ganha a segunda posição porque deve ser o que tentei reler mais vezes (umas 3) e cheguei mais longe (pelo menos 100 páginas, o que dá 1/4 do livro), mas fatalmente acabei largando pra ler outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Orgulho e Preconceito - Jane Austen, 1813&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi um caso engraçado, porque comecei a ler em uma noite que eu precisava dormir logo e queria apenas um "gatilho" pra me acalmar e pegar no sono. Só que o tiro saiu pela culatra, porque o livro é uma delícia e eu fiquei lendo por um tempão. Jane Austen tem uma narrativa totalmente viciante, e se ele continuar tão bom quanto no começo certamente parará na minha lista de livros favoritos. Está nesse top por puro detalhe, portanto, pois tive que deixá-lo de lado para dar conta do final da faculdade. Além disso, pelo fato de a minha edição estar em inglês, às vezes estava cansada demais para querer ler em outra língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi meu top, e espero um dia terminar de ler todos esses livros porque eles merecem. Até lá, contudo, espero que meu cérebro reverta de seu estado de pudim de ameixa e eu possa voltar a ler e escrever como fazia normalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-8504620947523156944?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/8504620947523156944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=8504620947523156944&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/8504620947523156944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/8504620947523156944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/09/top-5-bons-livros-que-por-algum-motivo.html' title='Top 5 bons livros que por algum motivo eu não terminei de ler'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-5933476436259578736</id><published>2010-09-07T11:55:00.003-03:00</published><updated>2010-09-07T11:58:50.907-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que eu não entendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hoje acordei meio...'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confusão mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Hoje acordei meio Tereza</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#6633FF;"&gt;Hoje acordei meio Tereza&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(São sempre as mesmas perguntas que desde a infância passam pela cabeça de Tereza. As perguntas realmente sérias são aquelas e somente aquelas que uma criança pode formular. Só as perguntas mais ingênuas são realmente perguntas sérias. São as interrogações para as quais não existe resposta. Uma pergunta sem resposta é um obstáculo que não pode ser transposto. Em outras palavras: são precisamente as perguntas para as quais não existem respostas que marcam os limites das possibilidades humanas e que traçam as fronteiras de nossa existência.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-5933476436259578736?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/5933476436259578736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=5933476436259578736&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/5933476436259578736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/5933476436259578736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/09/hoje-acordei-meio-tereza.html' title='Hoje acordei meio Tereza'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-3843782093666308469</id><published>2010-08-26T13:20:00.002-03:00</published><updated>2010-08-26T13:40:19.828-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Negação da realidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que eu não entendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que me aborrecem'/><title type='text'>Das responsabilidades</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#6633FF;"&gt;Das responsabilidades&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num de seus momentos mais inspirados, Saint-Exupéry disse que ser humano é ser responsável. Responsável por si mesmo, pelos seus atos, pela terra em que vive, pelo bem estar dos seus. A responsabilidade é o que nos distingue dos animais, é o que nos dá comando sobre o nosso destino e sobre o destino da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem tem palavras pra dizer o quanto considero esse sujeito genial, e essa passagem em particular me marcou muito. Marcou justamente porque o que mais se vê por aí são pessoas que não se responsabilizam, especialmente por si mesmas. Essa é a falta de responsabilidade que mais dói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero que me levem a mal, pois quando falo em ser responsável, não refiro a uma responsabilidade total: ela seria ilusória e massacrante enquanto durasse essa ilusão. Me parece que um dos grandes males do mundo atual é o excesso de responsabilidade que ele prega, aquela idéia de que a concretização dos teus sonhos depende exclusivamente de ti, e que se agora eu não sou uma atriz milionária em Hollywood é porque não persegui meu sonho com o afinco necessário. Dá aquela noção de quem é miserável, seja material ou psiquicamente, é miserável porque assim o quer, porque falhou ao tentar melhor. Peraí, vamos com calma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que existem adversidades que não dependem de nós, obstáculos aos nossos objetivos, circunstâncias diversas. As limitações sempre existem, a questão é que, dentro delas, precisamos ser responsáveis, dar o nosso melhor. E é aí que a maioria das pessoas – e em muitas ocasiões me incluo nisso – parecem falhar miseravelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os exemplos são muitos, nas mais variadas situações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente, numa discussão, diz coisas exageradas, se estressa para além do necessário, é grosso, diz algo do qual se arrepende. Até aí, ok, desagradável, mas normal. O que me dá nojo são as pessoas que, passada a raiva, se justificam pelo comportamento irritadinho dizendo que “é meu jeito, tu sabes que eu sou assim”. Pqp, que desculpinha mais infeliz! Se uma atitude errada já está enraizada no repertório comportamental de alguém, isso só a torna mais grave, de forma alguma a ameniza. E essa pessoa tem que se haver com esse comportamento. Mas se esconder atrás dele é muito mais cômodo do que se desculpar, admitir um erro, e se responsabilizar por modificar essa atitude. É incrível como algumas pessoas parecem se apegar demais aos próprios defeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho incrível o que se vê agora em época de eleições. É absurdo com tem pessoas que são irresponsáveis com o próprio voto, votam sem nem saber por quê, ou votam em candidatos esdrúxulos porque é engraçado. E aí depois passam mais quatro anos reclamando da política, e usam essa reclamação como desculpa para se alienar. Como se os políticos que tem por aí não fossem reflexos das decisões do povo... Também tem aqueles que acreditam que votar nulo ou em branco vai servir como “protesto”, o que não me parece muito melhor. Vá lá que às vezes nos deparamos com casos de “um é ruim, outro é pior”, mas se posicionar faz parte de ser responsável. Depois, fica muito fácil dizer “eu não votei nele” e reclamar do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em reclamar do governo, adoro reclamações direcionadas a instituições vagas. É extremamente comum, toda a hora tu vês alguém jogando a culpa no Governo, na Política, na Sociedade, no Mundo moderno (eu mesma fiz isso lá em cima, ó...), na Cultura, na Mídia e assim vai. São sempre Eles os culpados. Se sou infeliz com meu corpo, é porque Eles pregam que eu seja magra. Se os pobres passam fome, é porque Eles lucram com isso. Se a segurança nas ruas é uma bosta, é porque Eles administram mal o dinheiro público. Se me sinto infeliz, é porque Eles fazem com que eu me sinta assim. A barbada de culpar uma instituição abstrata é que em tese tu tens garantia de infelicidade perpétua, visto que ninguém pode fazer frente o tempo todo à Cultura ou ao Governo. Eles estão próximos o suficiente para nos atazanar, mas distantes o suficiente para que possamos impedi-los disso. Ainda que poucas pessoas se dêem conta de que elas também fazem parte da Cultura, da Sociedade, do Mundo Moderno e similares. Mas não, fazer parte não interessa, os culpados são sempre Eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro caso que me dá nos nervos é quando as pessoas colocam “condições” para sua felicidade. A frase-modelo para esse argumento é “minha vida é uma merda agora, mas serei feliz quando...”. Tem pessoas que vinculam a felicidade a “quando eu me casar”, “quando eu me formar”, “quando tiver filhos”, “quando morar sozinha”, etc., e enquanto isso não acontece, ficam amargando na sua infelicidade. Alguém devia lhes dar um tapinha amigo nas costas e dizer “cara, começa a viver agora”. Mas começar a viver é ser responsável pela sua vida, e é mais cômodo responsabilizar outras pessoas ou outras circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior ainda é condicionar a felicidade a um local, como “serei feliz quando morar em São Paulo” ou “serei feliz quando morar no Japão”. Pois é, além do Eles, existe o Lá. Lá é um lugar melhor, mesmo que eu só conheça Lá a partir do que eu fantasio. Lá terei um emprego melhor, amigos melhores, quem sabe um amor. Lá as pessoas são melhores. Lá encontrarei a vida cultural, noturna ou intelectual que tanto espero. Lá me trará a felicidade que os anos me negaram. Só que quando vamos para qualquer lugar, levamos conosco nossas angústias, nossos medos, nossa depressão, nossa baixa auto-estima, nossos problemas de relacionamento... e sem nem pagar pelo excesso de bagagem! No fim das contas, Lá pode não ser muito diferente daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra forma de não se responsabilizar é vincular os problemas existentes a causas externas a nós. Sou infeliz por causa do meu trabalho, do meu chefe, do meu marido, dos meus filhos, dos meus pais, dos meus amigos. Os outros são os responsáveis pela minha infelicidade, não eu mesma. Aí vemos linhas de raciocínio como “se não me divirto, é porque ninguém me convida” ou “se me estresso, é porque os outros me incomodam”. Afinal, o inferno são os outros, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns casos, somos responsáveis pela felicidade alheia, como um bebê que depende da responsabilidade dos pais para ter suas necessidades atendidas ou uma pessoa doente que dependa de cuidados médicos. Mas no mais, a felicidade alheia não é nossa responsabilidade. Nem a nossa é responsabilidade deles. Naturalmente que existem adversidades, e nem questiono a capacidade de algumas pessoas ou fatores de nos atazanar a vida, mas não podemos só ficar parados reclamando. Não podemos atrelar nossa felicidade a fatores abstratos, como uma desculpa para não resolver nossos problemas no aqui e agora. Nem dá pra colocar esses problemas nas costas de outras pessoas ou coisas, como se não tivéssemos nada a ver com isso. Não podemos assistir ao nosso próprio sofrimento esperando que a mão divina um dia venha acabar com ele. Como disse uma das bandas mais geniais de todos os tempos, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;it’s not enough just to stand and stare.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser sujeito é ser responsável. Responsável pela sua parte no mundo, por exercer um bom trabalho, por ser legal com os outros, por resgatar as relações que precisamos resgatar. É também ser responsável por si mesmo, pelo que dizemos, fazemos e desejamos, e também pelo que precisamos mudar e aprimorar. E ser responsável é assustador, por que nos coloca frente a frente com nossas dificuldades e com nossa parcela de culpa pela própria infelicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tenho cá pra mim a teoria de que pessoas que não se responsabilizam são profundamente infelizes. Infelizes porque não se assumem, não lidam com seus problemas, não buscam o melhor para si. Infelizes sobretudo porque existe um prazer secreto em se manter infeliz e poder passar a vida toda reclamando dos outros e daquilo que supostamente as impediu de serem felizes. Porque é bem mais fácil enxergar a vida passando do que responsabilizar-se pela sua parte nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, é sempre a mesma pergunta: quando vamos começar a viver?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-3843782093666308469?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/3843782093666308469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=3843782093666308469&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/3843782093666308469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/3843782093666308469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/08/das-responsabilidades.html' title='Das responsabilidades'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-6883753625180805257</id><published>2010-08-18T20:45:00.002-03:00</published><updated>2010-08-18T20:49:00.478-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida de Adulto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Negação da realidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confusão mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que me aborrecem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eu'/><title type='text'>Confusos</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#6633FF;"&gt;Confusos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esses dias estava me lembrando de uma coisa engraçada que aconteceu quando terminei com meu primeiro namorado. E quando eu digo “engraçada”, digo “deprimente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara parecia não ter idéia do porquê desse término. Até aí tudo bem, pessoas tem diferentes noções de relacionamento, o que é óbvio pra mim pode não ser pro outro e vice-versa. Mas tive que ouvir dele até a exaustão que eu estava “confusa”. Que era algum tipo de surto esse término, mas que eu ia voltar à razão e perceber que o nosso amor ainda duraria muitos anos. E ouvi o mesmo discurso da irmã dele e de vários amigos dele, dizendo que eu estava “confusa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engraçado é que assim que eu terminei a relação, tive certeza de que foi uma das melhores coisas que fiz na vida. Foi um luto extremamente rápido, e mesmo assim, meu ex e seus amigos estavam convictos de que eu estava “confusa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei me perguntando se eu estava aparentando algum desequilíbrio mental e não me dava conta, ou se ele era uma daquelas pessoas que se prendem demais às próprias noções do que está acontecendo, e se não faz sentido pra ela, provavelmente não faz pra mais ninguém. Não era desejável pra esse cara que eu terminasse com ele e nem fazia sentido pra ele que eu fizesse isso, portanto só podia ser uma grande loucura da minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eventualmente, claro, o coitado precisou entender que eu não estava confusa. Ou que a loucura carcomeu meu cérebro e eu não ia voltar atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que me lembrei dessa situação depois de tantos anos? Porque andei pensando que ela é muito similar ao que tenho sentido nesse momento pós-formatura. É um momento propício para questionar o que tenho feito até aqui e pensar com cuidado aonde quero estar. E, não, não tenho exatamente clareza de para onde quero ir, existem muitas opções que me agradam. Mas estou convicta de onde NÃO gostaria de ir, e o fato de não estar lá me conforta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, bastante gente gosta de pensar que eu estou “confusa”. Que estou desnorteada, que não sei o que fazer, que não sei o que quero pra mim. E o mais irritante das pessoas que acham que tu estás confuso é que elas costumam pensar que elas próprias não estão confusas e que tem uma noção muito melhor do que a tua sobre qual caminho seguir. Mesmo que seja o teu caminho e não o delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente, eu tenho que admitir que sou sugestionável. E que é adorável uma pessoa vir com uma boa sugestão num momento em que tu precisas de uma. Só que a maioria das pessoas não sabe sugerir. Elas se encantam demais com as próprias idéias, e acham que se te dão uma idéia tu tens a obrigação de segui-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouca coisa me dá mais nos nervos do que perceber que tem pessoas que acham que sabem mais sobre a minha vida do que eu mesma. Que se acham no direito de apontar o que me faria feliz, de dizer como estou me sentindo, de dizer o que eu quero ou o que tenho que fazer. Geralmente são pessoas que nunca param para refletir sobre quem eu sou, sobre o que eu quero, e as sugestões delas são sempre baseadas mais nelas mesmas do que em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fórmula da felicidade é única pra cada um. Ou, como diria Caetano, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. O desejo é o ato mais solitário do ser humano, nosso desejo é exclusivamente nosso. As outras pessoas não podem desejar por nós, nem entender verdadeiramente o nosso desejo (às vezes nem mesmo a gente entende...). Só o que cabe a elas é respeitar, é te entender como sendo diferente delas e entender que o que te faria feliz poderia não funcionar para elas, e vice-versa. É ilusório tentarmos nos apegar a fórmulas universais, ou tentar adivinhar a felicidade dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, ainda assim, algumas pessoas parecem ter dificuldade em se colocar no seu lugar. No seu lugar, que não é o meu lugar, nem nunca vai ser. A vida é a coisa mais democrática que a gente tem, porque cada um tem a sua, e mesmo assim algumas pessoas parecem ser fominhas e querer a dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado, tem gente que acha que eu estou confusa nesse momento, e aí se dá a esses direitos estapafúrdios de tentar supor o que seria melhor pra mim. Acho que uma pessoa tão incapaz de olhar para o outro e reconhecer esse outro como diferente de si só pode estar confusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez esse seja o segredo da coisa. Os confusos são os outros. Tanto os que não compreendem que a duvida não é um crime e nem denota ausência de desejo, quanto os que não sabem duvidar e tem certezas demais sobre a vida alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confuso é aquele que não sabe respeitar a felicidade alheia. Mesmo que ele me ache confusa por querer ser feliz de um jeito que ele não compreende. E eu só posso olhar para essas pessoas e pensar “ah, coitados. Estão confusos. Mas não faz mal. É só algum grande surto de loucura da cabeça deles, e eventualmente eles vão voltar à razão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eventualmente, se espera.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-6883753625180805257?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/6883753625180805257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=6883753625180805257&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/6883753625180805257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/6883753625180805257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/08/confusos.html' title='Confusos'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-7401376383160828891</id><published>2010-08-01T23:32:00.004-03:00</published><updated>2010-08-02T00:14:46.784-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogs'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><title type='text'>Water lilies and squares</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#6633FF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Water lilies and squares&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se você não for altamente desligado, vai observar que mudei o template do blog. Na verdade, eu vinha querendo fazer isso há meses, mas nunca dava certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O template anterior foi posto aqui em abril do ano passado, e uns seis meses depois disso eu já estava querendo tirar. Não que não gostasse dele, apenas enjoei de ter sempre a mesma imagem. O tamanho dela, grande demais embaixo e curto demais nos lados, também começou a me incomodar, além de uma birra nunca bem resolvida com as colunas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que cada vez que eu tinha uma boa idéia para colocar no lugar, abandonava essa idéia antes mesmo de colocá-la em prática. Ou eu pensava melhor e já não me parecia algo tão interessante assim, ou algum detalhe no design me desagradava e eu não conseguia transpô-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse aqui foi o primeiro a me satisfazer inteiramente, e espero não querer mudar tão cedo (ou, quando muito, mudar a figura de fundo). Apesar de não ter ficado a maior obra de arte do mundo, é bem o que eu estava buscando: uma imagem mais curta, que não tomasse toda a tela, em widescreen, mas, principalmente, mais clean, sem tantos detalhes nem tão rebuscada quanto a imagem anterior. Agradeço de todo o coração à Leli, que fez toda a parte de converter a idéia para html, território ainda desconhecido para mim. Sem ela, isso aqui não seria possível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inspiração para o template veio do design de um blog &lt;s&gt;de onde baixo coisas para o meu The Sims&lt;/s&gt; sobre filosofia e cultura. A partir disso, foi só pensar em uma boa imagem de fundo e em como deixar as colunas, o grande nêmesis dos meus templates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei muito em mudar o tema das imagens, mas acabei voltando ao mesmo lugar e não consegui me desvencilhar muito das pinturas. As imagens que vocês podem ver nos quadradinhos são todas de diferentes quadros de ninféias de Monet. Não me perguntem QUAIS quadros de ninféias, visto que existem milhares, só peguei vários e depois selecionei trechos dos mais legais. Apesar de serem quadros que gosto, não pensava em usá-los para template, mas achei que ficou bem adequado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O template foi inteiramente feito no Paint, visto que não tenho Photoshop nem saberia mexer em um. Isso não é exatamente motivo de orgulho, mas, por outro lado, fico bem contente que ele não tenha ficado toscão apesar da ferramenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa nota menor, atualizei a coluna ao lado, visto que segundo ela eu ainda tinha 20 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, era essencialmente isso. Até!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-7401376383160828891?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/7401376383160828891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=7401376383160828891&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/7401376383160828891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/7401376383160828891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/08/water-lilies-and-squares.html' title='Water lilies and squares'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-2270729521697596121</id><published>2010-07-26T23:49:00.033-03:00</published><updated>2010-07-29T19:46:56.302-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Review'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Listas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pri Zorzi Recomenda Algo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Projeto Review 2010'/><title type='text'>Projeto Review 2010: Filmes em Casa</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Projeto Review 2010: Filmes em Casa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não, eu não morri. Nem me esqueci do meu Projeto Review 2010, cujas partes anteriores vocês podem acessar &lt;a href="http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/07/projeto-review-2010-livros.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/07/projeto-review-2010-filmes-no-cinema.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez vou falar um pouco sobre os filmes que vi em casa, seja os que aluguei o DVD, baixei da internet, vi online, ou algo assim. São todos filmes que vi pela primeira vez, independente de quando foram lançados, uma única vez e na íntegra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pisei na bola porque só tive a idéia de começar a anotar os filmes que via lá por abril, e aí provavelmente esqueci de alguma coisa. Se você viu algum filme comigo e ele não está aqui, me avise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema de cotação é o mesmo que usei para os filmes vistos no cinema, não vou repetir aqui. Na ordem em que eu os vi, portanto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TE5LI7tz95I/AAAAAAAAAM4/1bpseC7lN_M/s1600/500+days+of+summer.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TE5LI7tz95I/AAAAAAAAAM4/1bpseC7lN_M/s200/500+days+of+summer.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498414811906832274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(500) Dias com ela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(500) Days of Summer, 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Adorei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse filme tinha despertado minha curiosidade quando estava nos cinemas, mas fugi dele por pensar que era mais um filme que mostrava um cara bundão apaixonado por uma garota fantástica que não quer nada com ele, um mote que acho bem sacal. A curiosidade falou mais alto, contudo, quando ouvi de uma amiga que eu me identificaria bastante com a Summer. E de fato, geralmente teria tudo pra me identificar com o Tom, mas no momento em que eu o assisti era uma fase muito Summer. Ok, sem mais viagens: essa foi uma das melhores comédias românticas que vi nos últimos tempos, um filme que soube ser gracioso e realista ao mesmo tempo. Trouxe de uma forma muito bacana as diferentes fases de um relacionamento, inclusive o quanto achamos que aquela é “a” pessoa e talvez não seja. Além disso, curti muito a montagem do filme e a trilha sonora virou meu novo vício musical. Supimpão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TE5MaUA2tNI/AAAAAAAAANA/23yTbRW_27Q/s1600/daybreakers.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 146px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TE5MaUA2tNI/AAAAAAAAANA/23yTbRW_27Q/s200/daybreakers.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498416209998558418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Daybreakers&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Daybreakers, 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Mixuruca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse aqui eu assisti online com o meu irmão, até onde eu sei nem veio pro Brasil ainda, então mantive o título original. É um filminho sobre vampiros, seguindo a moda pós-&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Crepúsculo&lt;/span&gt; de ressuscitar os mortos. A premissa da história é que a maior parte da população é vampira e o suprimento de sangue está acabando. E aí alguns vampiros querem manter a sua supremacia, outros buscam uma cura, etc, etc. A idéia não é ruim, mas a execução é bem sem-graça, até senti dificuldade para lembrar mais sobre ele de tão pouco que o filme fica na cabeça. É só mais um filminho bobo na carona de uma moda que teria tudo pra ser legal se não tivesse virado o mais novo caça-níqueis da galera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TE5OXNo4J2I/AAAAAAAAANI/gDq_x7lIL6k/s1600/iron+man.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 142px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TE5OXNo4J2I/AAAAAAAAANI/gDq_x7lIL6k/s200/iron+man.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498418355771025250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Homem de Ferro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Iron Man, 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Trizão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha me coçado pra ver esse filme antes porque o Homem de Ferro não era um herói que despertava muito o meu interesse, mas depois de ter assistido começo a mudar um pouco de idéia. Por ser o primeiro da série, o filme tem aquela tarefa sacal de introduzir os personagens, na qual acho que se saiu bem. Não conheço o suficiente da HQ pra saber se o Tony Stark está fiel ao personagem original, mas achei ele genial no filme. Totalmente carismático, o cara leva a trama nas costas, e aí senti que faltou um vilão à altura. O antagonista é bem chinfrim, com motivações fracas e totalmente ofuscável pelo brilho do herói. Mas nada que estrague um bom filme de super heróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TE5S0dtWNCI/AAAAAAAAANQ/tJ35LL_7wgY/s1600/the+unborn.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TE5S0dtWNCI/AAAAAAAAANQ/tJ35LL_7wgY/s200/the+unborn.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498423256347456546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Alma Perdida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Unborn, 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Fraco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia do filme me parecia bem &lt;span style="font-style:italic;"&gt;creepy&lt;/span&gt;, o que em termos de terror é sempre bem-vindo: um suposto irmão gêmeo da protagonista que morreu no ventre e agora tenta nascer através dela. Só que logo o filme se desvia dessa idéia e as explicações para o tal “não-nascido” vão por uma via bem clichê. Nada contra uma idéia manjada se ela for bem conduzida, mas nesse filme aqui eu só senti mais do mesmo. Rolam uns efeitos bem assustadores, aquele lance de torcer as cabeças me dá nos nervos (tanto é que preferi botar o pôster da guria de calcinha pra não botar o do bicho de cabeça torta), mas em si não é um filme muito assustador. É um terrorzinho médio, desses que tem aos montes por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TE5TfFwKRRI/AAAAAAAAANY/iLRBcm0uusY/s1600/the+hurt+locker.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 134px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TE5TfFwKRRI/AAAAAAAAANY/iLRBcm0uusY/s200/the+hurt+locker.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498423988651181330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Guerra ao Terror&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Hurt Locker, 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Curti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de ver que o filme passou batido nos cinemas nacionais até virar o fodão do Oscar. Eu mesma dificilmente teria visto se não fosse ele ter abocanhado os principais prêmios da noite. Só posso dizer que é um filme muito bom, mas que seguramente não faz o meu estilo. Não por ser filme de guerra, porque adoro filmes sobre Segunda Guerra Mundial, mas por ter a sensação de que é uma guerra inventada pelos americanos porque eles não tinham o que fazer (é, eu sei que isso é ser simplista demais, mas convenhamos...). E o protagonista é um mala sem alça, no começo do filme eu chegava a torcer contra ele! Com esses dois fatores em jogo, fica difícil ter empatia com os personagens, por mais que o filme retrate bem o sofrimento deles. Então é aquilo: negar a qualidade do filme é ser injusta, ele é de fato muito bom, mas não me cativou muito. Eu teria dado o Oscar pra &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bastardos Inglórios&lt;/span&gt;, mas valeu por ver as caretas do James Cameron na cerimônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TE5UbElIAwI/AAAAAAAAANg/xTPChbtSXrg/s1600/inglorious+basterds.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 136px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TE5UbElIAwI/AAAAAAAAANg/xTPChbtSXrg/s200/inglorious+basterds.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498425019128611586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Bastardos Inglórios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Inglourious Basterds, 2009 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Adorei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falar em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bastardos Inglórios&lt;/span&gt;, eu tava louca pra ver esse filme. Sou fã do Tarantino e deixei esse escapar do cinema por bobagem. Tenho a sensação de que é o que mais se desvia do estilo habitual do cara, mas isso pra mim é como que elevar o trabalho dele a outro patamar, porque é o filme mais foda dele até o momento! Vemos aos montes filmes que não são historicamente acurados, mas poucos se propõem tão abertamente a subverter a história e o fazem de uma forma tão divertida quanto esse aqui. Fica impossível não torcer pelos Bastardos e até mesmo pelo Hans Landa, que rouba todas as atenções cada vez que aparece em cena. É aquela fórmula tarantinesca básica: visual fodão, diálogos estilosos e atuações ótimas. E, pra completar, nazistas derrotados à base do taco de baseball. Delícia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFChtVieKVI/AAAAAAAAANw/oI0qr7B9eqE/s1600/coraline.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFChtVieKVI/AAAAAAAAANw/oI0qr7B9eqE/s200/coraline.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499072945267288402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Coraline e o Mundo Secreto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Coraline, 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Adorei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis outra película que eu gostaria de ter pego nos cinemas, mas a indisponibilidade de cópias legendadas me fez mudar de idéia. Adaptação de um livro bem bacana do MESTRE Neil Gaiman, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Coraline&lt;/span&gt; poderia ser mais um daqueles filmes em que eu, cri-cri que sou quando adaptam algo que gosto pras telas, criticaria aos montes. Mas não, ele veio dos céus para provar que Deus tem fé em Hollywood e ainda é possível adaptar um livro sem destroçá-lo. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Coraline&lt;/span&gt; não é totalmente fiel ao livro que o inspirou, mas todas as modificações são extremamente coerentes com a história e parecem ter sido pensadas com carinho. O resultado é uma animação ótima, que respeita a essência da história original, mas que também cria algo novo e mais adequado a essa outra mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFCjFDBOpxI/AAAAAAAAAN4/R9b8HmykRC4/s1600/drag+me+to+hell.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFCjFDBOpxI/AAAAAAAAAN4/R9b8HmykRC4/s200/drag+me+to+hell.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499074452124509970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Arrasta-me para o Inferno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Drag me to Hell, 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Trizão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei bastante desse filme, mas se me perguntarem, não sei dizer por que. É um filme de terror que de alguma forma se destaca das mornices que tem sido feitas ultimamente. Tem algumas cenas meio assustadoras, mas no geral não causa muito medo, beirando o trash em muitos momentos. O mérito talvez esteja na história, muito bem construída e conduzida, e na empatia que é possível sentir pela protagonista. Enfim, um terrorzinho bem bacana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFCj7hvqHzI/AAAAAAAAAOA/gcdTH-pcMFQ/s1600/se+eu+fosse+voce+2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 136px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFCj7hvqHzI/AAAAAAAAAOA/gcdTH-pcMFQ/s200/se+eu+fosse+voce+2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499075388085247794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Se Eu Fosse Você 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Se Eu Fosse Você 2, 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Fraco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que quando vi &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Se eu fosse você&lt;/span&gt;, o primeiro filme, não estava esperando grandes coisas, mas esbarrei numa comédia romântica bem bacaninha, que rendeu algumas boas risadas. Só que esse segundo aqui inevitavelmente não mantém o fôlego – e digo “inevitavelmente” porque pra mim era claro que não havia espaço para uma continuação sem total desgaste da fórmula. E, de fato, o filme parece que fica tentando repetir as situações engraçadas do primeiro, só que elas agora soam repetitivas e forçadas. Os elementos que o diferenciariam do anterior não sustentam a história nem a renovam, fazendo com que esse filme pareça uma versão piorada do anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFClcD2qWwI/AAAAAAAAAOI/nYCuMl1oCmg/s1600/rec.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 144px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFClcD2qWwI/AAAAAAAAAOI/nYCuMl1oCmg/s200/rec.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499077046508870402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;[Rec]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;[Rec], 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Trizão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só notei a presença desse filme depois de ouvir muita gente falando bem. E só posso fazer coro: é um dos melhores filmes de terror dos últimos tempos! O filme consegue ser tenso e assustador de verdade (e não só aqueles sustos que eu sempre tomo porque me assusto fácil). Ele reúne elementos já conhecidos do gênero, mas consegue dispor deles de uma forma muito bem-feita. O espaço (ou a falta dele) é utilizado de forma bem claustrofóbica, a falta de explicações só aumenta a tensão, tu consegues simpatizar com os protagonistas... Até aquele recurso manjadíssimo de fazer com que o filme seja todo filmado por um dos personagens aqui está excelente, é um baita diferencial. Ainda não conferi com meus próprios olhos, mas ouvi dizer que a adaptação hollywoodiana, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quarentena&lt;/span&gt;, é uma bomba. Na dúvida, fiquem com esse aqui, que tá bom demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFCrpQeXDRI/AAAAAAAAAOQ/YpuSFp5quXQ/s1600/he%27s+just+not+that+into+you.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 142px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFCrpQeXDRI/AAAAAAAAAOQ/YpuSFp5quXQ/s200/he%27s+just+not+that+into+you.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499083870304668946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ele não está tão afim de você&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;He’s just not that into you, 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Bacaninha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentei meio de canto sobre esse filme &lt;a href="http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/04/ele-simplesmente-nao-se-aplica-voce.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Agora parece meio moda, especialmente em comédias românticas, um filme que não se foque apenas em um protagonista, mas em vários, distribuídos em tramas paralelas que mais ou menos se cruzam. É o caso desse filme, mas nesse caso acho que serviu muito bem, porque permitiu ao filme explorar as diferentes situações aonde "ele não está tão afim de você". O legal do filme é essa alternância, mas as histórias em si não trazem nada de muito inovador e não me consola saber que a Scarlett Johansson pode querer roubar meu namorado. Mas gosto dos desfechos variados que o filme dá pra cada história, aonde às vezes a pessoa se fode, às vezes não, às vezes o final é bonitinho e o cara está afim de ti, às vezes não. Rolam também algumas mensagens bacanas, como a de que existem mais coisas na vida do que ter um cara afim de você. O filme não tem nada de mais, mas pra quem curte o gênero eu recomendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFCs6b5a8NI/AAAAAAAAAOY/M-Vdnraj-Mc/s1600/kiss+kiss+bang+bang.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFCs6b5a8NI/AAAAAAAAAOY/M-Vdnraj-Mc/s200/kiss+kiss+bang+bang.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499085264940363986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Beijos e Tiros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Kiss Kiss Bang Bang, 2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Adorei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nem conhecia esse filme, só vi sob insistência do Thiago. É um filme bem despretensioso, mas que na sua despretensão rende algo bem gostoso de assistir. É uma comédia bacana que mistura elementos de histórias de detetives, mas brincando com o amadorismo do seu protagonista. Em falar em protagonista, o Downey Jr. está ótimo aqui, eis um filme de detetives que ele deveria realmente fazer COF Sherlock Holmes COF. Com uma história bacana e personagens idem, o filme consegue ser fofo, bizarro ou engraçado conforme o momento, resultando numa das comédias mais divertidas que vi nos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFCthLmqiWI/AAAAAAAAAOg/U-gm2wnI4Pg/s1600/back+to+the+future.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 129px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFCthLmqiWI/AAAAAAAAAOg/U-gm2wnI4Pg/s200/back+to+the+future.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499085930581625186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;De volta para o futuro I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Back to the future, 1985&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Adorei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que vocês me acusem por heresia, visto que estou considerando esse filme como inédito, deixem-me explicar: sim, eu já tinha visto ele antes, só que não lembrava nada além de umas cenas esparsas que nem sabia de que ponto da trilogia eram. Tentando remediar isso, resolvi assistir a trilogia toda. Os três filmes são muito supimpas e se complementam, mas vou avaliá-los um por um. Esse primeiro pra mim é o mais divertido, a história é genial e os personagens são ótimos, o McFly e o Dr. Brown pra mim são uma das melhores duplas de filmes ever. Dá pra entender perfeitamente porque virou um clássico de infância. E o melhor de tudo é que continua sendo ótimo mesmo depois que a gente cresceu! Ah, e a trilha sonora é foda, John Willians é dez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFHndA_uhGI/AAAAAAAAAOo/VyQ9MDhBX-8/s1600/back+to+the+future+2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 134px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFHndA_uhGI/AAAAAAAAAOo/VyQ9MDhBX-8/s200/back+to+the+future+2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499431105665598562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;De volta para o futuro II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Back to the future II, 1989&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Adorei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem muito o que dizer, tá no mesmo nível do primeiro e repete os elementos de sucesso, mas sem deixar a história repetitiva. A trama é muito mais embolada, cheia de reviravoltas, mas conseguem conduzir isso de uma forma divertida e não confusa. Aqui a série começa a jogar mais com a questão de linhas de tempo alternativas e tem uns lapsos aí no meio, mas nada que estrague. Ele é visivelmente feito pra ter uma continuação, o que eu acho meio chato, mas o filme funciona sem a terceira parte e é divertido mesmo assim. Classicão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFHo_zbjrsI/AAAAAAAAAO4/_BFBNr2unmY/s1600/The+Shawshank+Redemption.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 138px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFHo_zbjrsI/AAAAAAAAAO4/_BFBNr2unmY/s200/The+Shawshank+Redemption.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499432802831281858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Um Sonho de Liberdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Shawshank Redemption, 1994&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Adorei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse filme foi uma boa surpresa porque mesmo com muita gente elogiando, eu não tinha muito interesse em vê-lo. Mas vi e acabei gostando muito, porque apesar de ser uma narrativa longa e lenta, não é um filme cansativo. É uma história bacana de acompanhar, que pra mim fala muito sobre o espírito humano, sobre a força interior que a gente mantém com a gente mesmo nas piores situações e que no fim das contas é o que nos sobra durante as adversidades. Bem bonito, gostei muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFHoGZ_x-tI/AAAAAAAAAOw/SfNMAef8Z1w/s1600/back+to+the+future+3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 138px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFHoGZ_x-tI/AAAAAAAAAOw/SfNMAef8Z1w/s200/back+to+the+future+3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499431816751348434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;De volta para o futuro III&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Back to the future III, 1990&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Trizão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vocês podem notar pela cotação, achei essa terceira parte mais fraca que as anteriores. Se eu fosse avaliar a trilogia, ela seria puxada para cima pelos dois episódios iniciais e tudo ganharia um "adorei!", mas avaliando separadamente não tem como não destacar que esse terceiro filme é um pouco mais fraco. Ainda assim é muito bom, e não acho que a fórmula de viagens no tempo tenha se desgastado, mas alguma coisa na condução da história e personagens me faz gostar menos desse do que do resto. Mas ao menos fecha direitinho uma das melhores trilogias de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFHqmnal5mI/AAAAAAAAAPA/jAcEUJvYkLY/s1600/zack+and+miri+make+a+porno.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFHqmnal5mI/AAAAAAAAAPA/jAcEUJvYkLY/s200/zack+and+miri+make+a+porno.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499434569132533346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pagando bem, que mal tem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Zack and Miri make a porno, 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Fraco / Fuuuuuuuuuuu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poh, não acreditei quando vi esse aqui. Eu até queria tê-lo visto no cinema, porque me parecia divertido. Um filme do Kevin Smith estrelado pelo Seth Rogen tirando sarro de filmes pornôs? Tem como isso ser ruim? É, tem. Quer dizer, não é que seja ruim, mas é que eles optam por enfocar em coisas enfadonhas e não engraçadas. O começo do filme dá muito destaque para a vida medíocre dos protagonistas antes de entrar a pornografia na história, o que até poderia ser uma introdução interessante se de fato ele ficasse engraçado depois. Só que quando ele começa a ficar divertido a coisa descamba de vez, porque passam a focar mais no romance do que na comédia. Só que é um romance muito boring, um saco. O filme parece que não se define pra que gênero vai, e nessas acaba não se dando bem em nenhum. Até dá pra dar umas risadas, mas pelo desperdício de potencial ele ganha um "Fuuuuuuuuuuu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFHw20cFqJI/AAAAAAAAAPI/JnMyU2dIhKQ/s1600/eternal+sunshine+of+the+spotless+mind.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 132px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFHw20cFqJI/AAAAAAAAAPI/JnMyU2dIhKQ/s200/eternal+sunshine+of+the+spotless+mind.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499441444576143506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 2004&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Adorei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse aqui acho que foi a maior surpresa da lista, porque sempre foi um filme que eu deixei de lado achando que seria meia-boca. Minhas desculpas para não ver acabaram quando peguei emprestado o DVD da Leli e assisti sem grandes expectativas. Acabou virando um dos meus filmes preferidos ever! A montagem é ótima, porque a medida que as lembranças vão sendo apagadas, tu vais te familiarizando com os personagens, o romance vai se tornando mais bonito, e conforme ele cresce, cresce também o arrependimento do protagonista. No fim das contas, me peguei torcendo muito por um relacionamento que, mesmo sabendo que teria fim, valeria muito a pena. Como muita coisa na vida, afinal. Fodão demais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFHxbkivo3I/AAAAAAAAAPQ/ZsS2Q1z0150/s1600/dawn+of+the+dead+remake.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 138px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFHxbkivo3I/AAAAAAAAAPQ/ZsS2Q1z0150/s200/dawn+of+the+dead+remake.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499442075964253042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Madrugada dos Mortos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dawn of the dead, 2004&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Curti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso você não tenha notado o ano ali em cima, deixemos claro: aqui falo do remake, não do original do Romero, que eu não vi. Não sei dizer se ele é melhor ou pior do que o original, mas é um filme tri. É um terror que não te assusta muito, a tensão fica por conta de saber que as pessoas estão cercadas por zumbis e a chance de saírem vivas é irrisória. A sensação que me dá é que o filme tem uma história absolutamente genérica, o básico de histórias de zumbis, e o que o salva de cair no esquecimento é a execução bem feita dessa história, que cria algumas cenas bacanas e conduz o filme de forma divertida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFHyAXW3gwI/AAAAAAAAAPY/YdtvMiNWuNk/s1600/Terminator+2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 134px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFHyAXW3gwI/AAAAAAAAAPY/YdtvMiNWuNk/s200/Terminator+2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499442708079936258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Terminator 2: The Judgment Day, 1991&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Trizão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo me diz que dá pra identificar alguns filmes da lista que eu vi por influência do meu namorado. Bem, esse é um deles, até porque eu não tinha visto o primeiro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Terminator&lt;/span&gt; ainda. O que me surpreende é que, apesar de eu ter precisado perguntar sobre alguns elementos do filme anterior, deu perfeitamente pra ver e curtir sem a primeira parte. Não tenho nenhum carinho em particular pela série, mas dá pra entender porque é um clássico dos filmes de ação. Eu já conhecia quase todas as frases clássicas sem nunca ter visto! A história é tri, as cenas de ação são boas e o final mata a pau. E o Schwarzenegger praticamente nasceu pro papel - o que pode não parecer muito consolo quando a gente considera quanto filme bomba ele já fez, mas aqui aquele jeitão "put that cookie DOWN" dele cai como uma luva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFH4we2cQcI/AAAAAAAAAPg/IwcnRD8AVUg/s1600/escape+from+new+york.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 131px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFH4we2cQcI/AAAAAAAAAPg/IwcnRD8AVUg/s200/escape+from+new+york.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499450131794903490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fuga de Nova York&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Escape from New York, 1981&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Trizão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é lá meu estilo de filme, talvez, mas achei ele surpreendentemente bom. A história é interessante e o Snake é um personagem daqueles que entram pra galeria de personagens memoráveis, mas ainda o crédito maior vai pra fotografia. O aspecto visual do filme é ótimo, a Nova York aqui não é apenas cenário, mas quase personagem. Eu sei que a proposta é de fato criar um ambiente podrão, que reflita a escória que vive nele, mas o mérito é que o ambiente praticamente fala por si só, o cara não precisa te explicar nada e tu já sabe o bueiro que é aquilo ali. Enfim, bem tri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFH5TlxtBkI/AAAAAAAAAPo/YF8CnQJJxus/s1600/burn+after+reading.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 136px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFH5TlxtBkI/AAAAAAAAAPo/YF8CnQJJxus/s200/burn+after+reading.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499450734949500482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Queime depois de ler&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Burn after reading, 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Adorei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi a primeira vez que vi algo dos irmãos Coen, diretores bem badalados nos últimos anos. Bom, geralmente acho que os filmes tem que ter algum “propósito”. Contar alguma história, passar alguma mensagem, acrescentar alguma coisa na vida de quem assiste, enfim, algo que te dê a sensação de que aquilo tá indo pra algum lugar. Bom, esse aqui é um filme que eu poderia classificar como SEM propósito, ele não muda a vida de ninguém e todas as voltas que dá acabam por não te levar a lugar nenhum. Só que o filme faz isso de uma forma incrível, inteligente e engraçada. O que aprendemos com tudo isso? Nada. Só o fato de que até um filme sem propósito, se conduzido com maestria, gera um resultado excelente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFH562YkIQI/AAAAAAAAAPw/cCvBIAxXc_Y/s1600/lost+in+translation+(3).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 144px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TFH562YkIQI/AAAAAAAAAPw/cCvBIAxXc_Y/s200/lost+in+translation+(3).jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499451409422360834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Encontros e Desencontros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lost in Translation, 2003&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Adorei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é mais um daqueles filmes que eu estava querendo assistir fazia tempo e nunca assistia. É um daqueles filmes aonde o foco pra mim tá nos personagens, que são muito bem desenvolvidos, e não tive como não me identificar pelo menos um pouco com a personagem da Scarlett Johansson. É interessante o quanto esses personagens parecem por muito tempo deslocados num ambiente estranho, colorido e bizarro (sou suspeita, às vezes japoneses me parecem ser meio retardados), e só parecem encontrar algum lugar ali quando estão juntos. Sei lá, me parece um filme sobre encontrar o outro e algo de si que só pode ser encontrado nesse encontro com o outro. É bem interessante, as atuações tão muito boas, e pela primeira vez vi a Scarlett Johansson não fazendo papel de gostosa - não que ela tenha deixado de ser gostosa, só que o filme não foca nisso como a maioria dos filmes com ela parece gostar de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, isso é tudo. Essa foi a última parte do meu primeiro semestre do Projeto Review 2010, espero que pra vocês tenha sido tão interessante quanto pra mim. Mais tarde volto a falar dos filmes e livros de julho em diante, e prometo que logo voltarei a diversificar os assuntos dos posts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-2270729521697596121?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/2270729521697596121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=2270729521697596121&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/2270729521697596121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/2270729521697596121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/07/projeto-review-2010-filmes-em-casa.html' title='Projeto Review 2010: Filmes em Casa'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TE5LI7tz95I/AAAAAAAAAM4/1bpseC7lN_M/s72-c/500+days+of+summer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-2973696095818268542</id><published>2010-07-13T00:01:00.021-03:00</published><updated>2010-07-13T15:00:52.909-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Review'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Listas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Projeto Review 2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Projeto Review 2010: Filmes no Cinema</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;Projeto Review 2010: Filmes no Cinema&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dando seqüência ao meu Projeto Review 2010, cuja primeira parte você pode ler &lt;a href="http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/07/projeto-review-2010-livros.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, agora é a vez de falar sobre os filmes vistos no cinema. Publico aqui um pequeno comentário sobre cada filme que vi esse ano, junto de uma cotação subjetiva. Todos os filmes foram vistos no cinema (dãã...), uma única vez e na íntegra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não darei resumos do filme nem informações que vocês possam obter no Google, mas sim uma pequena impressão que o filme me causou, o que esperava dele, o que senti quando assisti ou o que ficou depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cotações são muito subjetivas, não tentem convertê-las para notas porque não dará certo. “Mixuruca” é a mais baixa, seguida de “fraco”, “bacaninha”, “curti!”, “trizão!” e “adorei!”, que é a mais alta. Há duas cotações especiais também: “Herético”, guardado para adaptações que estragam o que estão adaptando ou para filmes aonde o Matthew McConaughey não tire a camisa, e “Fuuuuuuuuuuu”, para filmes que me decepcionaram muito diante do que eu esperava deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ordem em que foram vistos, então:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDvX74nf15I/AAAAAAAAAKo/cea4YG6QLS8/s1600/fk.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDvX74nf15I/AAAAAAAAAKo/cea4YG6QLS8/s200/fk.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493221594318755730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Contatos Imediatos de Quarto Grau&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Mixuruca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que foi o filme mais fraco que vi no cinema esse ano, mesmo porque não parecia muito pretensioso. Não que seja horrível, é simplesmente muito sem-graça. É incrível como é fácil hoje em dia criar um filme de terror/suspense que simplesmente não te causa emoção nenhuma. O filme tem ares de documentário, o que a meu ver acaba por tirar a força da história, simplesmente porque não tenho paciência para aquele novo clichê do terror que é fingir que as coisas aconteceram “de verdade”. A idéia da história não é ruim, o que aborrece é eles embestarem o tempo todo que aquilo realmente aconteceu (a atriz principal nem é listada nos créditos porque supostamente “é ela mesma” atuando). Sendo que, se fosse real, seria um filme extremamente anti-ético, porque muitos dos vídeos “reais” pertenceriam a consultas psiquiátricas transformadas em filmes sem a autorização dos pacientes. No fim das contas, o que temos é uma história fragmentada, convenientemente sem final e sem explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDvZazjSPLI/AAAAAAAAAKw/YupGlGHU95o/s1600/sh.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDvZazjSPLI/AAAAAAAAAKw/YupGlGHU95o/s200/sh.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493223225046482098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sherlock Holmes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Bacaninha/Herético&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ter que ser honesta: o filme é legal. Nada de mais, mas consegue ser divertido, sabe? Os enigmas não são nada muito surpreendente, mas a trama é bem costurada, a reconstrução de Londres ficou fantástica, os personagens estão carismáticos... e eu tenho um fraco por histórias de detetive, o que faz com que o gênero sempre ganhe pontos comigo. O único problema da coisa toda é o seguinte: NÃO É um filme de Sherlock Holmes, porra! Se você já ouviu falar do Sherlock Holmes, sabe do que estou falando. Não me interessa que no Conto Obscuro XYZ existe uma versão do Holmes que parece um mendigo irlandês bêbado, não foi assim que personagem se consagrou. É o que estraga o filme pra mim, porque os coadjuvantes até que estão legais. E não é nem culpa da atuação do Downey Jr, é essa porra de proposta de fazer um filme mais “moderno”, com mais ação, etc. Não consigo ver o Sherlock Holmes ali, e se esse é o preço que se paga por dar uma nova roupagem ao filme, não me parece um preço justo. Preferia que fosse apenas um filme genérico de detetives, eu teria gostado mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyhMrnKz4I/AAAAAAAAAK4/Zxfrc0VSDR0/s1600/nyily.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 134px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyhMrnKz4I/AAAAAAAAAK4/Zxfrc0VSDR0/s200/nyily.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493442884722675586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nova York, eu te amo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Bacaninha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo confessor que Nova York é uma cidade que não me desperta muito interesse, então pra mim esse filme é totalmente diferente de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Paris, Je t’aime&lt;/span&gt;, primeiro filme dessa série e rodado numa das cidades que mais me encanta. No caso de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nova York...&lt;/span&gt;, meu interesse era o filme, e não a cidade. E o resultado do filme é muito legal, teve algo de cosmopolita e diversificado que é exatamente a impressão que eu tenho de Nova York. Só que, como todo o conjunto de curtas, o que acontece aqui é que alguns são muito superiores aos outros. Alguns deles eu quase nem lembro, de tanto que passam batidos. Outros simplesmente não entendi o propósito, de tão aleatórios que soaram. Mas alguns são bem divertidos, e teriam um efeito bacana por si só, independente de fazerem parte de um filme maior. Adoraria dizer quais são quais, mas a separação entre um segmento e outro é feita de forma difusa e só é possível identificá-los por diretor, o que pra mim dá na mesma porque quase nenhum diretor me é muito familiar. A grande questão pra mim é que poucos curtas me dão a sensação de algo “nova-iorquino”. Fico com a sensação de que Nova York ali é um cenário, poucos curtas me passam a sensação de “é, isso é Nova York”, a maioria me parece remeter a uma cidade qualquer. O que me lembra que situar um filme numa cidade não garante que se consiga fazer um filme que retrate essa cidade, e muito menos que demonstre o porquê de amá-la. Pra mim Nova York continua sendo uma cidade nada de mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyhsym49XI/AAAAAAAAALA/grEtT_6i9yg/s1600/uita.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyhsym49XI/AAAAAAAAALA/grEtT_6i9yg/s200/uita.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493443436356367730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Amor Sem Escalas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Trizão!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é bem interessante, meu primeiro impulso seria dizer “diferente”. Digo isso porque eu o classificaria como comédia romântica, mas se for, ele realmente foge de vários clichês do gênero. A começar que não foca exatamente no romance, mas no protagonista. O filme todo vamos nos confrontando com o vazio dele – e ele eventualmente se confronta com seu próprio vazio. Até aí é uma questão muito comum para o ser humano moderno, e portanto muito abordada em filmes, aonde ela geralmente recebe o final piegas e consolador que não é possível na vida real. O mérito desse filme pra mim é fugir disso, tentar sair dos desfechos óbvios e optar por uma coisa mais desnorteada e realista. Algo do tipo “é, essa é uma pergunta que a gente realmente não pode responder”. O resultado é bem interessante, e vale lembrar que as atuações estão ótimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyiNmucUcI/AAAAAAAAALI/WBXQN1zMmNs/s1600/wm.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 134px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyiNmucUcI/AAAAAAAAALI/WBXQN1zMmNs/s200/wm.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493444000102502850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lobisomem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Fraco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que resume tudo pra mim é o seguinte: o filme é legal, mas extremamente previsível. Ele soa bastante genérico, não tem nada nele que eu não tenha visto em outros filmes. Ok que mesmo um clichê pode ter um resultado bacana se bem executado, mas não parece o caso aqui. Ele realmente não tem nada de destaque, e pra mim um suspense aonde o filme todo é fácil de prever realmente não funciona. Acaba estragando o clima, e em vez de pensar “oh, nossa!” tu pensas “sim, era óbvio que isso ia acontecer” o tempo todo. Sabe, tive que me conter pra não dar spoilers aqui, mas assim que tu vês o personagem que é o lobisomem tu já sabes que ele é o lobisomem... É legal, mas bem fraquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyieMR1PUI/AAAAAAAAALQ/N2Rc8r5GePA/s1600/pjlt.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyieMR1PUI/AAAAAAAAALQ/N2Rc8r5GePA/s200/pjlt.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493444285060955458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Percy Jackson e o Ladrão de Raios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Bacaninha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é baseado em mais uma série da literatura infanto-juvenil que vai na carona de Harry Potter, aonde um menino comum entra em um mundo fantástico. Dessa vez é o jovem Percy Jackson, que descobre seu parentesco com deuses do Olimpo. Sou bastante indulgente com filmes de fantasia, geralmente acho todos minimamente legais. Fiquei vontade de ler o livro, porque a idéia me pareceu muito interessante e porque sou chegada em mitologia. Só que esse é o problema: a idéia me pareceu muito mais legal do que a execução. Tenho a impressão de que o livro deve ser longo e com poucas partes facilmente cortáveis, porque na hora de colocar isso na tela ficou super corrido. É muito personagem para apresentar, muita coisa pra descobrir e muito problema pra resolver em pouco tempo. E o resultado é um pouco forçado, aonde os personagens e tramas não são desenvolvidos como poderiam. É legal, sabe, mas fico pensando que uma idéia daquelas poderia ter rendido algo muito melhor. A sensação que me dá é que o filme serve de propaganda pro livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyi8Tury4I/AAAAAAAAALY/-ZBFbXdBSxA/s1600/vd.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 136px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyi8Tury4I/AAAAAAAAALY/-ZBFbXdBSxA/s200/vd.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493444802457095042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Idas e Vindas do Amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Adorei!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignorem a tradução lamentável do título: é uma comédia romântica bem bacana, na linha de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Simplesmente Amor&lt;/span&gt; (embora acho que ainda prefiro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Simplesmente Amor&lt;/span&gt;). Num dia dos namorados, acompanhamos várias histórias de amor e relacionamentos ao mesmo tempo, aonde nem todos os personagens se conhecem, mas indiretamente são todos relacionados. Aqui a coisa de “histórias curtas” tem uma colagem muito superior à de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nova York, eu te amo&lt;/span&gt;, simplesmente porque dá pra jogar com essa proximidade entre os personagens de forma que tudo soe mais fluido. Claro que não foge de alguns clichê de comédias românticas, mas o filme consegue se manter mais fofo do que piegas. E algumas histórias, por incrível que pareça, me surpreenderam bastante no seu desenlace, o que é uma surpresa agradável para um gênero conhecido pelos seus clichês eternos. É o tipo de filme bonitinho que te faz sair contente do cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyjqruGUDI/AAAAAAAAALg/fn4CwnlE0I0/s1600/lb.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyjqruGUDI/AAAAAAAAALg/fn4CwnlE0I0/s200/lb.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493445599171072050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Um Olhar do Paraíso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Fraco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei dizer qual o problema com esse filme. Certamente eu esperava mais dele, só não sei especificar o que foi que não me desceu. Tenho a sensação de que, apesar de alguns pontos bons isolados, o conjunto não fica harmonioso. O aspecto mais chamativo é a construção exuberante do “paraíso”, mas até isso se torna um ponto fraco quando tira a ênfase da história. Sabe, é bem contra-producente pra uma história com uma carga emotiva muito forte que tu fiques mais cativado pelo visual dela do que pela história em si. Parece que o filme se sabota nesse sentido o tempo todo, porque quando tu estás começando a te emocionar, alguma coisa quebra o clima emotivo de forma brusca, como aquela cena em que a família está super de luto e chega a personagem da Susan Sarandon &lt;span style="font-style:italic;"&gt;detonando roquenrou&lt;/span&gt; para animar a galera. Só que aquilo em vez de te colocar pra cima te deixa confuso, porque não faz sentido com o que está acontecendo. Ah, e outra coisa que tirou muitos pontos: achei o final beeem podre. Tipo, não assisti a destruição de uma família ao passar por um crime hediondo pra ter um final insatisfatório como aquele. Parece injusto com o espectador – e com os personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDykwTURkGI/AAAAAAAAALo/0FVu_TKqDO4/s1600/si.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 132px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDykwTURkGI/AAAAAAAAALo/0FVu_TKqDO4/s200/si.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493446795211149410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ilha do Medo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Adorei!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu melhor comentário é de que o filme é bem foda. É tudo muito classudo, elegante, o Scorcese se puxou pra criar um visual fodão. O climão que ele cria é impecável também, a fotografia, os enquadramentos, a trilha, toda a seqüência na Ala C... É tudo muito tenso, mas visualmente espetacular. O cara te prende muito à história, que, por sinal, é diferente do que eu esperava e depois de um tempo se torna até previsível, mas isso não deixa o filme menos interessante. E, pra fugir do final previsível, aquela frasezinha com que o DiCaprio encerra o filme é foda demais, levou a coisa pra outro nível e fechou com chave de ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDylFlFvvZI/AAAAAAAAALw/642XhAxhaNs/s1600/boe.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 136px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDylFlFvvZI/AAAAAAAAALw/642XhAxhaNs/s200/boe.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493447160759303570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Livro de Eli&lt;br /&gt;Cotação: Curti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chega a ser nada de inédito, mas consegue reunir elementos já conhecidos de uma forma bacana. Gostei do conceito de um cara com ares de profeta religioso em um futuro pós-apocalíptico que resolve as coisas na base da porrada. É uma idéia tri e o filme sabe tirar proveito disso. É um filme com bastante ação, mas uma ação que parece adequada, razoavelmente verossímil, e ainda assim o filme tem história pra além das cenas de porrada. E, como se faz necessário em qualquer filme pós-apocalíptico, o aspecto visual tá muito bem cuidado. Enfim, não é um filme muito pretensioso, julgo eu, mas é bem divertidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDynRvHYy9I/AAAAAAAAAL4/3oOKdV22OC4/s1600/bs.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDynRvHYy9I/AAAAAAAAAL4/3oOKdV22OC4/s200/bs.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493449568632228818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Um Sonho Possível&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Curti!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha me interessado pela história, mas achei que o filme fosse ser meio xarope e piegas, particularmente pela tradução horrível que o título ganhou (a saber, o original é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Blind Side&lt;/span&gt;, que faz muito mais sentido com a história). Achei a história bem bonita, e saber que foi baseada em fatos reais só a torna mais tocante. Fiquei realmente pensativa sobre todo aquele lance do potencial que as pessoas têm e do quanto podem fazer se a gente aposta e investe nelas. As atuações estão bem convincentes, embora eu não ache que a da Sandra Bullock se destaque ao ponto de papar um Oscar. Mas me surpreendi, o filme é bem legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyncPnmC1I/AAAAAAAAAMA/J7PLphh05AA/s1600/cx.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyncPnmC1I/AAAAAAAAAMA/J7PLphh05AA/s200/cx.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493449749155941202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Chico Xavier&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Bacaninha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui assistir mais pela figura do Chico Xavier do que pra conferir o filme em si, então esse é o que acho mais complicado de avaliar. Julgar a história seria quase julgar a vida do cara, então só posso dizer o que achei da forma como focaram a história. Achei que falaram demais da infância – que, ok, é importante também – e focaram pouco na vida adulta, sobra a qual eu tinha mais curiosidade. De qualquer forma, serve bem a função quase de documentário, é impossível contar uma vida inteira, mas alguma coisa está lá, e está contada de forma interessante. O mérito do filme pra mim é justamente esse, mostrar um pouco de quem foi esse personagem. É tri, mas acho que vale mais pela curiosidade acerca do personagem do que pelo filme em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDynpjqGuEI/AAAAAAAAAMI/cIUVRx4U8Jw/s1600/dn.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDynpjqGuEI/AAAAAAAAAMI/cIUVRx4U8Jw/s200/dn.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493449977873479746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Uma Noite Fora de Série&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Mixuruca / Fuuuuuuuuuuu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi o pior que eu vi no cinema, mas seguramente é a decepção do ano. Digo “decepção” porque tínhamos Steve Carell e Tina Fey no elenco, e sou fã dos dois, que pra mim estão entre os melhores atores de comédia da atualidade. Só que o filme falha miseravelmente porque desperdiça esse potencial. Tem várias piadas boas e alguns momentos memoráveis, mas parece que esses momentos não se fixam muito na minha cabeça porque o conjunto é muito sem-graça. Durante grande parte do filme é um humor extremamente besta, tipo o momento em que os dois dão com a cara numa porta de vidro do nada. Porque essa cena estava lá? Alguém realmente faz isso? Eles estavam bêbados ou qualquer coisa que justificasse a batida? Ou era pra ser engraçado? Sabe, em vez de rir tu ficas achando forçado e idiota. E não me parece culpa dos atores, que considero excelentes, mas do tipo de humor, cada vez mais freqüente no cinema, que parece subestimar a inteligência de quem assiste. Algumas cenas, como a da perseguição de carros, são simplesmente muito over. Quase senti vergonha pelos produtores do filme! O resultado é um filme bem insosso, que tem momentos engraçados, mas que no geral só te deixa pensando no quanto a idéia e o elenco podiam ter sido muito melhor aproveitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyn0_LaCdI/AAAAAAAAAMQ/qNtC3WDfNbg/s1600/im2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyn0_LaCdI/AAAAAAAAAMQ/qNtC3WDfNbg/s200/im2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493450174239476178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Homem de Ferro 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Trizão!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei o filme bem mais divertido do que o primeiro, do qual eu já tinha gostado. A história me parece fluir melhor, uma vez que já conhecemos o personagem e suas origens. Em vez da chata questão do “preciso esconder minha identidade secreta”, o filme brinca com isso e joga com o oposto, um herói super exposto na mídia. O herói, por sinal, é o ponto alto do filme: o Downey Jr. me parece totalmente à vontade no papel, resultando num personagem divertido e muito carismático. Em alguns momentos eles exageram, como na cena do Homem de Ferro bêbado, mas felizmente esses momentos são monoria e se pode esquecê-los. Como pontos contra, achei a personagem da Viúva Negra (é, a Scarlett Johansson) meio mal-aproveitada, embora seja dona de uma das melhores seqüências de ação do filme. E não entendi o porquê do Nick Fury ser negro visto que, bem, ele é branco. E também achei que o filme passou um tempo abrindo questões que resolveu meio na pressa, tipo a doença do Homem de Ferro. Mas nada que estrague o resultado. Enfim, bem divertidão, um dos melhores filmes de supers que tem por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyn_PuHCHI/AAAAAAAAAMY/Fekz4Cfx3oI/s1600/tr.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 132px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyn_PuHCHI/AAAAAAAAAMY/Fekz4Cfx3oI/s200/tr.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493450350478690418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Estrada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Adorei!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui meio sem saber o que esperar e achei o filme bem interessante. Assim como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Livro de Eli&lt;/span&gt;, é um filme que se passa num futuro pós-apocalíptico e as características desse ambiente são meio parecidas, mas o enfoque é totalmente diferente. Dessa vez acompanhamos um pai e seu filho pequeno tentando sobreviver nesse meio, e ambos não têm nenhuma super habilidade nem saem na porrada, são só duas pessoas muito ferradas lutando pra sobreviver. Ao mesmo tempo em que fico pensando “putz, olha a carga que é ter um filho pequeno num mundo com tão poucas condições de sobrevivência, seria mais fácil se ele não estivesse ali”, também o filme deixa muito claro que é só a presença desse filho que dá forças pra que esse pai sobreviva. A história é bem bonita, bastante humana. O filme joga um pouco com o quanto viver numa situação dessas acaba te inclinando a cometer ações ruins, e o quão curta é a distância entre os protagonistas e os “inimigos” que eles encontram ao longo do caminho. E, ao mesmo tempo, vemos esse pai tentando passar algum valor pra essa criança, tentando protegê-la e educá-la num meio completamente árido. Enfim, a história é muito boa e o filme consegue ser bem tocante, gostei bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyoWhWbCaI/AAAAAAAAAMg/ZrCyenNDEIs/s1600/ww.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 138px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyoWhWbCaI/AAAAAAAAAMg/ZrCyenNDEIs/s200/ww.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493450750348167586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tudo Pode Dar Certo&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Adorei!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço pouca coisa do Woody Allen além desses filmes recentes dele, contra os quais alguns fãs parecem ter um certo ranço. Eu realmente não entendo isso, porque por mais que o cara tenha se afastado um pouco do tipo de filme que o consagrou, mantém a qualidade e o estilo, então pra mim tá valendo. Em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Whatever Works&lt;/span&gt; (me recuso a falar esse título traduzido) ele meio que volta às origens, tanto por rodar em Nova York quanto pelo tipo de história e personagens, mais próximos dos clássicos dele. Curti muito esse filme, é divertido, inteligente e muito interessante pelo tipo de reflexão que provoca. Gosto do pessimismo otimista que permeia a lição do “qualquer coisa que dê certo” (que, por sinal, é uma tradução bem mais adequada para o título). O protagonista está ótimo, porque ele consegue ser muito chato e mesmo assim bastante carismático, e a forma como ele brinca com o espectador é divertida e cai como uma luva com o estilo do filme. Os coadjuvantes roubam a cena cada um à sua maneira, me parece que todo mundo está bem no filme e cada um tem seus momentos. A forma como o Allen brinca com a questão do destino é muito bacana também. É, ainda me falta um longo caminho na filmografia do cara, mas até agora o Woody não me decepcionou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyohulPZmI/AAAAAAAAAMo/b7f0yf5zFQA/s1600/sntc2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 136px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyohulPZmI/AAAAAAAAAMo/b7f0yf5zFQA/s200/sntc2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493450942878541410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sex and the City 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Mixuruca / Fuuuuuuuuuuu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aqui uma bela decepção. Sou bem fã do seriado e já tinha medo que essa idéia de transpor a coisa pras telas falhasse no primeiro filme. Não falhou, o primeiro se saiu bem, e em vez de tomar isso como um aviso os produtores não ficaram satisfeitos até cagarem tudo. Esse filme é extremamente medíocre, bem abaixo do nível do seriado. O senso de humor está mais fraco, mais forçado e menos inteligente, restando poucas piadas boas e situações realmente divertidas. O filme foca muito na futilidade, no glamour, nas roupas... O seriado apresentava esses elementos também, mas como coadjuvantes, não da forma horrivelmente destacada que aparece aqui. Até a mensagem sobre a opressão feminina, bacana na intenção, se perde na execução. O filme retrata as mulheres de uma forma tão superficial e fútil que é quase misógino! Boa parte do filme é ocupado com o conflito da Carrie, que além de estar chatinha tem o drama mais bobo (ou mais mal-elaborado). Aliás, notei o quanto o filme foca na Carrie pela dificuldade de achar um pôster com as quatro personagens e não só dela! O que é uma pena, porque qualquer uma das outras tinha um conflito mais interessante. Se bem que até nisso o filme falha, porque explora os dramas de cada uma de forma muito chata! Batiam muito nas mesmas teclas, não agüentava mais a Samantha falando dos hormônios dela, por exemplo (o que de outra forma seria um tema legal, porque mulheres na faixa dos 50 sofrem muito com isso). Outra coisa: o personagem do Aidan, muito querido pelos fãs, não foi aproveitado e nem ao menos teve um fim decente (ele simplesmente some do filme quando isso é conveniente). Em vez de o filme amarrar as pontas soltas da série (assim, tipo a Carrie largar o Big e ficar com o Aidan), ele só estraga o que já foi feito até então. Ao final do primeiro filme, todas as personagens tinham passado por mudanças importantes nas suas vidas: casamento, separação, traição, gravidez... Ao final do segundo filme, sinto que está tudo mais ou menos na mesma. Sinal de que foi apenas um filme inútil, pra estragar com uma série bacana e sugar a grana da galera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyotH-gnnI/AAAAAAAAAMw/Koe9u7cKxDM/s1600/tgw.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDyotH-gnnI/AAAAAAAAAMw/Koe9u7cKxDM/s200/tgw.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493451138673974898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Escritor Fantasma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Trizão!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia do filme me deixou bem curiosa pra assistir, fui esperando um suspensezão, clima tenso e talicoisa. Mas não rola muito clima de suspense quando o protagonista partilha com quem quiser ouvir cada uma de suas descobertas. Pra mim esse elemento de suspense existe, sim, mas é secundário, o filme foca muito mais na questão do poder. A política, as relações de poder, estar na mira dos holofotes, daquilo que se mostra ou esconde na hora de compor um personagem diante do público... Essa parte ele foca bem, e gosto da idéia do escritor sem nome (e acho bem interessante terem mantido o personagem sem nome) meio deslocado no meio disso tudo, meio tentando investigar, sem saber muito no que acreditar... Enfim, é diferente do que eu esperava, mas muito bom. Como plus, a fotografia é bem bonita e as atuações estão ótimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, esses foram os filmes que vi no cinema. Deixei passar algumas coisas que queria ter visto mas o tempo ou a grana não permitiram, mas se eu assisti-las futuramente vocês saberão nas próximas reviews. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não percam, em algum post futuro, a terceira e última parte do meu Projeto Review 2010!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-2973696095818268542?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/2973696095818268542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=2973696095818268542&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/2973696095818268542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/2973696095818268542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/07/projeto-review-2010-filmes-no-cinema.html' title='Projeto Review 2010: Filmes no Cinema'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/TDvX74nf15I/AAAAAAAAAKo/cea4YG6QLS8/s72-c/fk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-762574072304063604</id><published>2010-07-07T22:54:00.003-03:00</published><updated>2010-07-08T12:56:45.404-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Transporte e similares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que eu não entendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Posts irritados'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que me aborrecem'/><title type='text'>Respeito</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;Respeito&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já faz algum tempo que pensei em abordar esse tema num post, mas acabei deixando passar e a idéia esfriou. Guardei-a num cantinho da minha cabeça, crente que a situação se repetiria e serviria de gatilho para escrever. Bom, hoje se repetiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu recém havia me acomodado no ônibus quando entra uma turma de colorados devidamente trajados e se senta no fundo, logo atrás de mim. Tenho o azar de utilizar uma linha de ônibus que passa por diversos pontos populares da cidade, entre eles o chiqueiro da Beira-Rio. Agora, não me levem a mal no que vou dizer, eu realmente gosto de futebol, mas puta merda, torcedores de futebol por algum motivo conseguem reunir a nata da chinelagem. Nem me refiro só aos colorados, aposto que os gremistas devem fazer feio também, mas eles não pegam ônibus comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses aqui logo começaram a rir, gritar e gargalhar em volumes inadequados. Até aí tudo bem, já andei de ônibus de galera e a gente se empolga quando tá com os amigos. Agora, quando qualquer barulho além das vozes e gritos deles se torna inaudível, a coisa começa a ficar complicada. Tenho fones de ouvido que estourariam meus tímpanos se eu permitisse e nem eles me dariam o isolamento acústico desejado naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se assim já não estivesse ruim, em breve os caras começaram a se sentir os donos do ônibus. Provavelmente fruto das garrafas de Carcaça da Uva, o vinho barato que eles tomavam, começaram a cantar em um volume especialmente alto e colocar a música do celular também alto pra todo mundo ouvir, como se a gente estivesse minimamente interessado no novo hit do MC Lixo. Pior foi quando começaram a gritar comentários vulgares para as pessoas da rua ou que saiam do ônibus. Senti uma pena especialmente grande quando havia na rua um garotinho de uns 8 anos usando uma camiseta do Grêmio e os arruaceiros começaram a chamá-lo de bicha, gritar "senta no meu pau" e daí pra baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é deu pra sentir que ninguém agüentava, mas ninguém queria fazer nada a respeito e se sujeitar a ser agredido verbal e provavelmente fisicamente também. Eu em particular fiquei fantasiando sobre técnicas de tortura que eu utilizaria no grupo, e me senti particularmente satisfeita com a idéia de cortar os testículos de todos eles e fazer eles comerem o testículo do cara ao lado. E comerem o próprio pau. Não me decidi se era mais nojento comer os próprios órgãos genitais ou os dos outros, então optei por mesclar ambos os conceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, devaneios à parte, o que mais me aborrece é que essa situação não é nada rara em ônibus. As piores que me aconteceram foram com grandes grupos de torcedores de futebol, mas às vezes basta um cara meio surtado pra encher o saco da galera inteira. Não sei o porquê de isso geralmente chamar a minha atenção em ônibus, mas talvez lá seja mais forte pelo simples fato de serem pessoas bem diferentes entre si, que não se conhecem, e que por um breve período de tempo precisam conviver numa caixa pequena que anda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, pra mim essa é a palavra-chave: conviver. Porque esse tipo de situação bizarra só acontece quando temos que conviver com alguém, quando somos confrontados com a presença do outro e com as nossas eventuais diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me choca um pouco uma pessoa que entra num ônibus e se dá ao direito de fazer algo que tão obviamente vai perturbar a paz local. Um cara que escuta música alta sem fones de ouvido numa caixa cheia de gente claramente não está nem aí se as outras pessoas partilham do gosto musical dele. E, por algum motivo, me parece ser sempre aquele tipo de gente pra qual tu não podes chegar e dizer numa boa que o volume tá sendo inconveniente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, quando paro pra pensar, nem precisa ser em ônibus. Moro perto de um hospital e o tempo todo vem gente estacionar na frente da nossa garagem. É uma chatice quando precisamos sair de carro, especialmente porque as pessoas costumam deixar o carro ali por horas. Alguns gentilmente tocam a campainha e perguntam se podem, mas outros simplesmente largam o carro ali. Porra, não estacionar na frente de uma garagem é uma das regras mais básicas, até eu que sou toscona e não dirijo sei disso. Duvido que as pessoas que estacionem ali façam isso na ingenuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até porque os erros cometidos sem querer, na ingenuidade ou no desconhecimento são até perdoáveis. O grande problema são os momentos em que tu sabes que a pessoa tem total ciência do que está fazendo, sabe que isso pode prejudicar alguém – não quer dizer que vá, mas só saber que existe a possibilidade pra mim já é algo grave – e mesmo assim não está nem aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse meu irmão, citando alguém famoso que não lembro quem é, a tua liberdade termina aonde começa a liberdade do outro. Mas é sempre uma tarefa complicada essa de estabelecer liberdades, o que cada um pode ou não, em especial quando há conflito de interesses. É um limite difícil de demarcar, mas, pra ser honesta, acho que nunca conheci um limite que fosse fácil de demarcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra que não sai da minha cabeça desde o começo do texto é respeito. Porque pensar que uma atitude tua pode prejudicar ou simplesmente incomodar as pessoas ao teu redor é uma questão de respeito. Com o outro, com os direitos do outro, e acima de tudo com o espaço comum, que é responsabilidade de todos. Me parece que é o que falta nessas situações, e me surpreende um pouco ver o quão comum são essas pequenas cenas de falta de respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeito é uma palavra de origem latina que, como dá pra deduzir, significa algo como “re olhar”, “olhar novamente”, “olhar para trás”. É uma definição perfeita: respeitar nada mais é do que lançar um segundo olhar sobre o outro, um olhar mais cuidadoso, que revele que ali existe um sujeito, com necessidades e interesses diferentes dos meus, e que isso precisa ser considerado. Respeitar é olhar e de fato conseguir captar alguma coisa nesse olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exemplos que dei aqui talvez sejam bem evidentes, mas a presença de situações sutis de falta de respeito me incomoda. Nesse caso, o mais grave para mim são aquelas pessoas que querem te convencer a pensar como elas, pouco se importando com o que tu pensas. O exemplo que mais me ocorre são os religiosos que volta e meia batem na minha porta e, caso eu não tenha interesse na religião deles, ficam meio espantados, como se eu estivesse recusando Jesus e carimbando meu passaporte pro inferno. Gostaria de um dia poder dizer pra eles que espiritualidade pra mim é uma coisa muito importante, mas que acho ridículo prender minha noção de Deus a instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O detalhe é que as pessoas que querem dividir o pensamento delas contigo raramente estão interessadas em que tu dividas teu pensamento com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre um negócio unilateral, aquela idéia infantil de “o mundo seria perfeito se todo mundo pensasse como eu”. Mas não pensa, nem nunca vai pensar, e, francamente, isso é ótimo! Resta apenas ter aquele cuidado com o outro, aquele olhar relançado, como quem diz “ok, te vi aí, vi que tu é diferente de mim e vamos pensar num meio-termo legal que deixe nos dois minimamente satisfeitos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito o desabafo, não sei nem se tem sugestão de como resolver essa situação. Apenas me chateia constatar o quanto boa parte dos problemas de convivência humana é que ninguém parece muito interessado em conviver, e sim em sair impondo a sua presença mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-762574072304063604?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/762574072304063604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=762574072304063604&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/762574072304063604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/762574072304063604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/07/respeito.html' title='Respeito'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-7394085700786139731</id><published>2010-07-06T13:34:00.004-03:00</published><updated>2010-07-06T15:37:24.394-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Review'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguagem e Comunicação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Listas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pri Zorzi Recomenda Algo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Projeto Review 2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Projeto Review 2010: Livros</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;&lt;i&gt;Projeto Review 2010: Livros&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse é o tipo de post que talvez seja desinteressante para vocês, mas que para mim é bastante divertido de fazer. Esse ano, tive a idéia de começar a tomar nota dos livros que li e dos filmes que vi, pra poder conferir quando o ano acabasse. Resolvi, portanto, começar o Projeto Review 2010, aonde farei pequenas resenhas desses livros e filmes e postarei aqui no blog. Farei agora uma série de posts referentes ao primeiro semestre do ano, pra não deixar a coisa acumular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os livros aqui presentes foram lidos na íntegra e todos são minimamente legais - ou então eu não me daria ao trabalho de lê-los. Mas fiquei com vontade de utilizar algum sistema de classificação que diferenciasse os legais dos excelentes, então abaixo de cada título vocês podem conferir uma cotação para o livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cotações utilizadas são, da menor à maior, "legalzinho", "tri", "babei!", "boh!" e "dos melhores da vida". Como disse, todos são minimamente legais, mas a partir do "babei" eu os considero excelentes e recomendo muito. Dei as notas pensando na impressão que o livro me causou durante a leitura e no que ficou pra mim depois de terminá-la, mas tenham em mente que as notas são só uma base, se me perguntarem outro dia eu talvez dê uma nota diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ordem em que foram lidos, portanto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1.&lt;br /&gt;Traçando Paris (Luis Fernando Veríssimo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Babei!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já tinha lido esse logo que ganhei, mas no começo do ano peguei pra ler um trecho e acabei relendo, de tanto que a leitura flui de barbada. O livro junta duas coisas que adoro demais: Luis Fernando Veríssimo e Paris. É um livro de crônicas curtas, meio na linha das que ele escreve para o jornal, referentes ao tempo em que ele morou em Paris. Sou apaixonada pelo estilo de escrita do Veríssimo, e o livro é absolutamente delicioso. É leve, engraçado, e apresenta uma das perspectivas mais bacanas que já vi alguém trazer sobre Paris. Ele parece largar a coisa da Paris-mito, do glamour, e se foca mais no dia-a-dia da cidade, na rotina de quem mora lá, nos detalhes que os guias turísticos não dizem. E, como resultado, consegue compôr uma Paris ainda mais encantadora. Pra completar, o livro é ilustrado com os desenhos do Joaquim da Fonseca, que são simplesmente de babar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2.&lt;br /&gt;A vida, o universo e tudo o mais (Douglas Adams)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Tri&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro livro da série &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Guia do Mochileiro das Galáxias&lt;/span&gt;, que dá continuidade às histórias e personagens já conhecidos. Gosto bastante do estilo meio wtf, meio crítica social non-sense, do Douglas Adams, e acho que ele se mantém afiado. Também gosto de fato de que esse parece ter uma história um pouco mais linear do que os anteriores. Mas, ainda assim, fiquei com a sensação de que ele é mais fraco do que seu predecessor, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Restaurante no Fim do Universo &lt;/span&gt;(que pra mim é o melhor até agora). Talvez seja culpa de a leitura ter sido bem fragmentada (comecei ano passado e tive que reler o começo umas duas vezes porque parava por conta da faculdade), mas o caso é que ele não me empolgou tanto, sei lá. Mas ainda assim é bem divertido, e pra quem gostou dos anteriores eu recomendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3.&lt;br /&gt;Através do Espelho (Josten Gaarder)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Legalzinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obra menos conhecida do autor de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Mundo de Sofia&lt;/span&gt;, o livro tem uma temática interessante: uma menina à beira da morte recebe a visita de um anjo e com ele começa a refletir sobre... bem, sobre a vida. O livro se propõe a fazer uma junção de literatura com filosofia, e acho que até certo ponto acerta no propósito, o problema é que não se aprofunda em nenhum dos dois. Não é muito inovador em termos de literatura nem é uma filosofia muito densa. O lado legal é que é uma leitura leve e acessível, mas que de qualquer forma te deixa pensativa sobre vários temas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4.&lt;br /&gt;Um Escândalo na Boêmia (Sir Arthur Conan Doyle)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Tri&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei na dúvida se resenhava esse porque é apenas um conto, e não propriamente um livro. Mas é um conto grandinho e o li solto, sem saber a que livro pertence, portanto ele entra junto. Decidi ler esse depois de ver o filme do Sherlock Holmes no cinema, porque é o conto que traz a Irene Adler (a saber, a única personagem feminina de destaque do filme). Achei muito bacana e divertido, particularmente porque adoro histórias de detetives. O legal é que algumas deduções do Holmes são extremamente viagem, mas a forma como o Conan Doyle escreve te faz comprar a idéia mesmo assim. E Sherlock Holmes merece o posto de um dos personagens imortais da literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;5.&lt;br /&gt;Memórias de Minhas Putas Tristes (Gabriel Garcia Marquez)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Boh!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha segunda (é, recém segunda) leitura de algum material do Garcia Marquez, precedida apenas pelo ótimo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cem Anos de Solidão&lt;/span&gt;. Num resumo de meia linha altamente tosco, um homem de 90 anos se descobre apaixonado pela primeira vez na vida. E, portanto, não é qualquer paixão, mas “a” paixão. É esse homem quem narra a história e toda a vasta gama de mudanças que acontecem com ele quando da descoberta desse sentimento (quase que escrevo “mundo novo”). A história em si não tem nada de mais, o incrível é a forma como o Garcia Marquez mostra toda a complexidade, confusão e contradição de se estar apaixonado. Já vi muita gente considerando esse livro meio fraco, mas eu achei excelente, talvez até sensibilizada pelo momento de vida em que eu li. E foi o livro que me fez concluir que eu pago pau pro estilo de escrita do Garcia Marquez. Vai ganhar uma adaptação pro cinema, quero só ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;6.&lt;br /&gt;Os Filhos de Anansi (Neil Gaiman)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Boh!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estava há horas para ler um livro do Neil Gaiman, do qual só tinha lido &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Coraline&lt;/span&gt;, que apesar de ótimo é um pouco mais “infantil”. Escolhi um meio aleatório para satisfazer essa vontade, e posso dizer orgulhosamente que agora sou fã de carteirinha do cara. Puta merda, ele sabe o que faz. Fui ler sem saber nada da história além do que diz a orelha do livro – que um cara normal descobre, quando o pai morre, que seu pai na verdade é Anansi, o trapaceiro Deus-Aranha, e ele tem um irmão gêneo. E beleza. Fiquei me perguntando como o cara utilizaria essa premissa, mas a forma como ele vai te conduzindo é o máximo. A história flui muito bem, as situações são divertidas, os personagens são carismáticos... Só sei que fiquei com vontade de que existisse um seriado desse troço, só pra eu poder acompanhar novas aventuras constantemente. O livro é muito viciante, e o estilo do Gaiman é muito bacana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;7.&lt;br /&gt;Risíveis Amores (Milan Kundera)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Legalzinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre esse, já escrevi com mais detalhes &lt;a href="http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/04/o-livro-dos-amores-risiveis.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. O livro é bacana, a temática é pertinente, o estilo do cara é tri, mas alguma coisa não fecha muito. Talvez seja o simples fato de que alguns contos pra mim são bem mais legais do que outros, o que é um risco inevitável num livro de contos. E mesmo que alguns contos sejam muito bons, o “muito bom” dele nesse livro me parece aquém do que ele conseguiu em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Insustentável Leveza do Ser&lt;/span&gt;. Esse, sim, é um dos meus livros preferidos, e ver a diferença entre esse e Risíveis Amores me fez pensar que o Milan Kundera não tem muito mais a oferecer do que já ofereceu, sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;8.&lt;br /&gt;1984 (George Orwell)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Dos melhores da vida!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse também já fiz uma review bem detalhada &lt;a href="http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/05/1984.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Basta dizer que é um clássico da literatura mundial e que poderia entrar no meu Top 10 ou Top 20 (embora eu nunca tenha colocado livros em um Top pra saber como seria), de tanto que ele prende bastante e a leitura flui, mesmo com a temática densa. O cuidado cirúrgico com que o Orwell compõe o mundo e manipula os personagens nesse mundo que ele criou é digno de aplausos. A leitura marca muito, sinto que não precisaria reler tão cedo porque ainda tenho tudo muito fresco na memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9.&lt;br /&gt;Jogo Perigoso (Stephen King)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Babei!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi minha estréia com Stephen King, o que é algo que eu estava receosa em fazer, porque muitos amigos meus adoram o cara e eu achei que não faria o meu estilo. E é cedo para avaliar, mas &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Jogo Perigoso&lt;/span&gt; é excelente e me deixou com vontade de ler mais coisas do cara. A idéia da história é a seguinte: um casal vai para a sua casa do lago fora de temporada para praticar seus jogos sexuais. Só que tão logo a protagonista é algemada na cama, ela se dá conta de que não quer mais fazer isso. Como o marido parece não dar ouvidos a isso, ela o repele violentamente, desencadeando um ataque cardíaco no cara. Então temos uma mulher seminua algemada numa cama longe de toda a civilização e sem a menor possibilidade de se soltar. E, vai por mim, só piora. O livro é enorme, mas a tensão e ótima condução do King fazem com que tu não te canses dele em momento algum. Teria tudo pra ser enfadonho ou fraco se fosse outra pessoa que escrevesse, mas o cara realmente soube o que fez. Gostei muito, me surpreendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;10.&lt;br /&gt;Terra dos Homens (Antoine de Saint-Exupéry)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cotação: Dos melhores da vida!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a primeira vez que comprei um livro às cegas, e não me arrependi. Entraria para um eventual Top 5, creio eu. Escrevi com mais detalhes sobre ele &lt;a href="http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/06/terra-dos-homens.html"&gt;recentemente&lt;/a&gt;, então não vou me alongar muito. Basta dizer que, apesar de ainda preferir &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Pequeno Príncipe&lt;/span&gt;, constato que Saint-Exupéry não sofreu da Síndrome de Milan Kundera: pra mim a genialidade dele está intacta nesse livro. E nunca vi alguém com um dom tão grande quanto o do Saint-Exupéry pra me fazer verter lágrimas. Recomendado pra uma vida toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, isso é tudo de leituras esse ano. É, é um ritmo mais fraco do que poderia, mas espero poder aumentá-lo ou pelo menos mantê-lo até o fim do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E retorno em breve com review dos filmes do cinema!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-7394085700786139731?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/7394085700786139731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=7394085700786139731&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/7394085700786139731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/7394085700786139731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/07/projeto-review-2010-livros.html' title='Projeto Review 2010: Livros'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-7444471619171753330</id><published>2010-07-05T17:35:00.004-03:00</published><updated>2010-07-05T18:02:14.486-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Transporte e similares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que eu não entendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='The World According to Pri Zorzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Porto Alegre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que me aborrecem'/><title type='text'>Grandes problemas, pequenas soluções</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Grandes problemas, pequenas soluções&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nada me dá tão fortemente a sensação de que a humanidade é desnecessariamente atrasada quanto constatar pequenos problemas cotidianos que poderiam ser facilmente resolvidos mas não são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da vez me surgiu esses dias, enquanto perambulava pelo Moinhos e procurava um ônibus para voltar para casa. Sabia de algumas linhas que me deixariam em casa caso eu me dispusesse a caminhar bastante, mas naquele momento eu já estava cansada e queria andar o mínimo o possível. Havia duas linhas que passavam não muito longe de onde eu estava, mas eu não sabia a parada exata delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio no chute, meio guiada pela memória, me plantei numa parada na esperança de que fosse parte do caminho de alguma dessas linhas - e era. Mas poderia não ser, e eu poderia ficar muito tempo ali até perceber que não era a parada certa e ter de procurar outra. Fiquei pensando, portanto, que seria muito útil se as paradas de ônibus tivessem algo indicando quais as linhas que passam por ali. Algumas já possuem esse recurso, em especial corredores de ônibus, mas o ideal seria que todas pudessem dispor da informação. Atualmente, se eu quiser saber os ônibus que passam por uma rua, não descubro isso sem o site da Eptc (que é bem meia boca) e o Google Maps (que de vez em quando é traiçoeiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando que esse é o tipo de solução simples que facilitaria muito a vida das pessoas que andam de ônibus e não ia custar nada em termos de preço ou trabalho. É pela ausência desse tipo de coisa que fico pensando que a vida só não é mais fácil porque as pessoas não querem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-7444471619171753330?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/7444471619171753330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=7444471619171753330&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/7444471619171753330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/7444471619171753330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/07/grandes-problemas-pequenas-solucoes.html' title='Grandes problemas, pequenas soluções'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-8453290741945205250</id><published>2010-06-29T15:05:00.005-03:00</published><updated>2010-06-29T15:17:08.772-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Review'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que eu não entendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Selo de Qualidade Pri Zorzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confusão mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feelings'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relationshits'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pri Zorzi Recomenda Algo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Posts Sensíveis'/><title type='text'>Terra dos Homens</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Terra dos Homens&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Trago sempre nos olhos a imagem de minha primeira noite de vôo, na Argentina — uma noite escura onde apenas cintilavam, como estrelas, pequenas luzes perdidas na planície.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada uma dessas luzes marcava, no oceano da escuridão, o milagre de uma consciência. Sob aquele teto alguém lia, ou meditava, ou fazia confidências. Naquela outra casa alguém sondava o espaço ou se consumia em cálculos sobre a nebulosa de Andrômeda. Mais além seria, talvez, a hora do amor. De longe em longe brilhavam esses fogos no campo, como que pedindo sustento. Até os mais discretos: o do poeta, o do professor, o do carpinteiro. Mas entre essas estrelas vivas, tantas janelas fechadas, tantas estrelas extintas, tantos homens adormecidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso a gente tentar se reunir. É preciso a gente fazer um esforço para se comunicar com algumas dessas luzes que brilham, de longe em longe, ao longo da planura.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ser sincera: estou há dias tentando escrever esse texto e não consigo compor nada que preste. E mesmo assim estou bem resolvida de que é um texto que precisa ser escrito, então me perdoem pelo que vai sair, e que com certeza não vai fazer jus ao assunto de que trato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me refiro, claro, à minha leitura de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Terra dos Homens&lt;/span&gt;. É uma obra menos conhecida de Antoine de Saint-Exupéry, o autor de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Pequeno Príncipe&lt;/span&gt;. Fiquei curiosa pra ler a obra quando esbarrei no título dela, mas a curiosidade virou quase necessidade quando esbarrei no trecho que copiei &lt;a href="http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/04/hoje-acordei-meio-saint-exupery.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Só posso dizer que foi um saco de conseguir pôr as minhas mãos nesse livro, porque ele parecia fora de estoque ou extremamente caro em todos os lugares, não conhecia ninguém que tivesse lido, e tampouco ele estava disponível pela internet. Apenas em inglês, mas fiquei receosa depois de ver a tradução que deram pro título – de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Terre des Hommes&lt;/span&gt;, um francês que até uma toscona como eu traduz, para &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Wind, Sand and Stars&lt;/span&gt;. Fiquei com medo das liberdades que os tradutores pudessem tomar e preferi perseguir uma cópia em português. Consegui encontrá-la, baratinha e em bom estado, num sebo (valeu, Pinu!) e então comecei a leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorei um pouco mais do que o esperado pelo tamanho do livro, mas a meu favor devo dizer que não me parece um daqueles livros que tu absorves na primeira leitura. Há uma densidade muito sutil nele e não queria estragá-la sendo fominha. Mas, por fim, acabei, e apesar de ainda não estar tudo acomodado na minha cabeça, me parece uma boa hora para escrever sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Pequeno Príncipe&lt;/span&gt;, esse não é um livro fictício e altamente metafórico. É um livro de memórias do Saint-Exupéry, do tempo em que era piloto de avião do correio aéreo. Considerando que o livro foi publicado em 1939, imaginem que a aviação apenas engatinhava e muita merda podia acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei pra vocês, mas pra mim pouco interessaria um livro de memórias de um aviador. Mas esse aviador é o Saint-Exupéry, e ele faz a aviação parecer a profissão mais bonita e digna do mundo. Pessoas como vocês e eu precisam de lápis e papel (ou teclado e mãos, como no meu caso agora) para escrever. O Saint-Exupéry provavelmente só sente e as palavras entram no papel. É uma sensibilidade extraordinária, um excesso de alma que transborda em cada página do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Terra dos Homens&lt;/span&gt; é, como pode sugerir o título, um livro sobre a Terra. E sobre os Homens. E também sobre o Vento, a Areia e as Estrelas, ainda que em menor escala. E sobre como todas essas coisas se relacionam. E sobre como elas não se relacionam. Vários elementos clássicos de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Pequeno Príncipe&lt;/span&gt; estão lá: o deserto, os homens, o avião, a solidão... Não consigo não enxergar os livros como sutilmente ligados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é, antes de tudo, um livro sobre a alma. Escrito por um cara que parece observar o mundo com um olhar cuidadoso, com um olhar que cria no mundo real uma fábula. Que vê em cada pessoa um mundo, que vê nas cidades meros acasos sobre a Terra, que percebe em meninas pobres duas fadas que reinam sobre mangustos e víboras, que lê nas asas de uma libélula as mensagens do deserto. De longe o mais tocante e absurdo do livro é a forma como ele parece ver o mundo. E se me perguntarem “que forma?” eu responderia “como quem tem muito mais alma do que as pessoas normais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saint-Exupéry foi mais genial na sua visão de ser humano do que muitos bambambãs que andei lendo na faculdade. O que senti lendo foi algo de intradutível, que só se traduz com a própria leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me parece, como poucos, um livro que recompõe a dignidade do ser humano, a nobreza da humanidade. Nobreza que distingue os homens dos animais e os coloca em seu verdadeiro lugar sobre a Terra. Não para reinar sobre ela, mas para crescer com ela. É um livro que traz de uma forma muito magnífica a questão de ser sujeito (em oposição a “ser objeto”). Como disse o próprio Saint-Exupéry, “ser homem é ser responsável”. Responsável por si, pela sua alma, pelos seus desejos, mas também pela sua Terra e pelos Homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, muito fortemente, um livro sobre a solidão. Sobre aquela solidão mais profunda, que parece de alguma forma acompanhar a todos os homens, mesmo quando estão cercados de pessoas. Porque é a solidão daqueles que não se sentem verdadeiramente próximos daqueles que os cercam. É a solidão inerente ao ser humano, que não se conecta com a Terra aonde vive e com os demais Homens que vivem nela. E é também um livro sobre união. Sobre os momentos em que conseguimos transpor essa barreira e sermos um com a terra e com os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nasce o Homem dentro de um ser humano? E o que sufoca esse Homem? O que une os homens uns aos outros? O que une os homens a terra? E o que os desune dela? O que dá sentido à vida do homem? E o que, dentro do que dá sentido, realmente o une a terra e aos outros homens? Esse tipo de pergunta ficou pipocando o tempo todo na minha cabeça durante a leitura. E o velho Saint-Exupéry não dá nenhuma resposta concreta (quando muito algum consolo poético), mas a forma como ele compõe o questionamento e apresenta as vivências dele é muito bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O complicado é que ele deixa bem claro que teria falhado no seu propósito se a leitura nos levasse a admirar os homens. E de fato ele foge do discurso de “lá-lá-lá, como a humanidade é legal e todo mundo é o máximo”. Porque em seu livro também tem espaço a máquina de entortar homens, os homens que odeiam outros homens, os propósitos que parecem que enobrecem, mas colocam os homens uns contra os outros. Saint-Exupéry deixa claro a existência de todos esses problemas, mas enxerga além deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foge do discurso totalmente pessimista, daquela sensação de que tudo está perdido. A sensação que tenho, ao finalizar a leitura, é de que a humanidade – e esse é o grande problema, não são indivíduos que sofrem, é algo como a humanidade inteira – está um pouco perdida, mas que toda a chave para se encontrar reside em nós mesmos. Como se não houvesse nada realmente perdido nos Homens, apenas adormecido, esperando para ser desperto. Como se em todo o mundo, lentamente a espécie humana esperasse acordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só se acorda com a alma. Só se acorda falando uma linguagem universal, em comunhão com a terra e com os homens. Só se acorda buscando algo que nos ligue a todos os homens. Dando a si mesmo um propósito, algo que faça sentido não individualmente, mas coletivamente – e talvez o erro seja esse, uma busca de sentido individual, quando a busca deveria ser por um sentido coletivo. Acho que nunca li um livro que tratasse tão fortemente a espécie humana como um coletivo, não como um agrupamento de indivíduos. Ou melhor, que chame a atenção para o quanto precisamos nos ver como coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;George Orwell dizia que os melhores livros são aqueles que dizem aquilo que a gente já sabe, dizem aquilo que diríamos se conseguimos organizar os nossos pensamentos, como se fossem escritos por um cérebro mais poderoso, menos medroso, mais sistemático do que o nosso. É a sensação que tenho com &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Terra dos Homens&lt;/span&gt;. Que o livro diz o que eu diria se tivesse a sensibilidade de espírito do autor, se conseguisse de fato pôr ordem nos meus pensamentos e sentimentos. E é talvez por isso que o livro tenha me pego de forma tão surpreendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Terra dos Homens&lt;/span&gt; alcançou um posto alto na minha lista de livros favoritos, me gerou uma enxurrada de reflexões, e me provou que Saint-Exupéry é O CARA, pelo menos pra mim. Mas, acima de tudo, me deu aquela sensação de que o que me inquieta também inquietou outra pessoa, em outro tempo. E que talvez inquiete outras tantas mais, que eu ainda não conheço. Mas que talvez um dia possamos construir essas pontes na noite, e fazer dessas inquietações algo que verdadeiramente nos una.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Somente o Espírito, soprando sobre a argila, pode criar o Homem.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-8453290741945205250?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/8453290741945205250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=8453290741945205250&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/8453290741945205250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/8453290741945205250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/06/terra-dos-homens.html' title='Terra dos Homens'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-6215756847731324544</id><published>2010-06-17T01:24:00.005-03:00</published><updated>2010-06-17T02:13:51.939-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Negação da realidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que eu não entendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='The World According to Pri Zorzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cartas à Criação'/><title type='text'>Cartas à Criação</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;Cartas à Criação&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Querido Deus,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é a primeira vez que escrevo ao Senhor. Já rezei diversas vezes, mas decidi que era o momento de apelar para uma comunicação mais formal. Pra ser franca, nem sei exatamente que endereço colocar na carta, mas suponho que tanto faça, porque o Senhor está em toda parte, portanto a carta não se perderá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, gostaria de dizer que o Senhor fez um baita trabalho com a Criação. Tipo, sério, que mundo supimpaço esse em que a gente vive. Sabe, o céu, a lua, as estrelas, o vento, o mar, o Sol, os animais, os seres humanos... Tudo maravilhosamente bem-feito, do tipo que a gente nunca para de se encantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então. É tudo muito perfeito, mas será que não podia ficar ainda melhor? Veja bem, não estou reclamando, o Senhor provavelmente estava cansado. Mas foi por isso que resolvi mandar essa carta, na esperança de que o engano seja corrigido a tempo e o Senhor possa se orgulhar ainda mais do sue trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(presumo que o Senhor se orgulhe. Bem, eu me orgulharia. É certo, temos guerra, fome, miséria e uma Copa do Mundo extremamente chinfrim, mas nada disso foi o Senhor quem criou, portanto não é realmente responsabilidade Sua)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, Deus, andei reparando que existe um grande equívoco na anatomia humana: eu fico menstruada. É, eu não quero te assustar, mas tem mais. Não apenas eu fico, mas qualquer mulher de quem eu tenha conhecimento. E me consta que foi sempre assim, e não um fenômeno causado pelo aumento do buraco na camada de Ozônio. E não é uma vez na vida e pronto, é uma vez por mês durante muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, entendo que o Senhor não tenha pensado nos inconvenientes. É realmente desagradável a sensação de que tem uma parte do teu corpo apodrecendo todos os meses. É como estar com as calças mijadas o tempo todo, exceto pelo fato de que xixi algum faz tanta sujeira. E tem outros efeitos colaterais menores: cólicas, inchaços, dores no corpo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu entendo que o Senhor não saiba o que é passar por isso, porque o Senhor não tem um útero. O Senhor provavelmente nunca pensou em ter filhos, ao menos não literalmente. Ok, sei de um certo Sr. Schreber que andou lhe fazendo insinuações, mas presumo que o Senhor não levou a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, Senhor, eu gostaria de lhe pedir para que as mulheres não menstruassem. Nenhuma delas, eu incluso. Ok, sei que é necessário menstruar para que nosso corpo se prepare para ter filhos, mas não precisamos fazer isso todos os meses, precisamos? Quer dizer, poderíamos menstruar, digamos, duas vezes por ano. Não precisamos nem alterar a duração do período fértil, quem quiser ter filhos que espere. Afinal de contas, ninguém mudaria de idéia sobre ter filhos no mês que vem, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu estava para endereçar essa idéia ao Senhor, querido Deus, quando percebi um inconveniente nela: oras, menstruar pode ser um porre, mas é a minha garantia mensal de que consegui enganar a Cegonha. E se eu precisasse esperar seis meses para descobrir que não estou grávida? Seria inconveniente (pra não falar em ansiogênico) demais. É certo, temos muitos métodos contraceptivos, mas quantos deles são 100% confiáveis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então tive uma idéia melhor: vamos mudar o sistema de fertilização da mulher! Ouvi falar de uma espécie de animal (agora me escapa qual seria, mas posso assegurar que era algo razoavelmente evoluído) aonde a fêmea só produz óvulos quando quer! Não seria perfeito? Eu saberia que não estou grávida porque... bem, porque não quis estar grávida. E não produzindo óvulos, não precisaria menstruar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí vem o inconsciente, aquele velho matreiro. E se eu desejasse inconscientemente estar grávida? Aí quando eu me desse conta seria tarde demais, teria engravidado escondida de mim mesma. Ou o contrário: não desejo realmente um filho, portanto posso me esforçar e não conseguirei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei, portanto, em um controle mais prático, que não dependesse da mente. Mentes são muito traiçoeiras. Digamos assim, toda a vez que uma mulher quisesse produzir um óvulo, ela precisaria executar uma dança tradicional. Tipo uma Dança da Chuva, sabe? Só que a Dança do Óvulo. Seria uma série de movimentos peculiares o suficiente para que ninguém os fizesse sem querer, mas que quem quisesse engravidar pudesse preparar o sue corpo simplesmente a partir desses movimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria uma dança tradicional que só poderia ser ensinada para as mulheres a partir de uma certa idade, quando elas estivessem maduras. Seria transmitida por outras mulheres maduras. Isso seria bacana, por que não temos mais muitas tradições e rituais na nossa sociedade atual, e eu acho eles bacanas. E também isso asseguraria que as mulheres só engravidariam quando se mostrassem capazes minimamente de criar uma criança de forma decente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui preciso fazer um parênteses: sei que existe toda uma idéia de que a menstruação é uma punição pelo pecado de Eva (na verdade, aparentemente todas as desgraças que ocorrem com as mulheres são formas de pagar pelo pecado de Eva), mas a grande vantagem de não ser católica e mesmo assim acreditar em Deus é que eu posso acreditar na versão de Deus que eu quiser. E a minha versão do Senhor (que espero que seja correta; se não for, por favor, coloque esta carta no Picador de Papel Celeste e finja que nada aconteceu) é a de um Deus que não utilizaria esse tipo de punição. Portanto, cancelar a menstruação não contraria qualquer desígnio divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. Eu sei que parece uma idéia genial e à prova de erros. Entendo o Senhor não tê-la tido antes, mas como sou fruto da Criação Divina, indiretamente foi uma idéia sua. Portanto, sei que o Senhor vai considerá-la com carinho. Não sei bem como colocá-la em prática, mas suponho que o Senhor não teria dificuldades em alterar a consciência de todos os seres humanos vivos para que eles jamais tenham lembrança de qualquer menstruação, e a Dança do Óvulo lhes pareça perfeitamente natural. Fábricas de absorventes seriam destruídas, mas em seu lugar poderíamos ter... sei lá, florestas. Todo mundo sente falta de florestas. Pois bem, não sentiria mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tranqüila de que o Senhor está tão satisfeito com a minha idéia quanto eu estou e de que irá colocá-la em prática, me despeço cordialmente. Obrigada pela atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pri Zorzi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Se for necessário, o Senhor pode destruir esta carta e qualquer vestígio dela, para que eu não desconfie do meu papel na alteração dos desígnios da Criação. Eu não estou interessada nos créditos, só quero tomar banho e permanecer me sentindo limpa por mais de cinco minutos. Obrigada."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-6215756847731324544?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/6215756847731324544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=6215756847731324544&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/6215756847731324544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/6215756847731324544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/06/cartas-criacao.html' title='Cartas à Criação'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-6623519730580040113</id><published>2010-06-10T19:28:00.005-03:00</published><updated>2010-06-10T19:56:36.268-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rapidinhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Histórias da Pri Zorzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Posts Sensíveis'/><title type='text'>Where the streets have no name</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Where the streets have no name&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje estava indo fazer uma revisão médica e era um daqueles lugares que eu nunca sei direito o endereço. Sei a localização aproximada num mapa, mas sempre confundo qual a rua e o número eu não faço a menor idéia. Também não há nenhum ponto de referência que se destaque, ao menos não se eu precisasse lembrar de um agora. E, mesmo assim, nunca me perco pra chegar lá. Parece que meu corpo simplesmente já conhece o caminho, sabe? E olha que nem vou lá tanto assim. Mas é só botar no piloto automático e seguir andando distraída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje eu mal entrei na rua e já achei que estava perdida. Não sabia, tinha a sensação de haver entrado na rua errada, e o pior é que eu nem sabia o nome da rua certa pra conferir. Depois me dei conta do que aconteceu: sabem aquelas árvores com flores pequenas e simples, que produzem tanta flor e cujas flores caem tão depressa que tu podes varrer o chão e meia-hora depois já vai estar colorido de novo? Pois é. Geralmente quando eu ia lá, as árvores estavam em flor e o chão estava coberto por aquele tapete colorido. Dessa vez não. E foi disso que eu senti falta, nessa rua estranhamente morta e vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a gente acha que perde um pouco da poesia da vida, algo em nós sempre guarda um pouquinho dela, lá no fundo. Eu me acostumei a andar por entre prédios, números e nomes. Meus pés só sabiam andar por entre flores...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-6623519730580040113?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/6623519730580040113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=6623519730580040113&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/6623519730580040113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/6623519730580040113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/06/where-streets-have-no-name.html' title='Where the streets have no name'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-2547801472680133063</id><published>2010-06-07T13:31:00.004-03:00</published><updated>2010-06-07T17:24:32.559-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida de Adulto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dinheiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que me aborrecem'/><title type='text'>Why don't you get a job?</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;Why don't you get a job?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando criei a série &lt;a href="http://pri-zorzi.blogspot.com/search/label/Posts%20de%20Formanda"&gt;Posts de Formanda&lt;/a&gt;, foi com o intuito de poder dissertar sobre um período bastante específico da minha vida que estava gerando muitas reflexões. Mas, parando pra pensar, cada período tem a sua especificidade e cada fase traz inquietações diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, o mesmo se pode dizer da que me encontro agora. Não sei bem que nome daria para esse momento pós-faculdade em que a gente tem a sensação de que agora é hora de começar a tomar vergonha na cara e virar gente grande, mas batizo a tag de "Vida de Adulto". Vamos ver aonde isso vai parar (provavelmente numa nova tag chamada "Crise de Meia-Idade", mas duvido que eu vá manter o blog por tanto tempo assim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho que eu seja "adulta" agora, mas acho que a transição é mais inegável do que em qualquer momento anterior. Não apenas pela minha rotina, mas especialmente pelo que me pego pensando, desejando, buscando. Acho que "crescer" depende muito mais do que a gente pensa do que daquilo que a gente faz. Mas enfim, são apenas teorias vagas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro anseio como pessoa adulta é arranjar um emprego. Nunca tive um emprego antes, apenas estágios e bolsa de pesquisa, então a coisa toda é muito nova pra mim. Plus, resolvi que estudar é algo que eu nunca parei de fazer e que faço por gosto, mas que profissionalmente nesse momento não tenho nenhuma questão que possa ser convertida numa especialização ou mestrado. E estou com mais vontade de adquirir experiência prática, colocar a mão na massa, mesmo, e aí quem sabe eu tenho alguma boa idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que mesmo com essa boa disposição, a realidade é amarga: não tá fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, descobri que é meio aleatório encontrar emprego. De maneira geral, a gente pode contar com anúncios de jornal, de sites, de indicações de amigos, mas isso tudo parece muito incompleto. As vagas que estão num não estão em outro, existem vagas que não estão em lugar nenhum, e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, apesar de boa parte das pessoas que eu conheço parecer disposta a vender sua alma pelo comodismo e salário alto de um bom concurso público, não me encontro nesse grupo. Obviamente que, se eu encontrar um concurso público que ofereça um trabalho legal, vou tentar fazê-lo. Não estou recusando concursos. Apenas protesto contra essa moda recente de que, não importa a atividade, vamos nos atirar nela se for bem paga. Sabe qual o nome disso? Prostituição. Lamento, mas trabalho pra mim tem um valor bem acima do que o dinheiro pode comprar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(não, eu não me importo de ser demitida. Quer dizer, eu me importo, mas aí existe ou um bom motivo pra isso ou um bom advogado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, sobre as vagas em si... Pra começar, por incrível que pareça, ter curso superior restringe muito o tipo de emprego que tu podes pegar. Afinal, ninguém quer passar cinco anos dando o sangue pela faculdade até conseguir o famoso diploma para depois acabar num emprego aonde nada desse esforço será necessário. Eu estudei pra ser psicóloga e é isso que eu quero ser. Qualquer emprego que só peça por ensino médio vai estar automaticamente desperdiçando o meu potencial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, confirmando minhas hipóteses dos tempos de faculdade, descobri que Psicologia é uma área mal-paga e muito escassa em termos de oportunidades. Na Zero Hora, tu encontras entre 0 e 3 vagas por final de semana. Só que elas podem estar escondidas em quase qualquer área do caderno de empregos, então tu tens que passar o olho em vaga por vaga para pinçar as eventuais oportunidades para psicólogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dessas vagas são para trabalhar com RH. Até aí, beleza. Só que 95% delas pedem experiência prévia em um monte de coisas das quais eu sequer ouvi falar. Mas como diabos eu vou ter experiência se ninguém quer me dar um emprego?! Não faz sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso tudo ainda não seria o suficiente pra me desanimar, mas outras pequenas constatações o fazem. Primeiro, eu encontraria mais vagas se eu quisesse ser massagista erótica. Segundo, eu ganharia mais dinheiro, porque, a julgar pelos anúncios, massagista erótica ganha no mínimo 4 mil por mês. E eu já mencionei que para ser massagista erótica não precisa de experiência? Então, temos que as massagistas eróticas ganham mais dinheiro, tem mais oportunidades e precisam de BEM MENOS pré-requisitos do que eu. Ver esse tipo de coisa me desanima muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma constatação mais desagradável é que eu teria mais oportunidade de emprego se fosse portadora de deficiência. Mas assim, BEM MAIS oportunidades de emprego. Aliás, chegam a ter anúncios com dizeres na linha do "estamos contratando deficientes para..." e aí segue-se uma pequena lista de vagas. O que é muito engraçado, porque é pra ser uma coisa politicamente correta, mas acaba passando a sensação de que tu estás sendo contratado para a vaga de deficiente, não interessa a função. "Fulaninho, no que tu trabalhas?" "Ah, eu sou o deficiente oficial da empresa." Ó que coisa bem péssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda assim, o que mais me desanima dentre tudo é constatar que a grande maioria dos locais jamais te dá um sinal de vida acerca do currículo que tu enviaste. Nunca fico sabendo se a seleção ainda não passou, ou se já passou e não gostaram do meu currículo e porque motivo isso teria acontecido. Adoraria receber um e-mail de resposta, por mais mal-educado que fosse, mas que pelo menos desse um norte daquilo que está faltando. Mas não, as pessoas acham bem mais fácil não se incomodar e te deixar no vácuo. O que me lembra que, podendo escolher (a gente sempre pode), eu gostaria de trabalhar num local que tratasse com decência as pessoas que se dirigissem a ele. Me parece meio importante, sabem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vou fingir que nenhuma dessas coisas me desanima e continuar buscando um trabalho bacana, que me dê oportunidades de crescimento, que não tire a minha dignidade e que me valorize, enquanto pessoa e profissional. Juro que não deveria ser tão raro assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, em tempo: por mais dura que eu esteja, ainda conto com a casa, comida e roupa lavada dos meus pais. Fico pensando é a grande merda que essa situação toda deve ser pra quem nem com isso pode contar...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-2547801472680133063?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/2547801472680133063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=2547801472680133063&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/2547801472680133063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/2547801472680133063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/06/why-dont-you-get-job.html' title='Why don&apos;t you get a job?'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-5374678078739151355</id><published>2010-05-27T19:51:00.005-03:00</published><updated>2010-05-27T20:03:26.745-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Histórias da Pri Zorzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diálogos'/><title type='text'>A literatura segundo Pri Zorzi</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;A literatura segundo Pri Zorzi&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E tinha o poema do índio! Não lembro o nome... Merda, tá na ponta da língua. Eu sei até um pedaço dele e não lembro o nome!&lt;br /&gt;- Qual?&lt;br /&gt;- Aquele do "Tu choraste em presença da morte?/Na presença de estranhos choraste?/Não descende o covarde do forte?/Pois choraste, meu filho não és!"&lt;br /&gt;- Não sei qual é...&lt;br /&gt;- Sabe, sim, todo mundo estudou ele no colégio. É dum índio que fica prisioneiro da tribo inimiga e aí ele chora e os caras desistem de sacrificar ele por causa disso. Aí ele cai em desonra na tribo dele e precisa sair &lt;i&gt;detonando roquenrou&lt;/i&gt; pra poder recuperar a honra dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A literatura segundo Pri Zorzi. Páginas de leitura poupadas ou seu dinheiro de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: A propósito, o poema a que eu me referia era o I-Juca Pirama.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-5374678078739151355?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/5374678078739151355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=5374678078739151355&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/5374678078739151355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/5374678078739151355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/05/literatura-segundo-pri-zorzi.html' title='A literatura segundo Pri Zorzi'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-6611299041955317807</id><published>2010-05-21T01:34:00.003-03:00</published><updated>2010-05-21T01:39:48.202-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rapidinhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tenha medo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Europa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Posts irritados'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que me aborrecem'/><title type='text'>Enquanto isso, nas ruas de Paris...</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;Enquanto isso, nas ruas de Paris...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E aí esses dias eu li em algum ponto do jornal que a última moda nas ruas de Paris era andar com meia-calça grossa e botinhas de cano baixo. Só que eu faço isso há pelo menos dois anos, e nunca reparei muito. Donde concluo duas coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Moda é quando pessoas sem estilo resolvem que aquilo que tu veste há anos é digno de ser copiado durante algum tempo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) É simplesmente UM SACO quando isso acontece;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeio quando banalizam coisas legais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-6611299041955317807?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/6611299041955317807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=6611299041955317807&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/6611299041955317807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/6611299041955317807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/05/enquanto-isso-nas-ruas-de-paris.html' title='Enquanto isso, nas ruas de Paris...'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-3474821627568501251</id><published>2010-05-14T12:50:00.006-03:00</published><updated>2010-05-14T15:31:12.372-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Review'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tenha medo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Selo de Qualidade Pri Zorzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pri Zorzi Recomenda Algo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>1984</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;1984&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desemprego não é uma situação legal, mas se tu tens algum jogo de cintura, dá pra tirar um bom proveito do excesso de tempo livre. No meu caso, aproveitei para aprofundar os estudos em algumas áreas que ficaram de lado durante a faculdade e me dedicar a algumas pequenas atividades de lazer que bem ou mal acabavam jogadas de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que o hábito que mais tomou um upgrade foi a leitura. Sempre gostei de ler, mas acabava lendo num ritmo muito lento, e volta e meia precisava parar para me dedicar aos polígrafos e xerox da faculdade. Agora, com efeito dá pra dizer que só até essa altura do ano li mais livros do que durante o ano passado inteiro. E olha que acho que estou ainda num ritmo lento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem terminei um dos livros mais interessantes que já li, e fiquei com vontade de escrever sobre ele. Talvez isso seja injusto com as outras coisas interessantes que tenho lido, mas também minha vontade de escrever sobre ele advém sobretudo do fato de ser diferente de qualquer coisa que eu tenha lido antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me refiro, é claro, ao 1984, de George Orwell (cujo nome eu SEMPRE confundo com o George Orson Welles, ao ponto de ter que parar e pensar de qual deles que eu to falando).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse &lt;a href="http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/05/quatro-consideracoes-randomicas.html"&gt;antes&lt;/a&gt;, ironicamente o que me deu vontade de ler o livro foi o Big Brother Brasil. Desde a primeira edição já me perguntei de onde vinha o nome bizarro do programa, e travei contato com o mundo aonde tudo era observado pelo Grande Irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou pra lista de livros que eu pretendia ler um dia, e provavelmente seria procrastinado ad infinitum - aquele Dostoyésvki na minha estante não me deixa mentir - até que meu pai gentilmente o trouxe da biblioteca da escola aonde ele trabalha. Bibliotecas de escolas são um nicho interessante, galera: contêm vários clássicos escondidos, e a maioria das pessoas dificilmente vai se interessar por eles ao ponto de notar quando somem por um tempo maior que o permitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim comecei a leitura do 1984. Não sei o que vocês pensam disso, mas é difícil precisar quais elementos num livro nos prendem ao ponto de seguirmos lendo com gosto e taxar o livro entre os melhores que já lemos. No meu caso, definitivamente alguma coisa do estilo do escritor sempre fica, e pra mim isso acaba sendo o elemento central. Se dessem para outro autor reescrever qualquer um dos meus livros favoritos, eles dificilmente continuariam sendo meus favoritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existem outros elementos em jogo, e cada um pode ter sua atenção capturada por um elemento diferente. Para mim, dois elementos ocupam um papel central em cada coisa que leio: personagens e história. Em alguns livros me apaixono pelos personagens e pela forma como eles são desenvolvidos, em outros pela história que está sendo contada. Mas geralmente é algum desses elementos, aliado ao estilo do escritor, que rende ao livro um bom conceito nos Padrões Pri Zorzi de Avaliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da obra de Orwell, o elemento que mais me prendeu ao livro não foi nenhum desses: foi o cenário. De fato, meu cérebro nerd pensou automaticamente que seria divertido rolar um RPG no mundo de 1984, e de fato não duvido que exista. Me lembrou o universo de Paranoia, só que sem a dose de humor. Seria uma coisa meio estilo V de Vingança, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós, 1984 é o passado, mas Orwell, que o escreveu em 1948, traz uma visão de futuro pessimista e assustadoramente plausível. Tenho a impressão de que, tanto mais se souber do contexto político mundial na época em que o livro foi escrito, mais se aprecia o fato de que o cara é simplesmente um visionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito em resumo, o mundo foi dividido em três grandes potências que digladiam entre si e, ao mesmo tempo, são isoladas umas das outras. A história se passa numa delas, mais especificamente na Londres do futuro, que está sob o domínio do Partido, cujo líder é o Grande Irmão. É uma sociedade totalitária, aonde todos os cidadãos são vigiados 24 horas por dia e a censura atingiu níveis absurdos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, foi uma descrição porca, mais pra quem nunca ouviu falar do livro. Eu ia adorar dar uma descrição minuciosa e decente, mas não tem como. Orwell passa as quase 300 páginas do seu livro descrevendo todas as minúcias dessa sociedade. A sensação que passa é que ele cuidou de absolutamente todos os detalhes. E tudo é absolutamente plausível, faz muito sentido e é muito possível. É o que torna tudo muito assustador. Todos os elementos necessários à dominação das massas estão lá, é quase um manual de como dominar o mundo. E ele introduz esses elementos de forma forte, porém sutil, de modo que tu te sentes imerso nesse mundo e já sabes as regras dele mesmo sem que te digam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais interessante é que o livro de fato tem uma história e um protagonista, mas desde o começo, tu sabes o final. Orwell é claro ao te demonstrar os únicos finais possíveis dentro do mundo que ele compôs (ou previu). Nem por isso, é menos interessante acompanhar o desenvolvimento. E a sensação que me deu é que os (poucos) personagens - protagonistas, coadjuvantes, antagonistas - estão lá apenas para demonstrar as engrenagens dessa sociedade. O protagonista, Winston, é mais average impossível, poderia ser qualquer um. E exatamente por isso é que fica muito fácil de se identificar com ele, com os questionamentos e descobertas que ele faz sobre essa sociedade. À medida que ele a vai descobrindo, nos vamos também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o interessante é isso, os personagens são comuns, e suas ações, embora relevantes para os demais personagens, não alteram em nada o curso do mundo. Estão lá como exemplo, para melhor ilustrar a posição humana dentro desse cenário bizarro. Os personagens de Orwell são ratinhos de laboratório feitos para demonstrar um experimento perverso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, falei muito e talvez não tenha falado nada. O livro é interessantíssimo, mas não sei se o recomendaria pra qualquer um. É preciso um certo gosto por política e sociologia para apreciar a composição magistral (e alarmante) que o cara faz. Sem isso, a história em si pode até ser interessante, o ambiente sem dúvida mantém a força, mas a obra perde boa parte da graça e pode se tornar chata em alguns momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, por exemplo, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;não gostei&lt;/span&gt; do final do livro. Sou otimista e metida a revolucionária, e Orwell deixa bem claro o espaço desses dois elementos na sua sociedade. Mas a composição da sociedade orwelliana é tão bem-feita que, mesmo não gostando do final, eu admito que o final &lt;span style="font-style:italic;"&gt;não poderia&lt;/span&gt; ser outro. Qualquer coisa diferente do que foi seria melar aquilo que ele construiu com tanto cuidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, curti um monte o livro. Além de por si só ser interessante, foi bem diferente de qualquer coisa que eu tenha lido antes. Como definiu uma das resenhas no verso, é literatura política. Recomendo muitíssimo pra quem apreciar esses dois elementos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-3474821627568501251?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/3474821627568501251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=3474821627568501251&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/3474821627568501251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/3474821627568501251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/05/1984.html' title='1984'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-5686313599199215164</id><published>2010-05-12T14:07:00.007-03:00</published><updated>2010-05-12T16:34:58.608-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que eu não entendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tenha medo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feelings'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relationshits'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que me aborrecem'/><title type='text'>Most... illogical</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Most... illogical&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ando com vontade de escrever, mas desarticulada demais para escrever de forma decente. Mas é incrível como nas situações mais improváveis pode acontecer alguma coisa que nos deixe pensativos e bote pra funcionar a nossa escrita, por mais tosca que ela esteja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O post de hoje começa na fila do super mercado. Eu estava passando os olhos pelas capas de revistas no mostrador ao lado e esbarrei com a capa da Superinteressante desse mês, que não sei se vocês já viram. De toda a forma, traz o seguinte texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"AMOR (em letras garrafais e gigantes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se apaixona. Ficam juntos. E um dia tudo acaba. Nada é mais imprevisível do que o coração humano, certo? Errado. A ciência está começando a descobrir que existe, sim, uma lógica no amor. E até uma fórmula."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Putz, cara. Te juro que esse tipo de coisa toca num dos meus pontos sensíveis. Se você já leu o &lt;a href="http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/04/ele-simplesmente-nao-se-aplica-voce.html"&gt;meu post sobre livros de auto-ajuda&lt;/a&gt;, sabe o que penso de generalizações do comportamento humano. E se leu &lt;a href="http://pri-zorzi.blogspot.com/2009/03/bizarrice-da-semana.html"&gt;meu post sobre a "pílula do amor"&lt;/a&gt;, sabe o que penso de ciência e amor. Considerem a capa da Super uma versão potencializada desses elementos, e tentem imaginar a minha reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, acho essa proposta tão ridícula que tenho que me conter pra não ficar só bufando e revirando os olhos. Mas vou tentar pensar no que me faz abominar tanto a idéia e defender algum ponto de vista aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começar, acho engraçada essa pretensão que a ciência de hoje - e nisso até a psicologia tem sua parcela de culpa - tem de desvendar todos os mistérios do mundo. Lembro de uma reportagem da mesma revista tentando analisar fragmentos do tecido que seria o Santo Sudário e colocando à prova a existência de Jesus. Sério, qual o objetivo dessas pessoas? Vamos que elas provassem que Jesus não existiu, isso ia melhorar a vida de alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, alguns dirão que a ciência age em nome da "verdade". Buscar a "verdade" sobre as diferentes questões. Mas será que todas essas verdades estão realmente ao nosso alcance? Será que tudo tem uma fórmula, uma composição, um neurotransmissor, uma lógica inegável? Será que o universo é todo coerente e científico esperando ser desvendado por nós? E, mais ainda, será que nós temos realmente a capacidade de desvendá-lo, é só achar a fórmula científica correta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou deixar bem claro: não li a revista. Nem sei se agüentaria o processo todo sem vomitar. Mas duvido que eles tenham qualquer resposta realmente infalível. No máximo um "as estatísticas mostram que...". Bom, as estatísticas mostram que eu e a maioria dos meus amigos não existimos. É o velho risco das generalizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, sei que alguma coisa no ser humano há de ser generalizável. Todos temos um cérebro (bem, em tese...) e todos os cérebros funcionam igualmente, portanto os processos neuroquímicos devem ser parecidos. E há a evolução, que se baseia nas mesmas regras para toda a espécie. Realmente, não dá pra julgar que somos tão especiais assim ao ponto de que o que acontece com um é realmente único e não se repete - se não nos seus pormenores, pelo menos no seu padrão - com o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o problema, então, Pri Zorzi? O problema pra mim é assunto que estão tentando abordar. Sabe, concordo que muita coisa no ser humano É generalizável, mas cinco anos na Psicologia me fizeram perceber o quanto muitos aspectos são subjetivos, mesmo. Estamos falando de um sentimento, talvez o maior deles. Aliás, sentimento o cacete: pra mim amor sempre foi um estado de espírito, uma visão de mundo. Como se parte da existência só fosse revelar a sua graça aos olhos de alguém que ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí minha primeira conclusão é que as pessoas que escreveram ou concordaram com essa reportagem, e os cientistas que dão seguimento a essas pesquisas, são pessoas que não sabem o que é amar. Seja por incapacidade, por medo, ou sabe-se lá por quais razões. Então a talvez fórmula do amor que eles propõem na capa seria algo como "cientista mal-amado + punheta + mulher interesseira querendo dar o golpe do baú + sexo burocrático = reportagem da Superinteressante".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que me parece razoável que qualquer pessoa que tenha amado nessa vida entenda estar diante de um sentimento intocável e incompreensível. Certa vez li: quem quantifica, mede e analisa o amor já não está amando. Acho que é bem por aí. A graça da coisa está justamente no que o amor desafia a lógica. Naquela pessoa que não é perfeita, vocês se estressam pra cacete, estão juntos baseados numa porção de circunstâncias improváveis e mesmo assim, tá aí, o amor da tua vida. E que te faz feliz de uma forma que mais nada nem ninguém faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei, sou bem sensível quando vejo esse tipo de reportagem. Porque acho bem cretino tentar aplicar um olhar científico a todas as coisas da vida. Ao fazermos isso, estaremos nos privando do mistério, da surpresa, do que a vida tem de impressionante e fantástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí entra não apenas o amor, mas todas as sensações sem explicação que sentimos, as boas e as ruins. São as zonas escuras da existência, sobre as quais muito se teoriza, e as teorias servem pra aplacar sabe-se lá que angústia, só que nenhuma teoria é realmente conclusiva, deixando tais questões eternamente à sombra. E, não raro, os cientistas do amor dão com a cara na porta, porque não encontram explicação satisfatória para esses fenômenos. E espero que continue pra sempre assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viverei uma vida (in)tranqüila enquanto puder contar com essas zonas escuras sobre as quais não sabemos nada para me dar algum conforto. Que a vida seja sempre "most... illogical". &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-5686313599199215164?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/5686313599199215164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=5686313599199215164&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/5686313599199215164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/5686313599199215164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/05/most-illogical.html' title='Most... illogical'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-7212595830675571319</id><published>2010-05-01T00:49:00.006-03:00</published><updated>2010-05-01T01:05:00.143-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rapidinhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Enfermidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Star Wars'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que me aborrecem'/><title type='text'>Quatro considerações randômicas</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;Quatro considerações randômicas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou afim de escrever, mas não estou afim de transparecer a grande balbúrdia que anda a minha cabeça. Passemos, então, a palavra a quatro considerações randômicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeio o cheiro de hospitais. Odeio hospitais como um todo, mas sobretudo aquele maldito cheiro moribundo deles. Por mim as pessoas não precisavam ficar doentes. Eu sei que elas precisam morrer de alguma forma pra controlar o crescimento populacional, mas por mim elas podiam ter boas mortes de jedis, simplesmente sumir da sua existência corpórea de forma digna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas modinhas de internet nunca pegam realmente e é por isso que as evito, mas de vez em quando caio em tentação. Em suma, agora podem me encontrar também no formspring: &lt;a href="http://www.formspring.me/prizorzi"&gt;www.formspring.me/prizorzi&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostava bem mais do underground quando ele era underground e não o novo mainstream.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maioria das pessoas, Big Brother Brasil provoca algum tipo de degradação mental consentida e só serve pra que elas se tornem mais burras. No meu caso, serve para que eu me pergunte de onde veio a expressão "Big Brother" e comece a ler 1984, um clássico fodão, me tornando uma pessoa mais culta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATÓRON fazer parte da elite cultural do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso é tudo, nos vemos em breve.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-7212595830675571319?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/7212595830675571319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=7212595830675571319&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/7212595830675571319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/7212595830675571319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/05/quatro-consideracoes-randomicas.html' title='Quatro considerações randômicas'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-3498962487895229460</id><published>2010-04-21T02:52:00.004-03:00</published><updated>2010-04-22T02:39:05.558-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hoje acordei meio...'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Posts Sensíveis'/><title type='text'>Hoje acordei meio Saint-Exupéry</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;Hoje acordei meio Saint-Exupéry&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Sento-me diante de um casal. Entre o homem e a mulher a criança, bem ou mal, havia se alojado, e dormia. Volta-se, porém, no sono, e seu rosto me aparece sob a luz da lâmpada. Ah, que lindo rosto! Havia nascido daquele casal uma espécie de fruto dourado. Daqueles pesados animais havia nascido um prodígio de graça e encanto. Inclinei-me sobre a testa lisa, a pequena boca ingênua. E disse comigo mesmo: eis a face de um músico, eis Mozart criança, eis uma bela promessa de vida. Não são diferentes dele os belos príncipes das lendas. Protegido, educado, cultivado, que não seria ele? Quando, por mutação, nasce nos jardins uma rosa nova, os jardineiros se alvoroçam. A rosa é isolada, é cultivada, é favorecida. Mas não há jardineiros para os homens. Mozart criança irá para a estranha máquina de entortar homens. Mozart fará suas alegrias mais altas da música podre na sujeira dos cafés-concertos. Mozart está condenado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para o meu carro. E pensava: essa gente quase não sofre o seu destino. E o que me atormenta aqui não é a caridade. Não se trata da gente se comover sobre uma ferida eternamente aberta. Os que a levam não a sentem. É alguma coisa como a espécie humana, e não o indivíduo, que está ferida, que está lesada. Não creio na piedade. O que me atormenta é o ponto de vista do jardineiro. O que me atormenta não é essa miséria na qual, afinal de contas, um homem se acostuma, como no ócio. Gerações de orientais vivem na sujeira e gostam de viver assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me atormenta, as sopas populares não remediam. O que me atormenta não são essas faces escavadas nem essa feiúra. É um pouco, em cada um desses homens, Mozart assassinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o Espírito, soprando sobre a argila, pode criar o Homem."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(também parte da série "Posts feitos nas coxas contendo idéias geniais que não podiam deixar de ser publicadas de imediato". Breve numa livraria muito distante de você)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-3498962487895229460?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/3498962487895229460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=3498962487895229460&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/3498962487895229460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/3498962487895229460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/04/hoje-acordei-meio-saint-exupery.html' title='Hoje acordei meio Saint-Exupéry'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-4407926053011238193</id><published>2010-04-12T23:54:00.004-03:00</published><updated>2010-04-13T00:03:42.268-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feelings'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relationshits'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que me aborrecem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra dos Sexos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Ele simplesmente não se aplica a você</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Ele simplesmente não se aplica a você&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez seja trejeito de psicóloga – ou ao menos psicólogos da UFRGS, fora dela não convivi muito – mas uma característica minha que notei em todos os colegas com os quais debati sobre o assunto é o verdadeiro asco a livros de auto-ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se isso fica claro pra quem não é da área, mas pra mim é tão óbvio que sinto dificuldades em explicar o porquê. O caso é que a humanidade está perdida, completamente desnorteada, e quando a gente está nesse estado, é muito comum querermos um manual com instruções, assim, estilinho receita de bolo, que nos diga o que fazer ou não fazer, ou pelo menos se estamos no caminho certo ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí entram os livros de auto-ajuda. Qualquer desejo clichê das pessoas já esteve publicado em um livro de auto-ajuda: como achar sua alma-gêmea, como saber se a pessoa que você achou é mesmo sua alma gêmea, como ser bom de cama, como prosperar nos negócios, como ficar rico, como ser saudável, como ter um corpo perfeito, como ter filhos lindos, saudáveis, que achem sua alma gêmea e prosperem nos negócios... A lista é imensa. Até aquelas “pequenas” mudancinhas de personalidade, do tipo ser menos ansioso, estão inclusas em algum livro. O que é engraçado: você quer ser menos ansioso, mas isso precisa ser feito com tanta rapidez e segurança que só mesmo comprando um manual? Poh, meio contraditório...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, as pessoas não se dão conta de que esses livros só fazem generalizações clichês em cima daquelas coisas que todo mundo devia saber mas na hora H esquece. Tipo aquilo que vêm nos Power Points bagaceiros que as nossas mães recebem por e-mail. Mas como Power Points não enriquecem nenhum americano, as pessoas recorrem aos livros de auto-ajuda para generalizá-las. Por que todo o livro de auto-ajuda traz como mensagem implícita: “oi, eu não te conheço. Não sei que aparência você tem, quais suas experiências de vida, quais seus sonhos, suas peculiaridades, em suma, o que faz de você... você. Mas isso não é importante, por que aposto como você é igual a todas as pessoas no mundo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É essa generalização que eu acho extremamente incômoda. Sabe, conforme a faculdade avançava, eu me incomodava por estar “quase psicóloga” e ninguém ter me ensinado o passo-a-passo do que fazer quando estivesse cara a cara com um paciente. Conforme fui ficando cara a cara com meus pacientes, descobri a terrível verdade: não existe passo-a-passo. Porque cada caso é um caso, o que tu farias com um é impraticável com outro, o que causa o mesmo problema em dois pacientes diferentes podem ser coisas diferentes. É, lamento informar vocês, mas o cara pode ter 50 anos de experiência clínica e um paciente novo é sempre um paciente novo. Às vezes, até um paciente velho pode ser um paciente novo. A única coisa que muda é que com a experiência, tu adquires um feeling melhor, uma escuta melhor, vais refinando o teu jeito de lidar com as situações. Eu ia dizer “vais te pondo confortável no papel de analista”, mas ser analista é estar sempre às voltas com o desconforto, afinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a psicologia me acostumou a não esperar fórmulas mágicas: elas não existem, e qualquer sugestão contrária é gente malandra tentando ganhar dinheiro às custas da insegurança dos outros. Vocês acham mesmo que uma única pessoa poderia dar dicas de como acertar aonde todo mundo erra? O que dá a essa pessoa tamanha autoridade? Mesmo que seja algo que pareça plausível, do tipo “uma mulher dando dicas infalíveis aos homens sobre como agradar suas mulheres”. Será que dá mesmo pra generalizar? Já li várias listas dizendo que mulheres odeiam ganhar lingerie dos parceiros, o que eu acho absolutamente falso, por que é um dos meus presentes preferidos. E aí? Um cara pode até seguir uma cartilha dessas, mas se ele se ater ao manual e não à pessoa que está com ele, vai acabar se dando mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se faço essa longa introdução, é pelo seguinte: no final de semana, assisti &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ele simplesmente não está afim de você&lt;/span&gt;. O filme baseado no livro de auto-ajuda, é. Achei o filme muito bacana, embora eu seja suspeita pra falar por que adoro comédias românticas. Gostei inclusive das mensagens finais: às vezes a gente se dá bem, mas às vezes não, e – a mais importante, eu diria – a gente tem o mau-hábito de superestimar relacionamentos, quando nossos momentos sozinha podem ser interessantes também. Não são muitas comédias românticas que te trazem essa idéia, mas ela é bem apropriada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria idéia do filme/livro (sim, eu li o livro assim por cima) não me parece tão ruim: às vezes a gente fica como trouxa esperando um alô do cara que conhecemos no final de semana, quando não vemos as evidências óbvias de que ele não está tão afim assim. E não apenas caras aleatórios de final de semana, mas pessoas que conhecemos e não percebemos que a enrolação só significa que o cara não está tão afim assim. O que não significa que ele não esteja nada afim, só significa que não vale o esforço.&lt;br /&gt;Acho isso ótimo, por que as mulheres às vezes se desesperam – convenhamos, todo mundo enjoa de ser solteira um dia, quanto mais se a gente tá numa fase carente – e passamos a crer que cada cara novo será um namorado potencial, e ficamos procurando confirmações divinas pra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí o filme falou algo que achei ótimo, que é o fato de uma das personagens ficar esperando a ligação de um cara mesmo que o encontro tenha sido medíocre. Acho que essa é a pior parte: não é nem se tocar que ele não está tão afim de você, é se tocar que você também não está tão afim dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas apesar de achar que tem uns pontos bacanas, acho que o filme/livro peca em outros aspectos. Por exemplo, em sugerir que só as mulheres fazem isso: mas e o que é aquele cara o filme todo tentando chegar na fase dois com a Scarlett Johansson? Alguém devia olhar pra ele e dizer “Ela não tá tão afim assim de ti, meu filho”. Mas, não, em momento nenhum se sugere que o inverso pode acontecer, e as mulheres não estarem tão afins assim dos homens. E é bem mais comum do que parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme/livro tenta tirar algumas abobrinhas da cabeça das mulheres, mas erra ao colocar outras no lugar. Por exemplo, a idéia de que se o cara quer, ele vai atrás. Poh, então a gente senta e espera? Que coisa mais machista! E se o cara não vier atrás, aí ele não serve? Até parece que o cara tem que provar que nos ama fazendo uma declaração de amor cercado de rosas e violinistas. Sabe, se eu tivesse desistido de qualquer relacionamento na primeira dúvida, não teria me relacionado com ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que isso é ser muito simplista sobre as motivações das pessoas em relacionamentos. Tudo bem, uma pessoa aleatória que não quer mais saber de ti pode simplesmente não estar afim, mas dizer que teu marido ou namorado de anos “simplesmente não está afim” é muito raso. Tá certo que todas as mulheres gostam de fazer piadas sobre o quanto os homens são simplistas &lt;s&gt;sexo, cerveja e futebol&lt;/s&gt;, mas gosto de pensar que eles também tem sentimentos e motivações complexas. E não generalizadas, de preferência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior de todas essas generalizações é saber que se essas pessoas não estivessem tão focadas em si mesmas, perceberiam quando a outra pessoa está ou não afim sem precisar de um livro que diga isso a elas. Mas é um pouco o que falei no post anterior, a gente comete aquele erro elementar de olhar mais pra si mesmo (e ainda olha muito mal pra si mesmo), pra aquilo que estamos buscando nesse outro e queremos que ele seja, do que pro outro, pra aquilo que ele realmente pode e quer ser. O que num relacionamento parece um erro muito básico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a intenção de não fazer a gente perder nosso tempo com pessoas nada a ver até é boa. Mas isso é tentar colocar uma regra aonde reina o caos, que é esse mundo tragicômico das relações humanas. Aonde a única regra vigente é que todo mundo é exceção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, o filme já erra na cena inicial: essa história do menino que trata mal a menina porque na verdade gosta dela não é exatamente aplicável a todos os casos, mas existe, sim. Procurem por “formação reativa” em um bom livro de psicanálise e divirtam-se com a leitura. É foda, mas quando a gente começa a lidar com conceitos tipo “inconsciente”, dizer que “ele simplesmente não está afim” se torna raso demais. Como, por sinal, se aplica a todos os livros de auto-ajuda, cada um na sua área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, isso me dá uma idéia para driblar o desemprego: vou escrever um livro de auto-ajuda. Ele vai ensinar, de forma prática e bem humorada, que livros de auto-ajuda podem parecer uma mão na roda, mas que são formas de generalizar o não-generalizável, quantificar o inquantificável, e solucionar o insolucionável. E que a manha da vida não é nunca cair, mas sempre se levantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que vou nomear meu livro: “Ele simplesmente não se aplica a você”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-4407926053011238193?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/4407926053011238193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=4407926053011238193&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/4407926053011238193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/4407926053011238193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/04/ele-simplesmente-nao-se-aplica-voce.html' title='Ele simplesmente não se aplica a você'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-3734082199483348834</id><published>2010-04-09T20:05:00.006-03:00</published><updated>2010-04-09T23:32:51.334-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feelings'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relationshits'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pri Zorzi Recomenda Algo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>O livro dos amores risíveis</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O livro dos amores risíveis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabe aqueles posts que tu não sabes o que vais escrever, não sabes por onde começar, não sabes como terminar, só sabes que estás convicto de que vais fazê-lo? Pois é, esse é um destes posts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa eu dizer uma coisa: este senhor Milan Kundera é um tremendo filho da puta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dois anos, resolvi finalmente ler aquela que é considerada a obra prima do sujeito, A Insustentável Leveza do Ser. Escrevi um post desajeitado sobre ela &lt;a href="http://pri-zorzi.blogspot.com/2008/04/insustentvel-leveza-do-ser.html"&gt;aqui neste mesmo sítio&lt;/a&gt;, e nunca escondi de ninguém que o livro ganhou o posto de um dos meus (dois) livros favoritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso, preferi continuar idolatrando a obra sem me embrenhar por outros títulos do autor. Não que isso não passasse pela minha cabeça, mas um certo episódio nada feliz, digo, felzi, varreu a idéia dos meus pensamentos por um bom tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse tempo terminou há algumas semanas, quando resolvi começar a ler Risíveis Amores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem não sabe, Risíveis Amores é um livro com sete contos, escrito em 1969, 15 anos antes de Insustentável Leveza do Ser. E o que vemos, de fato, é um Kundera menos maduro, sem a genialidade que me conquistou tanto. Senti falta das frases de efeito que tanto me cativaram em Insustentável (e fizeram a alegria de muitas piadas internas), parece que nenhuma frase me marcou muito em Risíveis. Quem conhece meu gosto por citações, sabe do peso que isso tem em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, é interessante ver esse Kundera mais moleque. Achei bacana ver a forma como ele traz a questão da incomunicabilidade entre as pessoas, tema que anos mais tarde abordará magistralmente no Pequeno Léxico de Palavras Incompreendidas. Aquele pra mim é o melhor capítulo do livro e uma das melhores coisas já escritas, aonde ele dá uma demonstração casual – mas escrita de forma genial – dos desentendimentos entre os amantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de Risíveis Amores, o livro inteiro passa essa sensação de incomunicabilidade. Um grande abismo na comunicação entre as pessoas que torna as suas relações muito frágeis, como se qualquer bobagem pudesse colocar tudo a perder – e de fato coloca. Fica a idéia de que os amantes não se conhecem uns aos outros, fica cada um no seu monólogo, preso às suas convicções, sem nem cogitar que o que passa pela cabeça do outro possa estar indo numa via totalmente diferente. Aí me recordo do jornalista que não lembrava de suas namoradas por que ficava o tempo todo pensando na própria imagem perante as mesmas. Os personagens desse livro são assim, egocêntricos, só olham pro próprio umbigo, e suas relações são superficiais pela sua profunda incapacidade de se colocar no lugar do outro, de enxergar &lt;span style="font-style:italic;"&gt;de fato&lt;/span&gt; a presença de outra pessoa ali, com tudo o que essa presença possa acarretar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu incômodo com o livro é basicamente esse, a sensação de que os amores são risíveis por que são superficiais. Algo nessa superficialidade é extremamente agressivo, e torna esses amores de pouca valia e não merecedores de crédito. Em Insustentável, Kundera faz uma apresentação exaustiva dos personagens, aprofunda as suas relações, por mais problemáticas e também separadas por esse abismo de incomunicabilidade que sejam. Mas algo subsiste, o que já não acontece com Risíveis, aonde tudo o que vemos é o superficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num primeiro momento, pensei que pelo fato de serem contos, o espaço para o desenvolvimento dos personagens fosse menor. O que até procede, mas acho que Kundera faz um trabalho ótimo nas apresentações de personagens. Uma característica que me cativou muito em Insustentável são os personagens absolutamente humanos, verossímeis, do tipo que poderiam ser eu, você ou o seu vizinho. Ele mantém essa verossimilhança em Risíveis, e novamente vemos personagens muito críveis. Mas, ao passo em que em Insustentável ele aprofunda a coisa &lt;span style="font-style:italic;"&gt;to the next level&lt;/span&gt;, em Risíveis a sensação é de que não há &lt;span style="font-style:italic;"&gt;next level&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, não vou generalizar muito os contos, por que são bem diferentes, então vou falar um pouco de cada um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O pomo de ouro do eterno desejo&lt;/span&gt;, me passou a sensação quase insultante de que as pessoas são de fato superficiais e de que suas relações são motivadas por questões igualmente superficiais. E me passou a idéia de que homem não presta, e odeio o Kundera por isso, por que ele é muito bom em passar essa idéia e eu detesto quando ele faz isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo conto, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ninguém vai rir&lt;/span&gt;, é interessante pela sua evolução, pela forma como ele conduz a história muito mais do que pelos personagens. É bacana acompanhar o quanto uma situação absolutamente banal pode evoluir de forma desastrosa apenas pela forma como o cara opta em lidar com ela. E, como eu sempre digo, mentira tem perna curta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro conto foi o que me fez achar o livro bacana, por que até então eu estava achando ele mezzo-mezzo. Intitulado &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Jogo da Carona&lt;/span&gt;, o conto mostra de forma fantástica as percepções diferentes de dois amantes acerca de uma situação. É muito bacana de ver como um simples jogo muda de proporção pela forma como toca a cada um deles. Fora que ele traz muito a questão da inversão de posições entre os dois amantes, o que é um lance que eu sempre curto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto conto, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Simpósio&lt;/span&gt;, é menos centrado em termos de personagens. Achei bacana a forma como ele conduz as hipóteses de cada personagem, um acerca do outro, e a forma como as discussões são tecidas. Mas também acabei de lê-lo com aquela sensação de que as pessoas são superficiais e “ah, puxa, pessoas são um saco, mesmo”, o que me aborreceu um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Que os velhos mortos cedam lugar aos novos mortos&lt;/span&gt;, o quinto conto, Kundera retoma o jeito e novamente escreve algo que me agrade. Não que nesse conto tudo seja menos superficial, mas a forma como o conto é conduzido é que é muito bacana. Essa premissa-título do conto me deu muito o que pensar, além de ser uma das poucas frases do livro que me marcou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sexto conto, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Dr. Havel dez anos depois&lt;/span&gt;, retoma um dos personagens d’O Simpósio. E traz de novo aquela mistura engraçada: o lance é bem escrito e talicoisa, mas a canalhice do personagem me irrita por demais. Se algum dia eu precisasse de uma versão culta de Ele não está tão afim de você, pediria ao Kundera para escrevê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sétimo, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eduardo e Deus&lt;/span&gt;, me soou distinto dos demais, não tenho bem claro o porquê. Talvez por ele se focar mais nas filosofias do que nos sentimentos dos personagens, e de fato nenhum personagem além do protagonista é muito detalhado. Gostei, contudo, da forma como ele conduziu não tanto a história, mas a reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante é que com esse último conto senti a margem do que anos mais tarde geraria o A Insustentável Leveza do Ser. Parece que nele Kundera já coloca o seu embate fundamental entre peso e leveza, desta vez na forma de coisas sérias e não-sérias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das últimas frases deste conto pra mim fecha perfeitamente o livro: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ah, senhoras e senhores, como é triste quando não se pode levar nada a sério, nada e ninguém!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É uma antecipação da dualidade que ele traz em Insustentável. Me parece que ele passa o livro inteiro apresentando esses amores risíveis, esses personagens risíveis, essas situações risíveis, justamente para que ao final percebamos o quanto essas cenas são na verdade pouco dignas de riso. O quanto essa superficialidade acaba por conduzir por um caminho vazio. Que é também um caminho, nem por isso menos válido, mas que traz consigo algumas conseqüências amargas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que digo que Milan Kundera é um filho da puta: é um livro muito atual, dá o que pensar sobre relacionamentos modernos. Sobre essa superficialidade, esse egocentrismo e essa incomunicabilidade que fazem parte da gente - e também das nossas relações, mas que se fazem parte das nossas relações, é por que os levamos conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei bacana e recomendo, mas se você não for muito de leituras nem tiver lido algo do Kundera, eu recomendaria ir direto pra A Insustentável Leveza do Ser. Entre a superficialidade de Risíveis e a densidade ultrajante de Insustentável, fico obviamente com o segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre leveza e peso, minha escolha foi feita faz tempo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-3734082199483348834?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/3734082199483348834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=3734082199483348834&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/3734082199483348834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/3734082199483348834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/04/o-livro-dos-amores-risiveis.html' title='O livro dos amores risíveis'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-9215240687481180770</id><published>2010-04-07T23:27:00.003-03:00</published><updated>2010-04-08T00:42:48.754-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dinheiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que me aborrecem'/><title type='text'>Posso ajudar?</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;Posso ajudar?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cara, vou te confessar uma coisa: com todo o respeito, mas não suporto vendedores. Nada contra a classe como um todo, mas quando a gente pára pra pensar como vendedores podem ser inconvenientes, me surpreende que as pessoas ainda comprem como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tô nem falando de vendedores de telemarketing e similares. Tenho pena desses coitados, por que já não tenho a menor paciência com eles, duvido que alguém aí tenha, e estou certa de que deve ser um dos piores empregos do mundo. Mas nutro grande estima por aqueles que me deixam desligar no primeiro "não". No entanto, me refiro mais a vendedores de loja, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, tenho o hábito de zanzar pelo shopping sem objetivo aparente - ou ao menos tinha na época que eu ganhava dinheiro. Em lojas grandes ou com coisas coloridas, é muito comum eu entrar só pra ver o que tem de bacana, e aí, quem sabe, levar algo. Mas é INCRÍVEL como é só eu botar o pé na loja para ser abordada por um vendedor ávido dizendo "posso ajudar?". Nossa, tenho pavor disso! Se eu quiser ajuda, eu peço por ela. Aí sou obrigada a largar o clássico "ah, obrigada, mas to só dando uma olhadinha..." e esperar que ele me esqueça. Me irrito quando sou obrigada a disparar a desculpa da olhadinha, por que é quase como dizer "EU SOU POBRE, MEU FILHO!". E é muito chato quando tu precisa ficar lembrando as pessoas o tempo todo do quanto tu não tem dinheiro pra comprar tudo o que quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior ainda são aqueles que não pescam a justificativa e ficam te seguindo discretamente. Aí é só tu tirares um item da prateleira para ouvir algo como "esse é lançamento" ou então "deixa eu te mostrar como funciona". Sabe, fico sem graça de cortar pessoas solícitas, mas gosto de ficar xeretando prateleiras em paz. Se eu precisar de algo, sei pedir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fiz uma estatística exata, mas o que acho ainda mais fantástico é que o inverso sempre ocorre: toda vez que entro numa loja precisando de um item em específico, preciso praticamente abanar os braços, numa legítima imitação de afogado, para que alguém venha me acudir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior ainda é a compra de alguns itens específicos. Por exemplo, certa vez precisei ir numa farmácia comprar uma DEDEIRA. Dedeira pra mim sempre foi o diminutivo de mamadeira, mas quando minha mãe cortou um dedo descobri que é também o nome de um aparato para proteger teu dedo. O detalhe é que o negócio se parecia exatamente como uma camisinha, só que, bem, com a espessura e tamanho de um dedo. Eu achei tudo muito engraçado, mas tenho uma pena sincera do amigo que estava me acompanhando na ocasião. As risadinhas da moça da farmácia não ajudaram muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sinal, comprar camisinha em farmácia é uma atividade cretina. Eu tenho a sorte de poder delegá-la aos meus parceiros, por que acho um saco aquele olharzinho de censura/inveja/curiosidade da parte dos balconistas. Pior ainda seria comprar lubrificante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se em farmácias o pânico é esse, pior ainda é em sex shop. Poh, compreendo que a dinâmica da coisa é distinta: a galera se intimida, e cliente acanhado não leva muita coisa, portanto o bom é deixar ele se sentir à vontade. Só que a forma como eles escolhem pra isso é meio duvidosa. Comprar itens sexuais deveria ser uma atividade casual, e não algo sigiloso, do tipo que te faria entrar na loja de capote, chapéu e óculos, e passar para a vendedora um papel com o nome do item que tu queres. O problema é tentar forçar esse corriqueiro, por que numa sex shop fica ainda pior se tu repetires os trejeitos de vendedores de loja "normal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ideal é que o vendedor esqueça da tua existência a não ser que ele seja convocado a lembrá-la, só que nenhum deles faz isso. Vá lá, aceito o "posso ajudar?" como um código para "oi, vi que você chegou", mas parou por aí. Como aspirante a analista, aprendi a fazer aquela boa e velha cara de pastel e postura neutra, e acho que atendentes de sex shop deveriam seguir essa cartilha. Nada pior do que tu estares xeretando as coisas e a pessoa te olhando com aquele ar de curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior são aqueles que ficam fazendo comentários, e aí sim o leque do embaraçoso se abre. Alguns vendedores ficam dando explicações técnicas sobre o produto, o que não é constrangedor por si, mas é extremamente chato na medida em que tu te dás conta de que a criatura tá de olho em tudo o que tu estás olhando. Poxa, bem ou mal ir em sex shop é uma compra extremamente íntima, que tu só fazes na presença de pessoas com quem tu tenhas intimidade. Nada pior que uma pessoa inconveniente fungando no teu cangote com aquele ar de "e aí, vai levar esse?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda o comentário que mais me dá pavor é o que se destina a criar uma falsa intimidade. Sério, não suporto comentários do tipo "eu e meu marido usamos, a gente gosta muito" ou "eu tenho um desses, é muito bom". Tipo, eu te perguntei alguma coisa??? Se não quero partilhar a minha intimidade, também não quero ter a intimidade dos outros sendo forçada nos meus ouvidos. Fora que isso é muito furado, por que o que uma pessoa ou casal curte não necessariamente se aplica ao resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Complicado mesmo é se tu resolves comprar algo. Se é uma compra mais básica, tipo uma lingerie ou um gelzinho, beleza. O problema é querer um item mais inusitado, e aí chegar na cara do vendedor e emitir um "por favor, eu gostaria daquele vibrador tailandês de três pontas" ou "aquela boneca inflável transsexual custa quanto, mesmo?". Não que tenha problema em comprar qualquer coisa, gosto é gosto, o foda é aguentar o vendedor fazendo cara de "mazáááá safadEEEEEnho!!!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei lá, eu em particular sou muito chata com as minhas compras. Quanto mais íntima a compra, tanto pior. As pessoas as vezes propagam a falsa idéia de que vendedores devem ser descolados e caras de pau, mas a verdade é que quanto mais desconfortável o cliente ficar, maior a probabilidade de ele fugir dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias fui na Wall Street trocar um vale que ganhei na formatura. Na verdade, o vale tinha sido trocado por um belo pôster, mas que não era no valor máximo, me rendendo um segundo vale em valor modesto. Cheguei lá sem a menor idéia do que comprar. Troquei um olhar com a vendedora, que de pronto veio me oferecer ajuda. Expliquei a questão do vale, ela me perguntou algumas coisas e, percebendo que eu não tinha a menor idéia do que levar, me falou o nome dela e me deixou à vontade para ver o que quisesse. Só interveio quando eu acidentalmente acionei um casal de sapinhos falantes e não conseguia calar a boca deles. Se manteve distante o suficiente para que eu me esquecesse dela, mas sempre de olho, esperando ser consultada. Com efeito, tão logo escolhi o item, olhei para ela e ela veio me atender. Sai dali satisfeita levando uma bela girafa de pelúcia batizada de Gary, que agora adorna minha cabeceira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perfeito, é assim que tem que ser.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-9215240687481180770?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/9215240687481180770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=9215240687481180770&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/9215240687481180770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/9215240687481180770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/04/posso-ajudar.html' title='Posso ajudar?'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-5552880028118249684</id><published>2010-03-24T22:53:00.009-03:00</published><updated>2010-03-30T04:01:41.450-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Puppies'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Listas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Europa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pri Zorzi Recomenda Algo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisinhas cutis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagens'/><title type='text'>Top 10 Clichês Irresistíveis</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Clichê, segundo a definição corrente, é tudo aquilo previsível, repetitivo, que todo mundo já conhece e já sabe aonde vai dar. E geralmente as pessoas não gostam muito de clichês, o que é bem compreensível: como dizem por aí, figurinha repetida não completa álbum. É realmente frustrante ver um filme ou ler um livro esperando que isso nos acrescente algo novo e nos depararmos com uma idéia reciclada, aquela sensação de que já vimos aquilo antes (e às vezes até mais bem feito). Em tempos de Google, aonde toda boa idéia é como cu de bêbado, é meio difícil saber quem começou com o que, então o lance está em sair do clichê, ou deixar o clichê menos clichê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje em dia é muito difícil ter uma idéia completamente original, a humanidade existe há tanto tempo que me parece que tudo o que a gente pensa, alguém já pensou antes. E fez uma pornografia a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando nisso tudo, conclui que as pessoas são muito injustas com clichês. Existem clichês bons, adoráveis, irresistíveis, que não dá pra negar que são clichês, mas não dá pra negar que gostamos deles mesmo assim. Para provar essa teoria, resolvi, portanto, fazer um...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Top 10 Clichês Irresistíveis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;10. Dormir com chuva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que dormir é sempre bem-vindo, mas nada melhor do que dormir com chuva. De todas as trilhas sonoras para o sono, nada melhor que uma natural, suave, repetitiva... Fora que nada te passa uma sensação de segurança tão poderosa quanto dormir com chuva, por que tu sabes que o clima lá fora está um horror, o mundo está entrando em colapso, mas tu estás no aconchego do lar te preparando pra dar uma banda no reino de Morfeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;9. Lamber calda do bolo na panela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um que eu particularmente não fazia muito, mas observo o efeito nos outros e me parece um clichê inegável. O princípio da coisa é por si só uma delícia: toda a expectativa que a gente tem quando da confecção de um doce, e aí temos aquela pequena amostra de delícia, às vezes extraída sem o consentimento do cozinheiro. Quem nunca fez isso quando criança que atire a primeira pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;8. Chorar no travesseiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é muito agradável, mas é um baita clichê. Chora-se em qualquer lugar; choro não costuma pedir licença. Mas o mais íntimo dos lamentos, o mais individual dos sofrimentos, é sempre aquele na calada da noite, no segredo do quarto, com nada além das vozes da nossa cabeça pra nos ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;7. Penelope Cruz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a mulher tem a cara fora de esquadro e mesmo assim consegue ser sexy até dizer chega. Não que alguém vá dizer chega pra ela, obviamente. Eu pegava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/S6rMPRNA_aI/AAAAAAAAAKQ/qrnKAaxot0g/s1600/Mango-003.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 153px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/S6rMPRNA_aI/AAAAAAAAAKQ/qrnKAaxot0g/s200/Mango-003.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452394861573504418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;6. Jeans com camiseta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moda é um lance clichê, tu te vestes de forma clichê. E o mais divertido é que aquilo que é considerado brega agora sempre pode ser conjurado na estação seguinte, e as pessoas usarão, mesmo que não faça sentido e seja feio COF calça saruel COF. Mas, com tudo isso, algumas coisas se mantém intactas, tamanha a sua versatilidade e aderência no gosto do povão. Eu ia citar pretinho básico, mas lembrei-me de uma preferência unisex: jeans e camiseta. Se você não está usando agora, usará ainda essa semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;5. Paris&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que todo mundo tem algum fetiche por algum lugar do mundo, e muitos lugares são clichês nesse sentido, de tanta gente que se encanta por eles. Um encantamento sem razão aparente (ou com muitas razões óbvias; todo lugar tem potencial para ser encantador, dependendo do que se procura). Mas, de todos os lugares-clichês, Paris reina absoluta na imaginação popular. Multi-facetada como poucas, não importa o que você esteja procurando, provavelmente lá eles têm, e em francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;4. Rock&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rock is dead. And paper killed it. Seja como for, pergunte a todas as pessoas de bom gosto que tu conheces quais os gêneros preferidos de música delas e surpreenda-se se a resposta não envolver rock em algum momento. Pensando bem, pergunte mesmo para as pessoas de mau gosto o que elas escutam de música, por que tenho a sensação de que rock é um gênero apreciado por todas as pessoas do mundo. Progressivo, glam, punk, indie, grunge, seja lá o que for, todo mundo curte algum estilo. Senti até um pouco de vergonha em colocar esse item aqui no top, por que é tão abrangente e tão óbvio que não deveria valer. Mas vale, e o Deus Rock está aí para abençoar nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;3. Morango com Chocolate&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clichês alimentícios são vários, tanto é que "feijão com arroz" já virou expressão popular. As dobradinhas são particularmente bons clichês: presunto e queijo, catchup e mostarda, queijo e goiabada... Mas nenhuma ganha do chocolate com morango. A fruta com o sabor mais especial, açucarada na medida certa, aliada ao sabor supremo do Rei dos Doces. Se isso não é um orgasmo alimentício, tu precisas rever teus conceitos, ou de "orgasmo" ou de "alimentício".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;2. PUPPIES!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://cdn-www.dailypuppy.com/dog-images/the-adoptable-shepherd-mix-puppies-1_43379_2010-03-25_w450.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 282px;" src="http://cdn-www.dailypuppy.com/dog-images/the-adoptable-shepherd-mix-puppies-1_43379_2010-03-25_w450.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que "me ame" nunca foi uma ordem tão fácil de obedecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;1. Dormir de Conchinha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tu não entendes o motivo de estar no topo desse top, só encontro uma explicação: tu nunca dormiste de conchinha. Assim, abraçadinho com alguém de quem tu gostes muito, da forma mais confortável o possível, daquele jeito que faz o tempo parar e tu não gostarias de estar em nenhum outro lugar nem fazendo nenhuma outra coisa (mesmo por que nada pode ser mais interessante do que isso). Suprema delícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, nada como se encantar com as pequenas coisas da vida, mesmo aquelas - justamente aquelas - que parecem banais. E nada como um post piegas num pequeno momento de bom humor. Um viva aos bons clichês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-5552880028118249684?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/5552880028118249684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=5552880028118249684&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/5552880028118249684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/5552880028118249684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/03/top-10-cliches-irresistiveis.html' title='Top 10 Clichês Irresistíveis'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/S6rMPRNA_aI/AAAAAAAAAKQ/qrnKAaxot0g/s72-c/Mango-003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-3996000353373586353</id><published>2010-03-09T13:26:00.007-03:00</published><updated>2010-03-09T14:55:51.402-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Provando que não sei falar sobre cinema sem dissertar sobre todas as coisas do mundo</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;Provando que não sei falar sobre cinema sem dissertar sobre todas as coisas do mundo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não vou tecer muitos comentários em relação ao Oscar: basta dizer que, se um dia eu quiser me vingar do meu ex-marido, vou ganhar um Oscar na frente dele naquilo que poderia ser seu momento de glória. Sério, deve ser a melhor vingança do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu estivesse fazendo torcida contra Avatar, até por que curti muito o filme quando eu vi. Mas a superexposição começou a me irritar, particularmente pelo tipo de comentário que eu ouvi a respeito do filme. Era sempre aquela coisa assim:&lt;br /&gt;- Bah, é um baita filme&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;- Os diálogos são uma bosta e a história é superficial, mas os efeitos especiais são fodões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tipo, sério, então agora a classificação de "bom filme" ou "mau filme" se resume a isso? O negócio é inegavelmente uma revolução visual, mas se as pessoas não gostaram do conteúdo, então ele não pode ser considerado um bom filme, poh. E se eu falo isso, é por que eu achei legal o conteúdo. O forte do filme é definitivamente o visual, no qual ele está absolutamente impecável e eu me perguntei quanto tempo levaria pra Disney fazer um parque temático de Pandora. Mas eu não achei a história e os diálogos ruins. Sim, me crucifiquem, eu não suportava ver Antonioni nas aulas do Edson e curti Avatar TAMBÉM pelo conteúdo. Agora que ficou claro que eu não entendo lhufas de cinema, prosseguirei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente reclama do filme por ele ser meio Pocahontas. Apesar de ter achado Pocahontas bem xarope, não posso negar que o Cameron foi tudo menos original. A própria temática é extremamente piegas, o que invariavelmente torna os diálogos manjados. Nem por isso, contudo, eu discordo das coisas que foram ditas. Acho massa toda aquela idéia de comunhão com a natureza, de que é tudo a mesma energia, de deixar de ver os organismos individualmente, etc, etc. Tipo, come on, eu faço yoga, lembram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora que não consigo evitar de achar esse tipo de coisa um pouco pertinente, até por que lembro de ter visto Avatar logo depois do fiasco da Cop-15. Sim, eu sou meio ligada nessas coisas de meio ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(menos baratas, elas não fazem parte da energia do universo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me leva a uma questão pertinente: por que é IMPOSSÍVEL falar sobre essas coisas sem parecer incrivelmente piegas ou forçado? Me recordo do estágio na Sefaz, aonde tínhamos um programa de gestão sócio-ambiental (que é uma maneira frufru de dizer que separávamos o lixo) que era descaradamente escanteado e nós nos sentíamos até meio sem fôlego de abraçar o programa, dado o fato de que não nos ocorreu nenhuma forma de fazer isso sem ser "eco-chato".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu particularmente estranho muito isso, por que são coisas que simplesmente não deveriam ser cobradas. Primeiro, por que esse tipo de coisa me parece extremamente básica, na medida em que o tipo de cuidado que tu tens com o teu mundo e com o que tu vais deixar para os outros é uma questão de caráter, mais nada. Segundo, por que se tu tens um lixo seco DO LADO de um orgânico, uma plaquinha listando todos os possíveis lixos secos e orgânicos, e AINDA ASSIM as pessoas colocam no lugar errado, não sei muito o que dá pra fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí me preocupo um pouco que todas as tentativas de falar sobre o tema sejam sempre manjadas e pentelhas. Aliás, parando pra pensar, é bem difícil falar sobre qualquer sentimento bom sem parecer um pé no saco ou meloso. Peguem os filmes românticos, por exemplo: requer uma baita habilidade fazer um filme romântico sem que ele caia na pieguice. Mas vem cá, não sei, amor não é um troço meio piegas? Será que tem como tu falar de sentimentos bons sem mexer com o que tem de mais meloso no ser humano? Tipo, sei lá, cachorrinhos, criancinhas sorridentes e casais felizes tomando sorvete? Será que isso é realmente tão errado assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí tenho que confessar que me incomodam aqueles filmes em que o objetivo do filme parece ser provar que a humanidade é uma merda, tá tudo fodido, as pessoas são más e não tem mais salvação. Olha, não sei quanto a vocês, mas a minha realidade é bem menos mal-comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto dessa noção de que filmes não podem ter um final feliz. Acho que ninguém com mais de 10 anos acredita no happily ever after, mas duvido muito que não exista uma forma bacana de um final minimamente confortante. Claro, as vezes a proposta é na via contrária, justamente deixar a pessoa no desconforto, na inquietação, e se esse recurso é bem utilizado o resultado é excelente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não defendo filmes clichês, mas gosto de filmes que mexam com o que o ser humano tem de bom ou ainda pode ter de bom. Enfim, voltando a Avatar (ah, sim, é mesmo, era sobre isso que eu tava falando...), não vejo nada de errado com o tipo de mensagem que o filme tenta passar, e não sei se, naquela proposta, tinha como ser menos clichê que isso. No entanto, acho que na maioria das vezes prefiro um filme clichê que mexa com aquilo que eu tenho de bom do que mais um daqueles filmes destinados a mostrar que o mundo é uma bosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pra não dizer que não extraí nada de legal dos meus anos cercada de metidos a intelectuais numa das faculdades mais pedantes com que eu já tive contato, uma recomendação de bom filme: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0405094/"&gt;A Vida dos Outros&lt;/a&gt;. Vi na aula do Norton a long time ago in a galaxy far away, e foi a primeira coisa que me ocorreu quando tentei pensar num filme que mostre um lado bom do ser humano sem cair num clichê desgranido. Me deu a sensação de que, assim como as pessoas tem um lado podre, sádico e mau, elas também podem fazer coisas legais nas horas menos prováveis e nas circunstâncias mais adversas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é um pouco por aí o tom que eu daria pra coisa. Gosto de acreditar que o ser humano por natureza é bom, e não o contrário, e que realmente não deve ser preciso descer ao ponto da chatice pra mostrar que as pessoas tem sentimentos. Ok, reality is a bitch, mas em vez de propagandear isso, dava pra pensar no que podemos fazer pra mudar essa coisa toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capacidade, realmente, a gente tem. Nisso acho que Avatar não peca tanto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-3996000353373586353?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/3996000353373586353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=3996000353373586353&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/3996000353373586353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/3996000353373586353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/03/provando-que-nao-sei-falar-sobre-cinema.html' title='Provando que não sei falar sobre cinema sem dissertar sobre todas as coisas do mundo'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-5118429082361774581</id><published>2010-03-04T02:14:00.003-03:00</published><updated>2010-03-04T02:20:52.477-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hoje acordei meio...'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eu'/><title type='text'>Hoje acordei meio Pri Zorzi</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;Hoje acordei meio Pri Zorzi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Talvez só nesse momento, eu esteja pronta pra me ver de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, descobri que a minha obsessão com as coisas ditas claramente, com que tudo fosse falado doesse a quem doesse, que todos os mal-entendidos fossem esclarecidos, não era parte de uma real crença na sinceridade acima de tudo, mas uma forma de escamotear as minhas próprias mentiras. Descobri que dizer tudo o que penso e me expor sem pudores era ridiculamente fácil por que nunca me expus de verdade pra ninguém. Descobri que passei boa parte dos meus dias puramente interpretando personagens, num teatro do absurdo que pôs várias das minhas relações ao nível do vazio. Descobri que em todas as minhas reflexões nunca quis saber quem eu era de verdade, senão o que eu ainda poderia representar. Descobri que ser fechada não é nada senão o desejo cáustico de que alguém se interesse por mim de verdade. Descobri, contudo, que se isso acontecesse, eu simplesmente não saberia o que mostrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri, por tudo isso, que se entregar à vida é um processo irreversível."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de ressaltar que é bem raro que qualquer ser vivente tenha acesso a um excerto de um dos meus diários, mas esse me deu vontade de postar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, o que não fazem os surtos de madrugada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-5118429082361774581?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/5118429082361774581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=5118429082361774581&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/5118429082361774581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/5118429082361774581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/03/hoje-acordei-meio-pri-zorzi.html' title='Hoje acordei meio Pri Zorzi'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-5312739969473173122</id><published>2010-02-21T22:40:00.003-03:00</published><updated>2010-02-21T23:59:21.334-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Destilando veneno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relationshits'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Posts irritados'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que me aborrecem'/><title type='text'>Eu nem devia ter vindo</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Eu nem devia ter vindo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que não preciso prevenir nenhum dos meus leitores sobre o quanto posso ser mal-humorada. Meu humor oscila bastante, minhas TPMs rendem alguns episódios lendários, e sou uma pessoa extremamente crítica. Não me recordo das circunstâncias do meu nascimento, mas tenho certeza que deve ter me ocorrido algo assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Nossa, ainda bem que eu sai daquele útero, que lugar apertado! Por que esse idiota tá me dando tapinhas, quem ele pensa que é? Por que eu não estou limpa ainda, porra?! Eu sou um bebê, vocês querem que eu faça tudo por aqui?! Sério, que saco, eu tava obviously on drugs quando aceitei essa idéia de nascer."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, sei que não teria condições de reclamar de uma pessoa que exibisse comportamentos semelhantes aos meus. O que pouca gente sabe - mas muito facilmente descobre - é que meu mau humor vai tão rápido quanto vem, e que bastam alguns abracinhos, gracinhas, risadas ou afagos e eu estou novinha em folha. E faço isso não por que eu seja bipolar - certo, também por eu ser bipolar - mas por que estou sempre disposta a mudar o quadro. Já sai de casa mal-humorada, achando que eu não iria me divertir, mas jamais saí de casa &lt;span style="font-style:italic;"&gt;determinada&lt;/span&gt; a não me divertir nem me animar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, uma característica que eu não suporto nas pessoas é má vontade. Acho que qualquer trabalho feito com má vontade é perfeitamente dispensável. Sabe, quando a coisa fica meia-boca e ainda por cima parece que a pessoa tá te fazendo aquela escrotice de favor. O pior tipo de má vontade é aquele que tenta se passar por boa vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o legal é que a má vontade pode estar em qualquer lugar. Aquele teu amigo que quando sai de casa parece que é sob tortura. Sexo burocrático só pra cumprir tabela. Teu colega de trabalho que está sempre com cara de cu. Qualquer pessoa que não sabe dizer não e se arrepende no meio do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me aborrece nas pessoas com má vontade é mais ou menos o que me impede de &lt;a href="http://www.humornaciencia.com.br/miscelanea/irrac.htm"&gt;dialogar com pessoas irracionais&lt;/a&gt;: não existe argumento possível. Quando uma pessoa está determinada a se incomodar com tudo, ela fatalmente se incomodará com tudo. Adoraria dizer que o oposto também vale, mas bem sabemos o poder de estar de burro amarrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vejo muita justificativa para má vontade, na medida em que nada pode melhorar na vida de uma pessoa se ela não se dispuser a isso. Dessa forma, fica extremamente difícil para pessoas normais lidarem com gente de má vontade, ao que se conclui que pessoas de má vontade deveriam se isolar até deixarem de ser mimadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu nem devia ter vindo"? Não, realmente, não devia. Esperamos que esse erro seja corrigido no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: O Haloscan é uma bicha, portanto agora voltamos com a caixa de comentários feiosa do blogspot. Também perdi todos os meus comentários como efeito colateral, mas receio que nada possa ser feito em relação a isso. Damn.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-5312739969473173122?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/5312739969473173122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=5312739969473173122&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/5312739969473173122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/5312739969473173122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/02/eu-nem-devia-ter-vindo.html' title='Eu nem devia ter vindo'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-3562157006375081496</id><published>2010-02-20T15:32:00.004-02:00</published><updated>2010-02-20T15:37:28.493-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguagem e Comunicação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hoje acordei meio...'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confusão mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relationshits'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Posts Sensíveis'/><title type='text'>Hoje acordei meio Miranda July</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;Hoje acordei meio Miranda July&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, de novo. Mas o que eu posso fazer se a mulher é genial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HnPOUnINM9s&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HnPOUnINM9s&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Genial, eu disse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-3562157006375081496?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/3562157006375081496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=3562157006375081496&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/3562157006375081496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/3562157006375081496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/02/hoje-acordei-meio-miranda-july.html' title='Hoje acordei meio Miranda July'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-1145750697666465294</id><published>2010-02-17T14:18:00.005-02:00</published><updated>2010-02-17T19:08:12.222-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Negação da realidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia barata'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Posts Sensíveis'/><title type='text'>A menina que vivia de sonhos</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A menina que vivia de sonhos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Tive assim, no decorrer da vida, muitos contatos com muita gente séria. Vivi muito no meio das pessoas grandes. Vi-as muito de perto. Isso não melhorou, de modo algum, a minha antiga opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando encontrava uma que me parecia um pouco lúcida, fazia com ela a experiência do meu desenho número 1, que sempre conservei comigo. Eu queria saber se ela era verdadeiramente compreensiva. Mas respondia sempre: 'É um chapéu'. Então eu não lhe falava nem de jibóias, nem de florestas virgens, nem de estrelas. Punha-me ao seu alcance. Falava-lhe de bridge, de golfe, de política, de gravatas. E a pessoa grande ficava encantada de conhecer um homem tão razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivi portanto só, sem amigo com quem pudesse realmente conversar."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como agora ando com bastante tempo livre, me pesa a consciência não atualizar o blog mais freqüentemente. Se evitei fazer isso, é por que estou num estado de espírito curioso, cuja única alegoria que me ocorre é estar no olho do furacão. Então prevejo que as atualizações serão 8 ou 80: ou falarei de alguma abobrinha despropositada, ou me embrenharei por algumas filosofias (rasas, mas ainda são as que eu consigo fazer) e dissertações. É o caso, hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois devo confessar que esses dias escutei uma frase que me incomodou muito. Era um incômodo genérico, e custei a descobrir o que me perturbava tanto. Por fim recordei-me da frase, e pude pensar no quanto ela me aborreceu. Conversava esses dias com uma amiga no MSN, e ela contava que ia enfim retornar ao Brasil depois de um ano morando fora. Disse que não gostaria, e então perguntei por que iria voltar, já que não tinha realmente nada aqui que a prendesse. Ao que ela me respondeu: "a gente não pode viver de sonho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo agora que, se não identifiquei essa sentença como causa do meu incômodo, foi unicamente por adotar a postura de uma pessoa perfeitamente realista, que sabe que não podemos estar satisfeitos o tempo todo, que sabe que os sonhos tem limites, que às vezes temos que ser sérios, blábláblá. Afinal de contas, só as crianças é que acham que a gente pode ter tudo sempre, quando a gente cresce e aprende como a vida funciona, vemos que não é bem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fiquei extremamente chateada com essa frase. Sei que pode parecer meio bobo, mas sinto que conforme eu cresci, me tornei mais sonhadora do que nunca. Tive medo dessa frase. Medo de que ela fosse verdade e que um dia eu tivesse que abdicar dos meus sonhos, botar os pés no chão e me adequar à realidade. E aí começa o ciclo: ter um emprego idiota pro resto da vida porque preciso de dinheiro pra sobreviver, me casar com uma pessoa que não me encanta só pra não viver sozinha, e fazer aquela porção de coisas que todo mundo faz sem entender direito o que significa, só por que manda o figurino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei terrivelmente assustada, e aí pensei numa solução: vou falar com as pessoas que eu conheço, de preferência aquelas que estão no mundo há mais tempo do que eu, e lhes perguntar se é possível viver de sonhos. E aí me dei conta da fatalidade: acho que não conheço ninguém assim. De repente, nunca conheci alguém que tivesse tentado viver de sonhos. Acho que todo mundo acaba se acomodando, mais cedo ou mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acomodar-se é algo que me dá medo. Talvez eu me acomode um dia. Mas que seja algo sereno, que eu me acomode por que esse é meu desejo, e não que eu me acomode na contramão de todos os meus desejos. Tenho a impressão de que a maioria das pessoas se acomoda por que acha que precisa, quando na verdade ninguém tentou viver de sonhos pra ver se funcionava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se viver de sonhos parece uma coisa infantil. Até me parece, mas acho que só prova o quanto temos muito o que aprender com as crianças. O tipo de maturidade que não dá espaço pra fantasia me parece vazio e sem nada a acrescentar. É claro que os sonhos mudam com o tempo, isso não se pode negar. Mas que mudem os sonhos e não o ato de sonhar. Lembro que quando pequena, eu sonhava em voar de avião levando comigo um potinho, desses que minha vó usava pra fazer conserva de pepino. Assim, em pleno vôo, eu abriria a janela, colocaria a mão com o potinho pra fora, e coletaria uma pequena porém bonita nuvem. Se estivesse num dia de sorte, coletaria um mini arco-íris também. Fiquei muito desapontada quando descobri que as janelas do avião não abriam e que foram feitas desse jeito por conta da pressão do ar. As leis da física nunca respeitaram muito bem as leis da poesia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes me pergunto se viver de sonhos não é uma forma de escapar da realidade. Mas não. Viver de ilusões acredito que sim, mas de sonhos jamais. Pois se existe uma propriedade absolutamente encantadora da realidade, que a redime de todos os desapontamentos que ela possa prover, que seja essa: a realidade é aquilo que fazemos dela. É perfeitamente possível mudarmos o mundo a nossa volta, simplesmente por que não há nada que determine que ele seja assim a não ser nós mesmos. As coisas por si só não são nada, elas se moldam com o significado que atribuímos a elas, com o que sonhamos para elas, com as apostas que fazemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, tudo se resume a isso: viver é uma aposta constante. Quer seja com sonhos ou não, precisamos estar sempre apostando. Se é por esse princípio, eu aposto que se possa viver de sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou parece mais honesto tentar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-1145750697666465294?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/1145750697666465294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=1145750697666465294&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/1145750697666465294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/1145750697666465294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/02/menina-que-vivia-de-sonhos.html' title='A menina que vivia de sonhos'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-1647612683364718493</id><published>2010-02-11T00:59:00.004-02:00</published><updated>2010-02-11T02:04:00.373-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida dos Outros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Negação da realidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que eu não entendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tenha medo'/><title type='text'>Sobre as coisas que E. não via</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sobre as coisas que E. não via&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cheguei a armar o rascunho de um post sobre a formatura, mas decidi não fazê-lo. Acho que foi um evento que falou por si só, e o que precisaria ter sido dito já o foi. Sendo assim, passo a bola adiante e hoje decidi dissertar sobre a curiosa história de um amigo, a quem gostaria de chamar de E.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço E. há muito tempo, e somos razoavelmente próximos. Eu, ao menos, me considerava próxima de E. Não sei exatamente o que faz com que a gente se considere próximo de uma pessoa, talvez porque eu nunca tenha parado para avaliar o que seria essa proximidade. Pensando no caso de E., eu diria que me considero próxima porque já convivi com ele o suficiente para conhecer um pouco de seu comportamento. Posso prever algumas de suas ações, sei mais ou menos o que lhe agrada ou desagrada, entendo um pouco de seus objetivos. Saberia o que lhe dar no próximo aniversário, que filme convidá-lo para assistir, ou em que momento é melhor nem falar com ele e sair de fininho antes que sobre patada pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei, por exemplo, que E. passa por um momento peculiar em sua vida, um momento mais ou menos como o que passo agora com o fim da faculdade, daqueles em que precisamos redefinir uma porção de coisas na nossa vida. Pensar sobre o que conquistamos até o momento, o que ainda queremos, qualé, qual foi, por que é que tu tá nessa. De onde viemos, pra onde vamos, será que lá tem internet, essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis que esses tempos - gosto da expressão "esses tempos", pois pode se referir à dias, meses ou até anos, e mesmo assim está igualmente fresco na memória - estava conversando com E. e mais uns amigos. Em certo ponto da conversa, E. se disse uma pessoa honesta e falou que nunca mentia. Eu achei aquilo engraçado, por que E. é uma das pessoas mais mentirosas que conheço. Eu mesma poderia citar algumas mentiras que lembro de ele ter contado, e isso apenas das que eu sei que são mentiras, por que sou meio tonta pra essas coisas. Sabe, todo mundo conta mentiras, mas existem pessoas que contam mentiras mesmo quando não existe uma justificativa razoável para fazer isso, mais ou menos como eu faço quando como chocolate. You see, you just do it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que não é só pela coisa do "mentiroso", mas pelo conjunto da questão "honestidade" como um todo. Existem pessoas nas quais você acredita cegamente e pessoas que você evita encontrar no dia primeiro de abril, e entre esse meio termo existem várias. Eu diria que eu &lt;span style="font-style:italic;"&gt;confio&lt;/span&gt; em E. Acredito que se precisar que ele guarde um segredo, ele o fará. Acredito que seja honesto em muitas coisas que diz, mas sei que não é em todas, e às vezes até consigo distinguir umas das outras. Não acho que tudo o que fale seja abobrinha nem que tudo o que ele faça seja engodo, mas a ocasião faz o ladrão, e tenho certeza que E. já encontrou muitas ocasiões por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, no começo, achei que ele estava sendo irônico. Sabe, o mentiroso dizendo que não mente quando todos no grupo sabem que ele é meio malandro - talvez seja essa a palavra que eu queria: "malandro". E. é meio malandro, sim. E achei que era brincadeira, até ver que ele estava falando sério. Realmente não se considerava mentiroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha segunda hipótese era de que se tratava de cara de pau. Afinal, bem sabemos que mentirosos são caras de pau. Não se conta uma mentira sem uma boa cara de pau, ainda que a cara de pau não forçosamente faça um mentiroso. Mas ao ver que ele falava sério MESMO, me ocorreu uma terceira hipótese, que achei até meio assustadora, mas que parecia fechar muito bem com todo o resto: E. é uma daquelas pessoas que tem uma percepção extremamente errada de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, sei que isso é algo bem genérico pra se dizer. Explico: de repente me dei conta de que uma coisa que era óbvia para todos nós a respeito de E. não era óbvia para ele mesmo. Talvez ele fosse tão bom mentiroso que mentisse bem até para si mesmo! Mas esta não era a única ocasião em que uma coisa que parecia óbvia para todos nós não era óbvia para ele. Como naquela vez em que era óbvio para todos nós que ele não gostava mais da namorada e ele levou meses pra terminar com ela. Ou quando era óbvio que ele odiava aquele trabalho que ele nunca teve coragem de largar. E várias situações assim, quando a vida de E. parecia caminhar para uma questão óbvia que só ele não via.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que é muito fácil falar quando se está de fora da situação, quando não somos nós que temos de arcar com as conseqüências das ações. Mas arrisco dizer que E. pagou conseqüências muito mais caras pelas ações que ele &lt;span style="font-style:italic;"&gt;não&lt;/span&gt; tomou. Sabe, sempre achei que E. não tinha muita coragem de tomar as providências necessárias por aquilo que ele desejava. Hoje me ocorre que ele talvez nem soubesse o que desejava. E de repente todos esses impasses pelos quais ele passa hoje decorrem disso, do quão pouco ele olha para si mesmo. Do quão pouco se conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me senti até meio envergonhada de dizer que o conhecia bem: afinal, como é que a gente pode dizer que conhece bem uma pessoa que nem conhece bem a si mesma? Como posso me autorizar a saber mais sobre E. do que ele mesmo sabe? Não posso, na verdade. A gente nunca pode. Posso conhecer de E. aquilo que ele me deixa conhecer dele, mas jamais saberei o quanto isso corresponde ao que ele verdadeiramente pensa ou sente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de uma frase que o Maurinho me disse há anos e que nunca me saiu da cabeça: o desejo é aquilo que temos de mais solitário, por que só nós mesmos podemos saber aquilo que desejamos. Realmente, ninguém pode saber sobre E. aquilo que só ele pode saber sobre si mesmo. E aí talvez a sua percepção tão estranha sobre si mesmo me soe tão preocupante. Sabe, sou uma pessoa de refletir muito sobre meu próprio comportamento (às vezes até demais, admito). O que não quer dizer que eu me &lt;span style="font-style:italic;"&gt;conheça&lt;/span&gt;, mas de tanto me perguntar, de tanto pensar e falar a respeito, de tanto observar, posso dizer que cheguei a algum lugar com isso. Por isso me espanta tanto uma pessoa que pareça olhar muito pouco para si mesma. É bizarra a idéia de alguém que seja estranho a si mesmo, mas quando a gente para pra pensar, é mais comum do que parece. Muita gente que eu conheci parece não olhar muito pra si mesmo. Talvez um dia, esporadicamente, dá uma olhadela rápida, se tá tudo nos trinques, mas ok, e era só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí lembro de quando comecei a usar óculos de vez. Senti que meu grau de miopia tinha aumentado consideravelmente, mas no fundo achei que eu mesma não levaria os óculos a sério. Até que os coloquei, e vi o quanto passei a enxergar melhor. Me surpreendeu o quanto eu enxergava mal antes! Não à longa distância, disso eu já sabia, mas à média distância. Coisas que eu achei que via bem, mas só descobri que não via quando passei a enxergar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado, sou uma pessoa extremamente visual, então essas questões de "ver" bem me tocam muito. Morro de medo do escuro, mas por que tenho medo daquilo que não posso ver. Tenho medo do que se oculta nas sombras e do qual não tomo conhecimento. Por isso sou tão dada a reflexões, a observações, a conjecturas. Tento contornar minha própria cegueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por isso me choco um pouco com o quanto E. parece cego sobre si mesmo, o quanto parece não ver coisas que estão ali. Essa cegueira só me assusta porque é a cegueira que temo em mim também. Temo que todos nós sejamos um pouco cegos. E os cegos às vezes não sabem que são cegos. Não sabem como é ver por que nunca viram, então só podem supor o que deveriam estar vendo, ou então nem sabem que deveriam estar vendo alguma coisa. E só compreendem o quanto eram cegos no momento em que passam a enxergar. E talvez nunca enxerguem completamente, de forma que permaneçam sempre meio cegos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí a pergunta que me assusta muito, talvez por que sei que a resposta, se existe alguma, não é dada de graça: céus, como é que a gente faz pra ver?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-1647612683364718493?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/1647612683364718493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=1647612683364718493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/1647612683364718493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/1647612683364718493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/02/sobre-as-coisas-que-e-nao-via.html' title='Sobre as coisas que E. não via'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-4993528873275506749</id><published>2010-01-29T13:44:00.006-02:00</published><updated>2010-01-29T16:21:28.459-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Posts Tristonhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confusão mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feelings'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Posts de Formanda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Histórias da Pri Zorzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Posts Sensíveis'/><title type='text'>Todo o Carnaval tem seu fim</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Todo o Carnaval tem seu fim&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje de manhã era meu último dia de trabalho antes das férias, então aproveitei para executar algumas tarefas na zona mais central de Porto Alegre, geralmente só acessível mediante no mínimo meia hora de bus. Entre essas tarefas, fiz uma cameo appearance na faculdade e aproveitei pra ir ao banheiro antes de migrar pro centrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, ao sair do banheiro, me deparo com uma moça morena bem produzida em uma das pias. Seria um detalhe extremamente banal e teria passado desapercebido por mim, não fosse o fato de que eu encontro essa moça em pelo menos 1/4 das vezes que vou no banheiro na faculdade, nos últimos cinco anos. Não sei se é uma peça pregada pela estatística ou se temos bexigas altamente sincronizadas, mas depois de um tempo a estranha coincidência começou a me chamar a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de ter reparado nela já no primeiro ano da faculdade. Tudo bem, não existem tantos banheiros assim na Psico, mas é muito estranho encontrar sempre a mesma pessoa. Vira e mexe eu saia de uma das cabines e me deparava com ela penteando os cabelos, ou entrava no banheiro e me encontrava com ela saindo. Não tenho a menor idéia de onde essa pessoa surgiu, e na verdade eu nem mesmo tenho provas de que ela exista de verdade. Pode ser uma alucinação minha, ou talvez um fantasma que assombre o banheiro, ao estilo Murta-Que-Geme. Nunca se sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fiquei sabendo realmente o que ela faz por lá. Já a vi algumas vezes rondando a Comgrad e a Secretaria, mas ela não ocupa nenhuma função que eu tenha precisado acionar diretamente desde que entrei na faculdade. Também não me consta que seja aluna ou professora, e nem tenho idéia de que &lt;s&gt;religião&lt;/s&gt; departamento ela segue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, mesmo assim, hoje de manhã, na minha provável última aparição na Psicologia enquanto aluna dela (não tinha me dado conta disso até então, do contrário choraria), me deparei outra vez com a tal moça, cuja existência para mim está circunscrita ao banheiro da faculdade. Essa é mais uma daquelas histórias que fazem parte de uma trajetória de cinco anos que se encerra amanhã. Dentro de 24 horas estarei formada e já não serei mais aluna da Psicologia UFRGS. Não serei estudante como um todo, e em contrapartida pela primeira vez na vida adquiro uma profissão de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São detalhes como esse, coisas bobas, pequenas, que hoje eu coloco num pacotinho cheio de lembranças, embrulho com carinho, e levo pra mim para o resto da vida, ciente de que é uma fase que acabou, que compila os melhores anos da minha vida, mas que agora dela só resta realmente isso, aquilo que eu puder carregar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, sim, eu to nervosa. Pra carazzo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-4993528873275506749?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/4993528873275506749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=4993528873275506749&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/4993528873275506749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/4993528873275506749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/01/todo-o-carnaval-tem-seu-fim.html' title='Todo o Carnaval tem seu fim'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-3529032071892801251</id><published>2010-01-21T21:31:00.003-02:00</published><updated>2010-01-21T21:45:17.494-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Faculdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguagem e Comunicação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rapidinhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Posts de Formanda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estágios'/><title type='text'>Resumidamente</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;Resumidamente&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou há horas querendo escrever um texto decente pro blog, mas a finalização do estágio da Clínica me obrigou a convergir as minhas habilidades de escrita (quais?!) para preenchimento de fichas de paciente e materiais clínicos. Assim, apresento um post bem resumido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claramente um saco tentar sintetizar um ano de atendimento em algumas poucas folhas. Minha vontade era quase escrever uma monografia por paciente, e só não fiz isso por que acho que meu cérebro derreterá se eu precisar escrever mais um caso clínico. Mas a sensação que tenho é que muita coisa do que foi pensada desses casos acaba se perdendo junto com a troca de terapeutas, o que nem sempre é verdade, mas não consigo evitar de lamentar mesmo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, essa história de resumir não é comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei apavorada com a idéia de que esse ano será o último ano aonde os alunos da Ufrgs terão direito ao discurso individual durante a colação de grau. Eu acho discurso de orador idiota (nada contra os oradores da minha turma, só não vejo necessidade de fazer um discurso conjunto quando cada um já disse o que queria individualmente), e lamento que tenhamos que ficar restritos a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que passa, contudo, é que comecei a me sentir na obrigação de fazer o melhor discurso ever, aproveitando os momentos finais da voz dos estudantes no Salão de Atos (nossa, que dramático). E se eu não consigo resumir um ano de atendimento em algumas folhas, obviamente não consigo resumir cinco anos de vida em dois minutos de blábláblá emocionado. Isso é fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí esses dias eu estava falando com o Lucas e em lugar de falar "se tu não te importar de escrever resumidamente" acabei comendo a palavra e falando "se tu não te importar resumidamente". Obviamente adoramos a nova expressão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe quando tu te importas com uma situação, e tal, mas não te importa em demasia, não faz tanto drama sobre isso, exibe aquela cara de Bette Davis? E as pessoas acham que tu não te importas, que não estás dando a devida atenção ao fato? Pois é, agora já sabes o que responder: tu te importas. Só que resumidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-3529032071892801251?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/3529032071892801251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=3529032071892801251&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/3529032071892801251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/3529032071892801251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/01/resumidamente.html' title='Resumidamente'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-2060387091430349566</id><published>2010-01-17T22:12:00.003-02:00</published><updated>2010-01-17T22:18:04.093-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que eu não entendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confusão mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia barata'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Posts Sensíveis'/><title type='text'>Ya no sé que hacer conmigo</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;Ya no sé que hacer conmigo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vocês já se pegaram fazendo coisas que juravam que jamais fariam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, me peguei fazendo um monte delas. E é estranho, muito estranho. E desconfortável. E, ao mesmo tempo, existe um certo alívio em se libertar de si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5327827459794042099-2060387091430349566?l=pri-zorzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/feeds/2060387091430349566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5327827459794042099&amp;postID=2060387091430349566&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/2060387091430349566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5327827459794042099/posts/default/2060387091430349566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pri-zorzi.blogspot.com/2010/01/ya-no-se-que-hacer-conmigo.html' title='Ya no sé que hacer conmigo'/><author><name>Pri Zorzi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08145074067330248555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_utCpwscs9Is/SswIXVSyWwI/AAAAAAAAAIM/Wlq6wxbbsJk/S220/imagem.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5327827459794042099.post-6475813560097979589</id><published>2010-01-10T00:09:00.003-02:00</published><updated>2010-01-10T01:00:54.854-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tenha medo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ogrismos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Animais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas que me aborrecem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Histórias da Pri Zorzi'/><title type='text'>Let's kick some asses</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;Let's kick some asses&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todo mundo sabe que desde que comecei a passar meus verões em Porto Alegre - coisa de uns seis ou sete anos atrás - travo a cada um deles uma batalha interminável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu adversário, obviamente, são as baratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me recordo que nos verões na Praia do Barco nossa casa era cercada de terrenos baldios - que eram bem comuns por lá, por sinal. Cousas de praia pequena... - e o que me causava pavor eram as pererecas. Elas surgiam em lugares aleatórios da casa, geralmente no banheiro, e um breve grito de alarme meu era o que bastava para que o meu pai as tirasse de casa. Nunca as matávamos, elas não eram animais maus, elas só pulavam e eram geladas, e isso me dava medo. Numa escala menor, eu tinha medo de lagartixas (que não pulavam, portanto eram menos ameaçadoras), e as vezes de alguns insetos. Mas, por incrível que pareça, nunca vi uma só barata na história da Praia do Barco. Talvez pela quase ausência de esgotos, não sei bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei que eu era uma sortuda filha da puta. Desde que vendemos a casa 
